LIVROS para começar a ler sobre HISTÓRIA, MÉTODO, TEORIA e HISTORIOGRAFIA ~ Identidade 85 ::

quinta-feira, janeiro 28, 2021

LIVROS para começar a ler sobre HISTÓRIA, MÉTODO, TEORIA e HISTORIOGRAFIA

 


Ciente da multidão de livros e textos a respeito, segue uma lista para quem está começando o curso de História ou para quem, em geral, quer começar a ler sobre a História, seus debates, métodos, teoria e Historiografia.


É muito difícil fazer uma lista desse tipo, pois cabe uma seleção, que evidentemente deixa de fora um sem número de obras. A ideia aqui é justamente colocar o que serve como introdução, a partir dos livros que se encontram acessíveis no momento, cabendo a quem interessar um aprofundamento que é quase infinito, que deve partir inclusive das escolhas metodológicas e especializações de cada historiador. 

Antes que me esqueça, a seleção vale também para autores importantes, que possuem mais de uma obra sobre o assunto. Nesse caso, deixarei as demais obras que interessam no fim de cada livro destacado.

Como disse, escolhi as obras que estão disponíveis para compra no momento, inclusive as que tem ganhado novas edições. Em outra postagem (uma segunda ou terceira parte dessa lista) apresentarei os livros que estão esgotados há tempos - que podem eventualmente serem lembrados por quem já tem familiaridade com o assunto e aqui sinta falta por sua importância - e que merecem sem dúvida republicação.

Ainda aproveitando, caso queira saber mais sobre os autores indicados aqui e outros, conheça nossa série Historiadores em Perfil.

Guy Bourdé  & Hervé Martin



Os discursos do método histórico e as diferentes maneiras de escrever a história digamos, para simplificar as “escolas” sucessivas ou concorrentes: é disso que trata este livro. Sua ambição é, acima de tudo pedagógica: os autores expõem, de modo claro e sintético, a evolução da produção histórica da Idade Média aos anos 1980 Esse estudo não se limita, portanto, a uma bibliografia: discute as principais aborda gens (a prática) e as principais teorias (a epistemologia) da historiografia. 

O leitor encontrará aqui o que é preciso saber sobre a escola dos Annales e a Nouvelle Histoire sobre as relações de Clio com o marxismo e o estruturalismo, e sobre autores incontroversos que forneceram balizas importantes para a reflexão crítica contemporânea (Henri-Irénée Marrou, Paul Veyne, Michel de Certeau, entre outros).

Sobre esse livro eu fiz uma resenha no canal, basta clicar aqui para assistir ou ir até o fim dessa postagem.


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Peter Burke


Um dos autores mais visitados nas últimas décadas, Peter Burke tem uma dezena de bons e grandes livros, que podem servir aos debates de História, Historiografia e métodos.

Neste livro, Peter Burke reconstrói criticamente o movimento intelectual associado à revista francesa Annales. Em linguagem ao mesmo tempo direta e rigorosa, o autor distingue as três principais gerações de historiadores que deram perfil e consistência a esta que é considerada a mais importante força de propulsão da chamada “História Nova” – a de Lucien Febvre e Marc Bloch, a de Fernand Braudel e a de Duby, Le Goff e Le Roy Ladurie –, responsável por uma “revolução” na historiografia. 

Lançado simultaneamente na Inglaterra e no Brasil, A escola dos Annales preenche uma lacuna em nossa bibliografia histórica, fornecendo ao leitor e ao especialista um material de raro valor e utilidade.

Além deste, claro que temos outros livros muito importantes do mesmo autor sobre os temas dessa postagem, a exemplo sobretudo de A Escrita da História e História e Teoria Social, que devem ser lidos por quem deseja conhecer a História como disciplina, seus métodos e campos de estudos.


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Ciro Cardoso & Ronaldo Vainfas


Este livro é obra coletiva, organizada por Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas, voltada para o amplo público de professores e alunos de pós-graduação em História, podendo interessar ainda aos que atuam nas demais áreas das chamadas ciências sociais, bem como aos docentes vinculados ao ensino médio. 

Com o objetivo de traçar um panorama atualizado dos vários campos de investigação da História, o livro expõe os principais conceitos e as polêmicas que se fizeram presentes na história das disciplinas e da pesquisa indicando caminhos e dilemas atuais do saber historiográfico.

