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sábado, maio 09, 2020

Historiadores em Perfil: Mary del Priore




No Brasil poucas historiadoras tem tanto destaque quanto Mary Del Priore. A partir da perspectiva sócio-cultural, ela tem atuado ativamente na produção de livros nos mais diversos temas relacionados à história do Brasil.

Mary Lucy Murray Del Priore nasceu no Rio de Janeiro, em 1952. Historiadora de formação, doutorou-se em 1990 em História Social pela Universidade de São Paulo (USP), com a tese Ao Sul do Corpo": Ação Feminina, Maternidades e Mentalidades no Brasil Colônia, que teve a orientação da professora Maria Luiza Marcílio. Depois disso, fez Pós-doutorado, em 1996, pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, França. 



Ela já lecionou nos Departamentos de História da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Católica do Rio de Janeiro e da Universidade Salgado de Oliveira, também no Rio de Janeiro. É sócia titular do instituto Brasileiro do PEN Club do Brasil. Atualmente, leciona Pós-Graduação de História da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), em Niterói.

Tem se dedicado desde sempre às questões de História do Brasil, com destaque especial para o que está contido nos marcos dos períodos colonial e imperial, mas não só isso. Na realidade, partindo da perspectiva sócio-cultural da História, ela tem se dedicado a temas diversos. Isso tem ocorrido em relação às biografias históricas - como fez em relação à Condessa de Barral, Imperatriz D. Leopoldina, D. Pedro I e Domitila, a Marquesa de Santos, Dona Maria a Louca, José Bonifácio... Mas ela também tem se dedicado a temas como famíliacrianças, mulheres, intimidade, corpo, amor, sexualidade, erotismo, sobrenatural, festas, as gentes do Brasil, o espaço rural e mesmo à guerra

Ela tem se dedicado às "pessoas de verdade", mas quando trata das biografias de nomes consagradas ao longo da nossa história, buscando desconstruir mitos e aproximar os leitores dessas figuras que foram importantes, mas nem sempre são o que pintam alguns admiradores. Enfim, ela tem se dedicado aos detalhes das práticas e dos costumes, sejam públicos ou sejam privados (por vezes os mais privados, da intimidade mesmo), tais como ações do dia a dia, em casa ou em ambientes de interação política.

Há quem diga que ela "não é tão boa assim, é uma favorecida por sua riqueza familiar" ou por seu "background". O que não é uma verdade, pois ela tem trazido importantes contribuições para a compreensão da história brasileira nos seus mais diversos aspectos, tais como os que citamos anteriormente. Tem contribuído também para dar visibilidade à História, que com ela tem aparecido nas primeiras filas de muitas estantes de livrarias físicas ou virtuais. Mesmo em alguns de seus livros que são de ficção, o pano de fundo são cenários e momentos históricos, exemplo de Beije-me Onde o Sol Não AlcançaA Viagem Proibida: nas Trilhas do Ouro



Ela tem colaborado em dezenas de jornais (especialmente com suas crônica n'O Estado de S. Paulo) e revistas nacionais e estrangeiros, científicos ou não. 

Seu trabalho já recebeu vários prêmios ao longo dos anos, tais como: Prêmio Fundação Biblioteca Nacional, em 2009, por Condessa de Barral; Prêmio APCA, em 2008, por O Príncipe Maldito; Prêmio Themis CCJF, em 2004; dois prêmios Casa Grande e Senzala, em 1998 e em 2000; Prêmio Personalidade Cultural do Ano, em 1998; Prêmio Manoel Bonfim, em 1998; Prêmio da União Brasileira de Escritores, em 1998; três Prêmios Jabuti, sendo a primeira vez em duas categorias, em 1998, e novamente em 2014, com O Castelo de Papel; e ainda o Prêmio do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Governo da França e da Organização dos Estados Americanos, em 1992. 

Ela possui uma produção vasta, tendo escrito, organizado ou colaborado em várias publicações, sempre inovando em seus temas e questionamentos, como seu último livro A História do Brasil nas Duas Guerras Mundiais, lançado no fim de 2019, em parceria com Carlos Daróz.



Bom, por enquanto é isso. Caso queira saber mais sobre essa historiadora, além de seu site oficial (marydelpriore.com.br), existe uma infinidade de palestras e entrevistas dela no Youtube. 

Os livros dessa historiadora:


Festas e Utopias no Brasil Colonial (1994)






Uma Breve História do Brasil (2010, em parceria com Renato Venancio)













A História do Brasil nas Duas Guerras Mundiais (2019, em parceria com Carlos Daróz)




História dos Crimes e da Violência no Brasil (organizadora, em parceria com Angélica Müller)



História dos Homens no Brasil (organizadora, em parceria com Marcia Amantino)



História Do Esporte No Brasil (organizadora, em parceria com Victor Andrade de Melo)


Livro De Ouro Da História Do Brasil (em parceria com Renato Venancio)




Os Senhores dos Rios (organizadora, em parceria com Flávio Gomes)

Uma História da Vida Rural no Brasil (em parceria com Renato Venancio)

Religião e Religiosidade no Brasil Colonial

Família no Brasil Colonial

Ancestrais (em parceria com Renato Venancio)


Livro destaque desse autor:
 livro historia das mulheres
História das Mulheres no Brasil
Clique aqui!


Para ver outros Historiadores em Perfilclique aqui!

* Essa postagem é só um guia rápido desse historiador. Se você souber de alguma incorreção ou tiver algum acréscimo de conteúdo a essa postagem, mande-nos nos comentários. Muito obrigado!


