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domingo, fevereiro 23, 2020

Papo de Professor: Filmes e Seriados Ajudam a Aprender História? | José A. Fernandes




Muitos de vocês talvez tenha uma resposta para essa pergunta, mas, mesmo assim, vale a pena trocarmos uma ideia. Então, podemos aprender História com filmes e séries?

Pensar em filmes e seriados é pensar em muita coisa além do compromisso da trama com a "história real". Devemos antes de tudo levar em conta a composição das cenas, a fotografia, os cortes, os enquadramentos, os tipos de iluminação, enfim, tudo que acaba interferindo diretamente nas sensações, esperadas ou não, e na forma como o filme e o seriado deveria e é recebido consciente ou inconscientemente pelo espectador.

Essas coisas dizem respeito às questões técnicas, mas não podem ser ignoradas quando se quer interpretar uma produção, que em último caso é uma peça ficcional e artística, mas que toma uma história real como assunto principal ou como pano de fundo. Para nós professores, isso pode ser muito interessante para dialogar com os alunos e criar curiosidades, que então podem resultar em conversas e conhecimentos.

The Tudors

Ainda devemos atentar para as particularidades entre filmes e séries. Enquanto o filme precisa ser mais sintético, os seriados em geral não têm esse objetivo, pelo contrário. Num filme a história (mais real ou mais ficcional) parece mais focada, enquanto que na série pode ocorrer um prolongamento da história - com exceções, claro, como é o caso de O Último Czar, por exemplo, que procura se manter na história, ganhando inclusive ares de documentário. No filme há uma chance maior de se concentrar na história real ou de mantê-la o mais perto possível quando se está contando a história. No caso dos seriados, por sua vez, isso pode mudar a medida que o mesmo se estende por 2, 3 ou mais temporadas - basta lembrarmos da série Vikings, que chegou a 6 temporadas. Assim, eles tendem a se distanciar mais do real e alimentar a trama com mais diálogos, mais personagens, mais interação, por vezes, menos compromisso com a história real que lhe deu origem ou que lhe serviram motivação.

Vikings

Mas, então, os alunos podem aprender com filmes e séries? A resposta, em geral, é sim. No entanto, é preciso que o professor "direcione" o aluno, ou melhor, provoque-o, para pensar usando o filme ou série. Antes de tudo, escolher a produção adequada para cada assuntou ou faixa etária. Depois, ele precisa se preparar para levar o aluno na viagem necessária, que deverá em algum ponto do caminho chegar a uma encruzilhada, abrindo-se para dois destinos possíveis: 

1) à interpretação do filme continuando essencialmente como ficção, tema de aulas de Arte e outras possíveis Ciências Humanas, que poderão dialogar de forma muito construtiva com História, por se tratar de cultura e sociedade; 

2) determinar que daí em diante se mostrarão as "inverdades" do filme e do seriado, a "romantização" de algum evento ou personagem ou ainda a "adulteração" de percursos, eventos, datas, etc.

Fazendo isso com propriedade o professor terá a atenção, se não de todos, ao menos de uma boa parte dos alunos, construindo assim conhecimento com base na curiosidade despertada. Isso porque com imagens, movimentos, sons e músicas, os alunos "visualizarão" os temas abordados nas aulas, conseguirão ter ideias e sensações, quase se inserir na história - eu disse quase porque a História, como sabemos, é limitada pelas fontes que possuímos e nunca é uma "reconstrução" completa do que aconteceu no passado.

Las Kingdom

Mas vale ainda mais uma vez dizer, para os professores e mesmo para os alunos (inclusive os de graduação) que para se aprender com filmes e séries, não se pode ficar só na produção em si. Não se pode tomar o filme pelo filme e ponto. Ou seja, é preciso aproveitar a curiosidade que isso gera e ir mais além, buscar livros, documentários e mesmo sites confiáveis. É preciso também aproveitar a crescente produção de obras sobre povos e eventos históricos para criar uma imagem sobre esses, inclusive aproveitando os filmes e séries nos muitos diálogos que possam surgir dentro e fora de sala de aula.

Aproveite também para assistir ao mais novo vídeo do nosso Canal!

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Nova edição!
 Lilia Moritz Schwarcz & Heloisa Murgel Starling 
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quarta-feira, outubro 16, 2019

VÍDEO: Vida de Professor | mitos e realidades [José A Fernandes]




Eu sempre ouço alguém dizer que a vida de professor é ótima, que temos muitos direitos, que ganhamos bem e, o pior, somos o problema da educação



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DICA DE LIVRO:
 histórias de professores
Inês Ferreira de Souza Bragança

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* Originalmente postado em 23/dez/2018.