Há dos mesmos autores, além desse livro, uma continuação com Novos Domínios da História


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 Michel de Certeau


Neste livro, Michel de Certeau identifica as etapas fundamentais da historiografia e suas diferentes abordagens ao longo do tempo, estabelecendo um diálogo entre várias áreas do conhecimento. Religião, epistemologia, metodologia e semiótica convivem e convergem para o mesmo objetivo: traçar o itinerário de um historiador e o percurso das interrogações que levam ao desenvolvimento da sua narrativa. 

Nesse processo, o autor recorre, também, à filosofia e à psicanálise – que sustentam as observações sobre diferença, corte e descontinuidade –, sempre norteado pelo olhar da política e da ética.


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Marc Bloch


Fuzilado pelos nazistas em 16 de junho de 1944 próximo a Lyon, Marc Bloch deixava inacabado um livro de metodologia, Apologia da história - publicado pela primeira vez em 1949 por Lucien Febvre. Essa nova edição da obra póstuma de Marc Bloch, organizada e anotada por seu filho primogênito Étienne, apresenta o texto em sua integralidade e sem modificação alguma. Inclui também o prefácio de Jacques Le Goff à edição francesa e uma apresentação à edição brasileira, feita pela professora Lilia Moritz Schwarcz. 

Como ponto de partida, Bloch aproveita a interrogação de um filho que lhe pergunta para que serve a história. Essa confidência familiar já revela de saída o cerne de uma de suas convicções: a obrigação de o historiador difundir e esclarecer. Ele deve, nas palavras do autor, "saber falar, no mesmo tom, aos doutos e aos estudantes". Um livro que permanece hoje em dia - quando o jargão hermético invadiu tantos livros de história - de uma atualidade espantosa. "Esse livro inacabado é um ato completo de história." Jacques Le Goff.

Da Se quiser conhecer mais sobre Marc Bloch, leia o perfil que fizemos dele, clique aqui. 


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José D'Assunção Barros


Neste caso trata-se de uma série de 5 volumes publicados por José D'Assunção Barros. Nela o autor passeia por conceitos, por princípios e analisar diferentes visões relacionadas aos temas que veem sendo colocados em debates quando se fala em "teoria" da (e na) História.

A série: Volume 1Volume 2Volume 3Volume 4Volume 5 


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José Honório Rodrigues


Editada pela primeira vez em 1970, esta coletânea de textos diversos apresenta-se agora de forma mais compactada. Visando atender ao público voltado diretamente para o estudo acadêmico de História, que inclui entre as disciplinas indispensáveis à formação do historiador aquelas que tratam da Teoria e da Metodologia da História, bem como aquelas que buscam estabelecer uma reflexão consciente sobre a Historiografia até hoje produzida por autores nacionais e internacionais.


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Marcos Cezar Freitas 


Reúne 19 dos intelectuais mais prestigiosos do país e permite uma visão do conjunto dos caminhos já percorridos pela História do Brasil, dos "explicadores" aos cultivadores de monografias, dos positivistas aos marxistas, dos "braudelianos" aos seguidores de Foucault, dos que buscam o "sentido" da História aos que afirmam não ter ela sentido algum. 

Também reflete sobre o estado da arte dos estudos de vários dos temas mais caros à nossa historiografia (como sociedade colonial, escravidão, República, operariado) além de outros que mais recentemente têm ocupado os historiadores brasileiros (mulheres, intelectuais, mitos fundadores da nacionalidade, mentalidades e representações).


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Keith Jenkins


Afinal, o que faz o historiador? Para que e para quem busca o acontecido? A partir de que instrumentos, teorias, valores e concepções recortam seus temas, seleciona seu material documental e produz sua escrita do passado? E, aliás, de que passado se trata? Dos ricos e dos pobres? Dos brancos e dos negros? Das mulheres e dos homens especificamente considerados? Ou do de uma figura imaginária construída à imagem do branco europeu, pensado como universal? 

Este livro é um convite para uma séria conversa entre os historiadores preocupados em pluralizar a História, abrindo-a para enfoques, acontecimentos, métodos e procedimentos diferenciados.
  