Assista ao nosso vídeo sobre o Segundo Reinado!

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sábado, outubro 05, 2019

LIVRO: Histórias da Gente Brasileira - República: Testemunhos (1951-2000) - Vol. 4




EIS o livro 4 da série Histórias da Gente Brasileira, de Mary del Priore! 

Mary del Priore encerra suas Histórias da gente brasileira com República: Testemunhos (1951-2000), quarto volume da série, abordando a segunda metade do século XX, período em que atravessamos sucessivas tensões políticas e passamos por inúmeras mudanças sociais. A premiada historiadora detalha as transformações que definiram o país em que vivemos hoje. 

Nas páginas do livro (re)visitamos um Brasil que viu suas cidades se verticalizarem e seguiu por uma odisseia no espaço doméstico. Mary constrói uma narrativa saborosa entremeada com testemunhos de quem viveu nesse tempo – anônimos e famosos, mas sempre sob um olhar muito pessoal –, registrando as mudanças nas ruas, salas de estar, jardins, geladeiras, estantes, guarda-roupas e lençois. Ao fim do livro e das admiráveis Histórias da gente brasileira, temos a sensação de que entramos no texto e dele participamos; de que estão ali, de fato, as nossas histórias, as histórias desse Brasil tão rico e tão diferente..

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Mary Del Priore é uma historiadora, escritora e professora brasileira.

Para outros livros do mesmo autor, clique aqui ou na imagem acima!

Antes de sair, assista ao nosso vídeo O que é escravidão? Clique aqui ou na imagem abaixo!


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segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Histórias do Brasil - episódio 3: Guerra pelo açúcar



Se no episódio anterior falou-se da passagem do trabalho escravo indígena para o negro no Brasil, a tônica deste episódio é a guerra em torno do açúcar do Nordeste. Uma guerra que envolve Portugal/Espanha de um lado e Holanda de outro, com direito à vingança e dividendos.

O historiador português Jorge Couto nos fala a respeito das consequências da União Ibérica, que teria transformado os holandeses, de aliados diretos de Portugal, em seus inimigos. Inimigos que, após tentar sem sucesso invadir a Bahia, tomam Pernambuco e instalam sua sede de governo em Recife. Pernambuco, que como nos conta Evaldo Cabral de Mello, "era o principal centro de produção açucareira" da colônia Brasil.

Fala-se ainda das negociações entre os holandeses e os moradores da colônia, dos conflitos entre eles, das formas de resistência ou colaboração, de Calabar, de Maurício de Nassau, além dos contatos entre culturas diversas (protestantes, católicos, judeus, portugueses, holandeses, etc.).

Em relação a reconstituição ficcional, trata ela de contatos entre os povos de diferentes línguas e suas alianças, centradas na questão do "saber fazer" dominado pelos portugueses quando o assunto é a produção de açúcar de qualidade superior. 

Termina com uma explicação de Cabral de Mello a respeito da reconquista paulatina de Pernambuco, com uso pioneiro, embora não com esse nome ainda naquela época, de formas características dos combates de guerrilha. A conclusão se dá em 1654, com a expulsão definitiva dos holandeses do Nordeste brasileiro.

Os participantes dessa vez são Evaldo Cabral de Mello, Ronaldo Vainfas, Mary Del Priore e Jorge Couto. 


Assistam!



Dica de livro:


Marcelo Ridenti
de R$ 10,00 por R$7,75!

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Lista dos episódios:

1 - Antes do Brasil, Cabo Frio
2 - Colonização
3 - Guerra pelo açúcar
4 - Entradas e Bandeiras
5 - Ouro e Cobiça 
6 - Leituras Perigosas
7 - O Sangrador e o Doutor
8 - Vida e morte no Paraguai
9 - Propaganda e Repressão
10 - O Sonho de Juscelino

* Originalmente postado em 27/jul/13.

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domingo, setembro 15, 2013

Histórias do Brasil - episódio 7: O Sangrador e o Doutor


Barbeiro aplicando ventosas (Debret, J. B.)

Sangrador pode significar algumas coisas bem diferentes, como por exemplo, "o lugar do pescoço junto ao peito dos animais, onde é dado o golpe para matá-lo" ou mesmo simplesmente "boeiro/lugar por onde se escorrem os dejetos". Mas neste caso, a acepção é outra: é mais como alguém que, nas limitadas possibilidades do Brasil no século XIX, oferecia alternativas para a medicina, como sangrar veias e "deitar bichas". Era uma figura muito importante na época. Daí sua relação com o outro componente do título deste episódio, o doutor. 

Mais uma vez, a visão se volta para o grande tema da escravidão, com inúmeros negros a circular pelas ruas do Rio de Janeiro do século XIX, dos quais muitos deles escravos de ganho, dentre os quais alguns ganhavam a alforria. Era um mundo de sarjamentos, curandeiros, sangradouros, mesinhas, calunduzeiros e tiradentes; com um importante papel da religião.
Entre preconceitos e suspeitas, sobrava aos forros as cooperativas de jornaleiros e as Irmandades. Nisso se insere, Benedito, o personagem da vez. Um forro, barbeiro-sangrador, que passa por uma devassa promovida pelas autoridades, que desconfiam de suas qualidades e capacidade de ganho, movidos por uma denuncia de feitiçaria.

Dos comentaristas, temos mais uma vez Alberto da Costa e Silva e Mary Del Priore, e as estreantes Gabriela dos Reis Sampaio, Lilia Moritz Schwarcz e Tânia Pimenta.

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