Livros para entender o NEOLIBERALISMO ~ Identidade 85 ::

segunda-feira, novembro 14, 2022

Livros para entender o NEOLIBERALISMO




Nesse post separei alguns livros (tem muito mais) a respeito do Neoliberalismo. Dentre os que usei como referência para o meu vídeo e outros que em geral sugiro a leitura.


A lista


Psicopolítica, Byung Chul-Han 

Uma possibilidade infinita de conexão e informação nos torna sujeitos verdadeiramente livres? Partindo dessa questão, Han delineia a nova sociedade do controle psicopolítico, que não se impõe com proibições e não nos obriga ao silêncio: convida-nos incessantemente a nos comunicar, a compartilhar, a expressar opiniões e desejos, a contar nossa vida. 

Ela nos seduz com um rosto amigável, mapeia nossa psique e a quantifica através dos big data, nos estimula a usar dispositivos de automonitoramento. No pan-óptico digital do novo milênio - com a internet e os smartphones – não se é mais torturado, mas tuitado ou postado: o sujeito e sua psique se tornam produtores de massas de dados pessoais que são constantemente monetizados e comercializados. 

Neste ensaio, Han se concentra na mudança de paradigma que estamos vivendo, mostrando como a liberdade hoje caminha para uma dialética fatal transformando-a em constrição: para redefini-la é necessário tornar-se herege, voltar-se para a livre escolha, para a não conformidade.

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O neoliberalismo: História e implicações, David Harvey

Os futuros historiadores poderão considerar os anos 1978-1980 um ponto de ruptura revolucionário na história social e econômica do mundo: Deng Xiaoping deu os primeiros passos que iriam transformar a China de um remoto país fechado num centro aberto de dinamismo capitalista Paul Volcker assumiu o FED e mudou dramaticamente a política monetária Margaret Thatcher foi eleita com a tarefa de restringir o poder dos sindicatos e de levar ao fim uma destruidora estagnação inflacionária Ronald Reagan impeliu os EUA a revitalizarem sua economia. 

Volcker e Thatcher arrancaram das sombras de uma relativa obscuridade uma doutrina particular que respondia pelo nome de neoliberalismo e a transformaram na diretriz central do pensamento e da administração econômicos. 

O neoliberalismo se tornou hegemônico como modalidade de discurso e passou a afetar tão amplamente os modos de pensamento que se incorporou às maneiras cotidianas de muitas pessoas interpretarem, viverem e compreenderem o mundo. 

Este livro relata a história político-econômica da origem da neoliberalização e de como ela proliferou de modo tão abrangente no cenário mundial, revelando sua origem, descrevendo sua disseminação pelo globo e explicitando seus efeitos devastadores. Além disso, o engajamento crítico com essa história sugere uma estrutura passível de permitir identificar e construir propostas políticas e econômicas alternativas.

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A nova razão do mundo,  Pierre Dardot & Christian Laval 


Ainda não entendemos o que é o neoliberalismo, e estamos pagando um preço altíssimo por isso. É esse anseio de urgência que levou os pensadores franceses Pierre Dardot e Christian Laval a escreverem A nova razão do mundo, obra que passa a limpo todos os lugares-comuns sobre a natureza do capitalismo contemporâneo.

Por meio de recursos analíticos pouco ortodoxos - que conciliam investigação histórico-social e psicanálise, Foucault e Marx -, Dardot e Laval desfazem mitos e revelam o que há de novo no neoliberalismo: uma racionalidade global - e não apenas uma doutrina econômica ou ideológica - que vem transformando profundamente as sociedades de forma subterrânea e difusa, estendendo seu sistema normativo a todas as relações sociais, sem deixar incólume nenhuma esfera da existência humana.

Levando a sério a formulação de Margaret Thatcher - 'A economia é o método. O objetivo é mudar a alma' -, o livro descreve os assombrosos contornos deste mundo em que 'o desejo é o alvo do novo poder'. Dardot e Laval afirmam que a grande inovação da tecnologia neoliberal é vincular diretamente a maneira como um homem 'é governado' à maneira como ele próprio 'se governa'. 

Ao explorar as raízes e ramificações do pensamento neoliberal ao longo do século XX, os autores destrincham de forma clara e precisa as implicações desse novo paradigma, em que a economia torna-se uma disciplina pessoal.A figura central dessa nova racionalidade é o 'sujeito empresarial'. Cada indivíduo é uma empresa que deve se gerir e um capital que deve se fazer frutificar. O conceito define a totalidade do que já foi chamado por estudos anteriores de sujeito 'hipermoderno', 'impreciso', 'flexível', 'precário', 'fluido', 'sem gravidade', 'individualista'. 

Na nova razão do mundo, todas as atividades devem assemelhar-se a uma produção, a um cálculo de custo, aliado ao imperativo do 'sempre mais', que visa a intensificar a eficácia de cada sujeito em todos os domínios: escolar e profissional, mas também relacional, sexual e assim por diante. As atividades que permeiam a vida são concebidas essencialmente como 'investimento' no interminável processo de valorização do eu, sobre o qual o indivíduo é inteiramente responsável.