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Jacques Le Goff


A história vivida das sociedades humanas e o esforço científico para descrevê-la e interpretá-la são os dois polos entre os quais se resume o próprio conceito de história. Ao tempo natural e cíclico das estações e do clima se justapõe ― e por vezes se contrapõe ― a percepção da duração registrada pelos homens; a memória pessoal e coletiva deve submeter-se ao calendário, instrumento de domesticação e de domínio do tempo. 

Nessa contínua defasagem se insinuam a ideia de história, ambígua e mutável, e a relação entre o passado e o presente. De Heródoto aos historiadores mais recentes, Jacques Le Goff percorre, indaga e confronta as etapas dessa contínua pesquisa sobre a vida do homem, suas relações com o ambiente, sobre os eventos e sua diferente temporalidade. 

Reconstruindo a evolução do conceito de história, o grande medievalista francês apresenta por uma nova perspectiva as principais questões da historiografia contemporânea.

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Eric Hobsbawm


A riqueza do longo e bem-sucedido percurso intelectual de Eric Hobsbawm, um dos mais importantes historiadores contemporâneos, espelha-se na amplitude e relevância das questões abordadas nessa coletânea de 22 ensaios de maturidade. 

No mesmo estilo incisivo e elegantemente erudito de seus livros sobre as origens da nossa sociedade, nascidos clássicos modernos, o professor discute as implicações para a historiografia contemporânea de questões tão diversas quanto a confusão de identidades nacionais na Europa Central, os 150 anos do Manifesto Comunista, o legado de Marx para os historiadores, a noção de progresso no conhecimento histórico e a assimilação pós-moderna da narrativa historiográfica a outras modalidades de narrativa. 

Para ele, a reflexão sistemática sobre o objeto e os objetivos da narrativa historiográfica não se distingue da própria escrita da história. Cada parágrafo de sua obra traz implícita a força de suas convicções e a consciência aguda das responsabilidades que envolvem a tarefa do historiador. Esses ensaios testemunham a clareza analítica e a bagagem única por trás da militância renovada contra o acelerado avanço do barbarismo na sociedade de nossos dias.

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Roger Chartier


Este ensaio reflete sobre as interrogações que permeiam, hoje em dia, a escritura da história. A partir dos anos 1970 e das obras de Paul Veyne, Hayde White e Michel de Certeau, os historiadores discutiram duas questões essenciais: de um lado, a tensão entre a forma retórica e narrativa da história, partilhada com a ficção, e seu estatuto de conhecimento comprovado; de outro, a relação entre o lugar social em que a história como saber se produz (agora a universidade, anteriormente a cidade antiga, o mosteiro, as cortes, as academias) e a seus temas, técnicas e retórica. 

Recordando e deslocando essas questões clássicas, este ensaio destaca três problemas mais recentes: 1) A concorrência para a representação do passado entre história, literatura e memória; 2) As possibilidades e os efeitos da comunicação e da publicação eletrônicas sobre a investigação e a escritura históricas; 3) A construção da relação entre as experiências do tempo e a construção do relato histórico.

Do mesmo autor consta ainda, dentre outros, o clássico À Beira da Falésia, sem nova edição disponível no momento.

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Fernand Braudel



Na moderna historiografia internacional, Fernand Braudel, o autor de O Mediterrâneo e o Mundo Mediterrâneo à Época de Filipe II e Civilização Material e Capitalismo, dispensa apresentações. Seus estudos, muitos dos quais reunidos nestes Escritos Sobre a História, são de importância fundamental como método e como resultado para a ciência histórica. 

Neles são ressaltados particularmente as relações entre a História e as outras ciências do homem, o que fornece uma nova visão, não só da inserção do homem no seu passado como na sociedade contemporânea.

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Mateus Henrique de Faria Pereira, Pedro Afonso Cristovão dos Santos, Thiago Lima Nicodemo



Por que uma história da historiografia brasileira? Qual a importância desse tema para um público amplo, além dos especialistas da área? 

Este livro traz uma proposta para a análise dos estudos históricos no Brasil. Da relação da produção historiográfica brasileira com o contexto internacional, os autores propõem uma periodização para seu estudo e uma conceituação, que inclui a relação da história com o ensino. Organizam também a produção historiográfica em dois momentos, que correspondem aos processos de modernização do país, destacando os autores que tiveram preocupação com a história da história.

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