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segunda-feira, maio 11, 2020

A menina e a floresta encantada | Pâmela da Silva




Nossa história começa com uma lenda, de uma floresta encantada e de uma menina que havia desaparecido do nada. Mas falaremos disso depois, primeiro lhes contarei o começo dessa história... 

Começaremos com uma menina chamada Bia, em um dia comum e normal. Mas mal sabia a menina que isso iria mudar graças a um sonho que ela havia tido que iria mudar sua vida para sempre. O que ela não imaginava é que isso iria um dia acontecer de verdade. Ela se arrumou para ir para escola. Até aí parece um dia comum e normal, mas ao chegar à escola ela foi informada de que haveria um passeio. Até aí parecia tudo comum e normal... A menina entrou no ônibus e foram para o passeio. O trajeto foi como sempre havia sido uma festa, com os alunos cantando até chegar lá. 

Já no local de destino, todos desceram do ônibus. Até aí tudo parecia comum e normal. Mas a menina decidiu não ir para o mesmo caminho de seus colegas... Seguiu pra outro rumo, pra caminhar. De repente ela viu uma luz branca, e decidiu seguir. Essa luz a levaria até uma floresta encantada. Mas ela não sabia, nem mesmo acreditava. O certo é que essa experiência transformaria a sua vida para sempre. Nada mais seria como era antes, pois a partir daquele momento a menina ganharia poderes mágicos. Nada mais poderia mudar isso, e nunca mais a menina seria o que sempre fora. 

Ao fim do passeio, a professora chamou todos de volta para o ônibus, mas quando foi conferir, ela sentiu falta de uma menina. Disse então: “não podemos ir, pois é menina Bia, desapareceu”. Ainda assim, ela disse aos alunos: “todos vamos, seus familiares devem estar preocupado. O Seu Josias, o zelador da escola fica com alguns para procurá-la e depois voltamos para ajudar”. Mas mal sabia ela que a minha poderia voltar sozinha, porque havia se transformado em uma fada. 

Todos, menos o Seu Josias e seus ajudantes, foram até o ônibus, entraram e voltaram para escola. Chegando lá encontraram a menina sentada em seu lugar! Logo lhe perguntaram: “como você chegou aqui tão rápido? Você não estava lá com a gente!?”. “Sim”, respondeu a menina, “mas decidi desviar o caminho e encontrei uma floresta mágica, que me transformou em uma fada”. Os amigos riram dela, dizendo “duvidamos!”. Octavio, o mais astuto da turma, daqueles que fazem bullying com os colegas, logo fez piadinhas sobre ela. 

“É sério”, disse a menina, “a partir de agora, sou uma fada mágica”. 

Os amigos dela então disseram: “isso é só uma lenda”, outros ainda disseram “você está louca!?”. “Não”, ela logo respondeu, “sou uma fada encantada mesmo e vim levá-los para conhecer o meu novo mundo. Vamos lá! Mas decidam logo, porque o portal vai fechar e tenho que partir”. Um dos amigos dela, ainda sem acreditar, perguntou: “e a sua família?”. “Não se preocupe, eu voltarei para visitá-los sempre que eu quiser”, respondeu. Muitos se empolgaram. Até Octavio se animou. Responderam com entusiasmo: “então está bem, vamos lá, para vivermos uma aventura mágica”. Antes de sair, ela fez questão de tranquilizá-los: “vocês poderão voltar quando quiserem, pois têm autorização minha. Eu me tornei a guardiã desse mundo mágico”. 

Mas, o mais incrível é que apenas os colegas da menina Bia sabiam disso. Muitos foram com ela, viveram momentos incríveis, quase não conseguindo perceber a passagem do tempo. Aliás, por lá o tempo era diferente, não havia relógios, pois não era necessário. Quando todos entraram no portal, o tempo do mundo deles parou de contar. Eram 4:30 da tarde, quase hora de bater o sinal pra irem embora. No lugar encantado se divertiram, fizeram coisas que no mundo real jamais conseguiriam por sua condição social e também porque o mundo é muito sério! Se contarmos em nosso tempo, diríamos que eles ficaram por lá por muitos dias, mas como eu disse o tempo que no mundo real tem pressa e vale dinheiro, por lá não se conta. 