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quarta-feira, maio 29, 2019

Papo de Professor: O professor e os youtubers "historiadores"




Já é fato, uma realidade inevitável: os professores disputam cada vez mais "espaço" com os youtubers. Mas até que ponto isso é um problema ou uma solução complementar? 

Que o mundo está informatizado, cada vez mais imerso no cyberespaço, isso não é novidade. Assim, como resultado desse movimento, temos que lidar com uma "concorrência", por vezes dura: o conhecimento, nem sempre adequado, passado por youtubers. Isso gera algumas consequências, ora positivas, ora muito negativas.

Das muitas consequências negativas, podemos citar o fato de que alguns youtubers são meros aventureiros, em busca de likes, compartilhamentos e alguns centavos (no caso dos canais que conseguem se monetizar). Nesse caso, nem sempre a pessoa que fala realmente tem a preocupação de oferecer um conteúdo de qualidade, conquanto que consiga impactar e aparecer nos trends topics, ganhar visibilidade nos mecanismos movidos a algorítimos e serem sugeridas nas litas de reprodução. 

Em casos não raros, o que fazem muitos youtubers é vulgarizar o conhecimento, no sentido mais pejorativo do termo; em outros, a tônica dos vídeos é posta em temas polêmicos, aqueles que atraem um maior público, que nem sempre está interessado em "aprender de verdade", mas apenas se entreter.

O certo é que os maus conteúdos dos vídeos atrapalham o bom andamento das nossas aulas físicas. O professor, por vezes, tem que perder tempo tentando desmitificar e desfazer visões estereotipadas, simplistas, reducionistas, mal colocadas e mesmo preconceituosas. As sequelas, por vezes, são quase impossíveis de serem reparadas e são levadas por toda vida escola dos alunos. 

O professor, em sala, tem a "missão" de "provar" que aquele youtuber, super cool, cheio de palavras chamativas, com milhões de inscritos, não falou a "verdade" ou que o que foi dito não é bem aquilo que aconteceu. Os floreios e comentários cômicos de muitos "fazedores de vídeos" entram fundo na mente de muitos alunos e criam uma crosta de mau conhecimento que é dificílimo de remover.

Mas, o lado positivo é que há também muitos youtuber preocupados em fazer bom conteúdo. Gente que não quer só chamar atenção, ao mesmo tempo em que oferecem conhecimento minimamente adequado, com referência, sem ser entediante. Por isso, é muito importante - para não dizer fundamental - que as atuais e, especialmente, as novas gerações de professores se insiram no cyberespaço e conheçam minimamente o que está acontecendo nesse mundo "paralelo". Assim poderão dialogar com seus alunos e não correrão o risco de serem deixados de lado, trocados por "falsos" profetas, ops, professores! Dialogar com os conteúdos digitais pode mesmo tornar a aula mais dinâmica, mais atraentes e divertida.

Outra coisa é que, embora eu seja suspeito em dizer, já que tenho meu próprio espaço no Youtube, ter um canal e produzir vídeos em si não é algo negativo. Pelo contrário, acredito que toda ferramenta (Canal, blog, grupos em redes sociais, etc...) que é usada de forma refletida, pode se tornar SIM uma arma poderosa de difusão de experiências e conhecimentos. Da mesma forma, fazer uso dessas ferramentas como fonte de informação e pesquisa na escola também pode gerar bons resultados.

Por isso, vamos navegar, dialogar, produzir, e mostrar aos nossos alunos que nós professores também estamos conectados, que sabemos o que está acontecendo, e que sabemos guiá-los para os conteúdos realmente construtivos e dizer-lhes o que é péssimo para a formação intelectual de qualquer um.


Dica de livro:

 midia e educação livro

Maria da Graça Setton
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sábado, novembro 10, 2018

Papo de professor: quebra-cabeças





Às vezes quando damos aulas e aplicamos atividades sentimos como se fossemos fabricantes de quebra-cabeças e como se os alunos vivessem para montá-los, ou quase isso...

Falo isso pensando em História, matéria que me formei e dou aulas, sempre observando a maneira como cada aluno se põe a montar a imagem que lhes é oferecida em partes dispersas em palavras e imagens quando das atividades propostas. 