O estudo do caráter sistêmico dessa racionalidade permite analisar, para além do processo mais visível de privatizações, a corrosão interna da própria dimensão pública e democrática dos Estados nacionais, à direita e à esquerda no espectro político institucional. Para Dardot e Laval, o sistema neoliberal opera uma desativação sem precedentes do jogo democrático, que está nos fazendo entrar no que chamam de 'era pós-democrática'. 

Um dos principais sintomas dessa ação é a mudança na concepção dos bens públicos, assim como os princípios de sua distribuição. Direitos até então ligados à cidadania e historicamente estabelecidos como consequência lógica da democracia política, como a proteção social, a igualdade de tratamento e a universalidade, são questionados pela concepção consumista do serviço público de um 'sujeito ao qual a sociedade não deve nada'.

A nova razão do mundo introduz formas sem precedentes de sujeição que constituem, para os que a contestam, um desafio político e intelectual inédito. 'Combatê-la exige não se deixar iludir, fazer uma análise lúcida dele. O conhecimento e a crítica do neoliberalismo são indispensáveis', sustentam os autores. Somente a compreensão dessa racionalidade permitirá que se oponha a ela uma verdadeira resistência e que se inaugure uma outra razão do mundo.

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Economia do desejo: A farsa da tese neoliberal, Eduardo Moreira


Depois dos bestsellers Desigualdade e O que os donos do poder não querem que você saiba, em Economia do desejo, Eduardo Moreira revela por que é insustentável economicamente a ideia de que o Estado deve se preocupar mais com a economia do que com o atendimento das necessidades básicas dos cidadãos. 

Para isso, ele conceitua o que é a economia do desejo: aquela que trabalha com a falta incessante, que inclusive é responsável pelo alto consumo de supérfluos por determinada parcela da sociedade, enquanto outra parcela ainda está em situação de pobreza ou na linha abaixo da pobreza. 

Segundo o autor, para que o Brasil se torne um país sem pobreza, é necessário haver um passo em direção à economia da necessidade. Assim, as necessidades básicas de todos serão atendidas e a economia se tornará mais forte.

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A escola não é uma empresa, Christian Laval 

Em A escola não é uma empresa, o sociólogo Christian Laval discute a crise de legitimidade da escola em tempos de avanço neoliberal e coloca em xeque os valores embutidos em termos hoje correntes na educação, como "inovação" e "eficiência". 

A obra faz um diagnóstico geral das mudanças nos sistemas educacionais influenciadas pelo chamado neoliberalismo escolar. Laval mostra como o Banco Mundial, a Organização Mundial do Comércio e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, entre outros órgãos, pressionam os sistemas de educação nacionais a fazer com que as instituições de ensino e os profissionais que nelas trabalham se moldem às necessidades do capitalismo contemporâneo. 

Vendidas como modernizadoras, medidas como as provas padronizadas e ideias como as de capital humano e de competências e habilidades se prestam mais a atender interesses do mercado que à formação e emancipação dos estudantes. A Boitempo publica esta obra pioneira, que serviu de alerta para a luta em defesa da escola pública na França, em nova tradução e com um prefácio inédito do autor, que atualiza as questões discutidas na obra e as relaciona ao contexto brasileiro.

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Brasil: neoliberalismo versus democraciaAlfredo Saad Filho & Lecio Morais 


Em Brasil: neoliberalismo versus democracia, Alfredo Saad Filho e Lecio Morais analisam os paradoxos do Brasil moderno. Já nas primeiras linhas os autores fornecem a chave de leitura que ampara sua interpretação de como o Brasil transitou da ditadura à democracia e deixou para trás o modelo de substituição de importações, abraçando, sem amarras, o neoliberalismo. 

Com rigor e precisão, apoiados no método e no instrumental analítico marxista que lhes conferem grande destaque no campo da economia política, Saad Filho e Morais resgatam as ambiguidades de um Estado profundamente conservador. Nessa teia de contradições, toma forma o que denominaram "neoliberalismo desenvolvimentista", cuja essência paradoxal se expressa no colapso do projeto político do Partido dos Trabalhadores (PT). 

Implementado gradualmente pelas administrações federais lideradas pelo PT, o "neoliberalismo desenvolvimentista" sustentou-se enquanto apresentou êxitos sociais e econômicos incontestáveis. Em uma interpretação original, Saad Filho e Morais mostram que, quando as limitações desse modelo se tornaram evidentes, os setores que se sentiram prejudicados por ele – a chamada aliança de privilégios – articularam-se para pôr fim ao impasse. 

Esse movimento de elites levou ao impeachment de Dilma Rousseff e ao surgimento de uma extrema direita de massas no país. Para os autores, "as tensões devidas à incompatibilidade entre a democracia e o neoliberalismo limitaram o espaço para a distribuição de renda e riqueza e para a integração social baseada na cidadania". 

Em tempos de resistência, quando a crítica tende à indulgência ou aos vícios inerentes às democracias neoliberais, Saad Filho e Morais nos desafiam a enfrentar o passado sem reservas e a mirar o futuro com a audácia que a busca por mudanças estruturais exige. Por isso mesmo, a leitura deste livro é fecunda, urgente e indispensável.

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Não saia sem assistir ao vídeo sobre Neoliberalismo!

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Dicas de livros
Evolução histórica do Liberalismo
 Antonio Paim  
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