Antissemitismo - O Ódio Ao Judeu - Do Surgimento do Cristianismo a Solução Final | José A. Fernandes ~ Identidade 85 ::

segunda-feira, outubro 05, 2020

Antissemitismo - O Ódio Ao Judeu - Do Surgimento do Cristianismo a Solução Final | José A. Fernandes



Um dos temas mais visitados quando se estuda o de século XX, nesse vídeo falamos sobre o ódio aos judeus desde o surgimento do Cristianismo até a Solução Final Nazista


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Jesus era judeu, como todos nós sabemos.
Mas, depois de sua crucificação a relação entre cristões e judeus se tornou cada vez mais tensa.
Com o Cristianismo se tornando uma religião institucionalizada, 
Em pleno Império Romano,
o ódio ao judeu se tornou cada vez mais presente.

A essa altura, eles já não tinham mais país, 
Não tinham mais templo, 
Não dominavam mais a cidade de Jerusalém.
Restou-lhes espalharem-se pela Europa,
Onde pudessem se abrigar, ao menos por algum tempo.

Eles foram culpados pela condenação de Cristo.
A condenação verbal ao longo dos séculos seguintes se tornou perseguição e repressão. 
Tornou-se limitação de sua circulação e de seus direitos,
Perseguição, 
Expulsão das cidades,
Isolamento.
Tornou-se morte.

Especialmente na chamada Baixa Idade Média, 
quando o dinheiro e o comércio voltavam a ter maior importância,
os judeus faziam algo que para os cristãos era proibido:
Eles emprestavam a juros e buscavam o lucro.
E em uma época em que ter lucro era pecado mortal,
Os judeus eram banqueiros,
Eram grandes comerciantes,
Eram os condenáveis usurários!

Por isso, procurou-se “controlá-los”.
Procurou-se “convertê-los”.
Transformá-los em “novos cristãos”.
Sob pena de serem perseguidos e mortos caso se recusassem.
Mas, para muitas pessoas, mesmo eles abandonando sua religião,
Continuavam sendo judeus.
Carregavam a marca de sua origem étnica!

Mesmo com o capitalismo, o Iluminismo, o liberalismo e as revoluções,
Os judeus continuaram sendo perseguidos,
Nos séculos XVIII e XIX, conseguiram diversos direitos políticos, sociais e econômicos 
Mas com dificuldades e mesmo limitações.

O certo é que o antissemitismo não desapareceu.
Seguiu sendo uma realidade.
A diferença em fins do século XIX e início do século XX é que 
o ódio ao judeu não tinha mais uma justificativa religiosa, ou apenas ela.

Chegando ao fim do século XIX e especialmente ao início do século XX, 
Em meio às teorias de superioridade racial
De eugenia
De seleção dos “puros” e “perfeitos”
De exclusão e extermínio dos “impuros”,
O antissemitismo assumiu uma face racial e também política 
- e isso em diversas partes da Europa.



Nesse contexto foi que cada vez mais, 
A eliminação dos judeus se tornou uma obsessão para muitos alemães.
Eliminação social, econômica, política e física.
Coisa que ganhou corpo mais bem definido com o surgimento do Nazismo em 1919.
Era preciso eliminar os judeus, 
os “causadores de todos os males”,
o motivo das desgraças vividas pelos “verdadeiros alemães”.

Condenar os judeus era parte da propaganda política nazista.
Passou a ser parte fundamental de sua política de governo, quando eles assumiram.
Isso ocorreu especialmente a partir de 1933,
quando Adolf Hitler se tornou chanceler 
e passou a impor-se cada vez mais de forma autoritária.

Com os nazistas no poder, 
se intensificou a perseguição a comerciantes, banqueiros e à população judaica em geral.
Fosse ela de religião judaica ou apenas parte da minoria étnica, 
mesmo que cristã convertida.
Essa perseguição espalhou-se pela Europa, 
Especialmente à medida que os nazistas foram anexando territórios,
antes e durante a Segunda Guerra iniciada em 1939.

Nesse mundo nazista em construção,
Foram sendo instalados em todos os cantos os “campos de reeducação e trabalho”
Os campos de concentração.
Até aí, não eram campos declaradamente de extermínio judeu.
Neles ficavam confinados adversários políticos, homossexuais, 
deficientes físicos e mentais, 
ciganos e demais elementos indesejados.

À medida que a Guerra avançava, 
Esses campos foram se tornando cada vez mais mortais.
Arquitetada por Heydrich e Himmler,
Foi então posta em prática a chamada “solução final”.
Os campos de concentração evoluíram para campos de extermínio, propriamente.
Foram se tornando “fábricas de corpos”.
Espaços de eliminação de judeus.

O maior desses campos foi Auschwitz,
Na verdade um complexo de campos 
localizados no sul da Polônia, 
na parte então dominada pelos nazistas.
Neles, mais de 1 milhão de pessoas 
foram fuziladas ou mortas em câmaras de gás durante a Guerra.

Com esses campos, 
de concentração, de trabalho forçado ou simplesmente de extermínio,
o antissemitismo atingiu seu auge.
Só deixaram de existir com o fim da Segunda Guerra e a derrota da Alemanha. 
Mas, ao terminar a guerra, o saldo era assustador:
O holocausto registrou não menos que 6 milhões de pessoas mortas.
A grande maioria delas composta por judeus.

Hoje em dia, há quem negue tal coisa.
Quem diga que nunca houve holocausto.
Isso é um sinal da persistência de movimentos fascistas e neonazistas.
De movimentos negacionistas.
Mas, as provas ficaram, bem visíveis por sinal, para quem quiser ver.
Basta ser sensível e, claro, não ser antissemita.

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DICAS DE LIVROS:

- Holocausto. Das Origens do Povo Judeu Ao Genocídio Nazista, Voltaire Schilling - 
- O Holocausto, Laurence Rees - 
- Mengele, Gerald L Posner & John Ware 
- Os fornos de Hitler, Olga Lengyel


- O tatuador de Auschwitz, Heather Morris 
- Depois de Auschwitz, Eva Schloss
- Holocausto e memória, Marcos Guterman
- Inimigo Judeu, Jeffrey Herf

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