Sabemos que não são todos (todas) iguais, que tem gente diferente, de cabeça de todo tipo, com tempos de aprendizagem distintos por vezes, com limitações sempre presentes.  Devemos valorizar a diferença, não desprezando o tempo de cada um, mas sabendo também que o desinteresse é uma infeliz realidade. De qualquer forma, observar a maneira com que pegam aquilo que lhes é oferecido (textos, imagens, sons, etc.) e dele fazem uso nos ensina bastante coisa sempre.

Mas, aqui não vou falar daqueles que sofrem por alguma limitação intelectual (que muitas vezes nos dão verdadeiras lições de dedicação e zelo) e à parte o desinteresse, falemos daqueles que são ditos "normais" e são postos a montar os quebra-cabeças...

Reparo que, nas turmas que venho trabalhando, a maioria se preocupa em encaixar as peças que encontra em livros e textos, "achando-as" e por vezes (alguns dirão com frequência)  não dando conta, produzindo assim verdadeiros Frankensteins, com peças desconexas e forçadamente ligadas, onde as "imagens" produzidas são distorções de dar calafrios. Mas lembremos que alguns deles tentaram, com algum esforço...

Alguns outros, por sua vez, se preocupam em colocar tudo no seu lugar, com visão lógica do tabuleiro, ordenando e anotando minúcias. Daí lembremos que estamos falando de uma disciplina que é das Humanas, que não pode ser tão bem encaixadinha assim... De qualquer maneira esses se preocupam em não perder nenhuma peça, em colocar tudo no seu devido lugar. Desses podemos esperar coisas boas, cenas bem produzidas, embora sem deles ousar fugir. 

Mas, existem os "reinventores" - e como dá gosto quando eles dão as caras! São aqueles que vão além, reelaborando o que leem/veem, aumentando o nível e a quantidade de peças no encaixe, deixando as simples carinhas e paisagens de poucas cores para se aventurarem em paisagens ricas e cheias de vida, acrescentando por vezes (e por conta própria) peças novas. Esses devem sempre saber que são livres pra ousar e ir além do que não constava do roteiro inicial. São essas mesmas produções que dão vida nova e enchem nossos olhares de belas imagens, nos fazendo deixar a vida de inventores "super espertos" para nos tornarmos observadores (por que não?) de raridades que poderiam se tornar rotina...

E no fim, o que esperamos é que ao menos se sintam desafiados e que os quebra-cabeças que oferecemos nos sejam de vez em quando devolvidos com novas cenas, daquelas que fazem o quadro montado valer toda vista!

Dica de livro:
 livro os judeus do papa
de Gordon Thomas

* Originalmente postado em 20/maio/2015.

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quinta-feira, setembro 01, 2016

Papo de Professor: A utilização de vídeos em sala da aula




Vídeos podem ser uma ferramenta extremamente útil quando bem utilizados, mas muitas vezes são usados de forma errada deixando de lado os objetivos da aula. Nesse texto da professora de tecnologias Ana Paula Langa, temos uma importante e prática contribuição para nossas aulas. 

Eis aqui algumas dicas para não cair na armadilha dos vídeos sem objetivo.

1 - Duração:

Uma aula normalmente tem 45 minutos, então nada melhor do que se programar entre vídeos de 15 a 20 minutos, se tiver aula faixa limite em 1 aula.

2 - Objetivo:

Tenha em mente o objetivo e deixe explicito isso aos alunos, desenvolvendo atividades sobre o mesmo e discutindo o conteúdo. Exatamente por isso que no caso de aula faixa ela pode ser limitada, passe o vídeo na primeira e depois crie uma discussão ou questionários. Nunca, eu digo NUNCA, passe algum vídeo e não cobre nada dos alunos.

3 - Apresentação de conteúdos:

A melhor opção é utilizar de vídeo para introdução de conteúdo, é muito mais fácil iniciar um novo assunto quando os alunos já tem uma visão clara do que vem pela frente. Alguns professores utilizam os vídeos para encerrarem conteúdos, não quer dizer que esteja errado, mas por experiência própria lhes digo que é mais interessante.

Exemplo: sita da TV Cultura.


4 - Assista ao vídeo antes:

Parece óbvio, mas o que tem de docente que não assiste o filme/documentário e passa para os alunos, sem se quer saber o conteúdo completo e se ele é apropriado, não é brincadeira! Verifique a CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA do filme, assista por completo, faça anotações (até mesmo para cobrar dos alunos e discutir com eles no final) e teste o arquivo/CD/link antes para que não tenha surpresas na hora de reproduzi-lo.



5 - Opte por documentários:

Existem milhões de documentários de diversos conteúdos e ainda são mais curtos do que filmes, que além de serem muito longos muitas vezes se perdem em histórias demais. Com documentários o assunto é direto e não fica vagando em histórias e personagens. Claro que tem filmes que contam diretamente histórias, etc., mas é importante não perder muito tempo com eles. 

6 - Vídeo aulas:

Vídeo aulas são uma opção segura e direta, mas não esqueça de assistir antes porque pode acontecer do professor que estiver dando a aula errar alguma coisa do assunto ou até mesmo contradizer o que você passou aos alunos, evite confusões - sempre analise/assista antes.

7 - Antecipe os questionários ou cobranças:

Antes de começar o vídeo deixe claro o que o aluno deve prestar atenção e o que  procurar, isso pode ser feito através de questionários. 

Passe as perguntas antes ou às imprima e leia junto com os alunos, (farei uma postagem com exemplos) isso pode contribuir para que eles não fiquem divagando no meio do filme ou documentário -  vai ser necessário ter concentração.

8 - Pense antes de passar filmes:

Filmes demoram e como já escrevi acima ficam muito enrolados e indiretos, mas, se for necessário utilizar, tente combinar com outros professores. 

Muitas vezes os filmes valem também para demais disciplinas e fazer um plano interdisciplinar é bem melhor. Isso facilita para a reprodução do filme, não precisando levar mais dias para finalizar. Tente não demorar muito para finalizar o filme, senão torna-se cansativo e os alunos esquecem.

Encerrando, é sempre bom ter objetivos traçados quando se trata de vídeos, deixe claro isso para o aluno, porque senão ele vai achar que você está matando aula

Dica relacionada ao assunto:
Ana Maria Nápoles Villela  / Jerônimo Coura Sobrinho / Rogério Barbosa da Silva / Ana Elisa Ribeiro
Clique aqui!


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quarta-feira, abril 01, 2015

Professores em greve vão às ruas em Guaramirim-SC (com fotos)



Nessa manhã de quarta os professores da região de Jaraguá do Sul marcaram presença nas manifestações que ocorreram em Guaramirim, em defesa do magistério de Santa Catarina. 

Incluída na agenda desse 1º de abril, o evento é parte da greve instalada no estado, que se soma ao que vem sendo feito pelos demais professores que se mantem alertas e em movimento na capital Florianópolis e demais regionais. 

Como resultado do que vem sendo feito, na manhã de terça a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) rejeitou a MP 198, combatida pelos grevistas. Mas ainda será analisada pelo Plenário nesta quarta ou nos próximos dias.

Não é um movimento único, mas parte de algo que envolve todo o estado. Ainda assim, cerca de 250 pessoas, sobretudo professores, estiveram presentes manifestando repúdio pela MP e às demais perdas que virão com o Novo Plano de Carreira apresentado pelo governo estadual, caso esse seja aprovado.

Na tarde desse mesmo dia ainda constam passeatas no município de Corupá e depois em frente ao Colégio Julius Karsten em Jaraguá do Sul. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de SC (SINTE) ainda prepara nova passeata para toda a regional novamente em Jaraguá após o feriado, provavelmente na segunda feira (6 de abril).

Veja fotos da manifestação









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sexta-feira, março 27, 2015

Professores fazem passeata em favor do magistério em Jaraguá do Sul (com fotos)



O movimento grevista do magistério de Santa Catarina fez passeata hoje da praça Angelo Piazera em Jaraguá do Sul, até a Gerência da Educação. Saiba mais abaixo e veja algumas fotos.

O detalhe foi a chuva que se fez constante, desde a reunião na praça até o encontro com a Gerente de Educação da Reginal, Lorita Karsten. Ainda assim todos se mantiveram firmes até o pronunciamento da mesma, do coordenador regional do SINTE, Francisco Assis Rocha, e a execução do hino nacional. 

Segundo Lorita Karsten, o Secretário de Educação do estado, Eduardo Deschamps, havia lhe passado que seriam revistos os "erros no pagamento dos ACTs [contratados]" que resultaram num considerável desconto dos vencimentos. Ainda segundo ela, uma folha de pagamento suplementar já estava à caminho para a correção, o que foi recebido como uma primeira vitória pelos professores presentes.















*As 3 últimas fotos são de autoria de Vera Freitas. As demais são de minha autoria (José A. Fernandes).

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