Um dos meninos que a acompanhou, o Julinho, começou a sentir falta de casa; logo os outros também sentiram falta de seus parentes. Até que Thiago disse aos outros: “pessoal, está na hora voltarmos”. Como prometeu a menina, eles puderam voltar quando quiseram, na verdade quando a saudade bateu. Mostrando o caminho, disse ela então: “vamos pelo arco-íris”. Quando atravessaram o portal que fica no fim do vale mais belo, todos sorriram uns para os outros. Estavam novamente na escola, a tempo de arrumarem seus materiais e irem para casa. Todos voltaram para as suas vidas, mas muito diferentes do que haviam partido para o lugar encantado, e a história, que só eles conheciam, virou para todos que ouviam daí em diante uma lenda, que passou a ser sempre contada. 

Assim, a magia continuou viva em todas as gerações, mesmo que aqueles poucos meninos fossem os que realmente soubessem a verdadeira história. Bia continuou morando no lugar encantado, onde as coisas eram mais fáceis e felizes pra ela – sem deixar de visitar seus familiares sempre que sentia saudades! 

Acreditem vocês ou não foi assim que aconteceu e a vida seguiu no mundo encantado..


* Pâmela é minha sobrinha (de José) e esse poema faz parte de um projeto inicial dela no Facebook, então se puderem apoiar entrando no grupo, ela ficaria muito feliz: http://bit.ly/pamelapoemas




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domingo, março 08, 2020

POESIA: Duas metades e um sonho esquecido | Pâmela da Silva




Duas metades como amor e felicidade, 
como preconceito e a desigualdade.
Como um sonho e a realidade. 
Duas metades.

Como em um sonho, que não virou realidade,
duas metades.
Como a tristeza e a felicidade, 
sem maldade na realidade. 
Duas metades.

Como a música e a melodia, 
como alegria.
Acordar todo dia. 
Duas metade 

Para quem ama de verdade.
Um sonho esquecido pelo tempo, 
que naquele momento foi levado pelo vento.
Duas metades, 
sem maldade, 
Mesmo em um sonho, que não virou realidade.


* Pâmela é minha sobrinha (de José), que colabora com frequência aqui no Blog com poemas e poesias.




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quinta-feira, janeiro 02, 2020

Um girassol e um beija-flor | Pâmela da Silva e José A. Fernandes



Era uma vez um lindo girassol que estava em um lindo jardim. Por lá passava um beija-flor cantor, que cantava e encantava a todos a sua volta.

Um belo dia ele encontra o girassol, que era tão belo como a luz, tão lindo como o Sol. Ele estava triste, sem vida a mirar para o chão, caído em desalento e dor.

Aí o girassol disse para o beija-flor: "cante beija-flor, para que eu possa florescer novamente". 

Aí o beija-flor respondeu: "não posso cantar, pois de tanto cantar, estou sem voz".

O girassol então disse consternado: "poxa, minha tristeza me consome, nunca mais voltarei a resplandecer".

A luz do girassol estava se apagando, quando então o beija-flor resolveu cantar novamente, para que seu novo amigo ficasse contente. Foi então, num momento de vida a resplandecer, que o belo ficou lindo novamente, florescendo de repente.

* Pâmela da Silva é minha sobrinha (de José) e esse poema faz parte de um projeto dela. Se gostaram, compartilhem e ajudem a espalhar.


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:: Ou se quiser, FAÇA UMA DOAÇÃO via Paypal: http://bit.ly/DoarJoseAF

* Imagem do topo montada a partir de imagem da internet.

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domingo, dezembro 01, 2019

Dos dias | por Vanucci Bernard Deucher | Poemas de Domingo



Imagens e pessoas, as coisas passam, mas como devem passar?

Passava.
Eu a olhava.
Mas nunca a imaginava.
Pelo menos não antes.
O tempo passou.
Movimentou-se.
Os encontros.
Algo mudou.
Seu sorriso.
Sua voz.
Seu olhar.
Até pensei em correr.
Mas quando sorriu de novo
então fiquei.
Gosto dos olhos.
Quando sorrimos. Gargalhamos.
Quando cala e beija.
Suas cores e a parte que fica aqui
e em minhas mãos desenho jardins
para plantar amores.
E quando isso transborda em mim...
E em você? 
Abre as janelas logo.
Pois tem dias que apenas aquele abraço forte basta!




Vanucci Bernard Deucher é professor da rede estadual de Santa Catarina e escritor, autor dos livros Aquele DomingoUma Palavra Muda e Isso Incomoda.


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domingo, novembro 10, 2019

Corpo ou copo | por Vanucci Bernard Deucher | Poemas de Domingo



Dois corpos precisam crescer juntos, expandir-se, como flores devem se multiplicar nos jardins...

Sabe.
Tem coisas
que não cabem
dentro de nós.
Precisamos expandir.
Fazer de dois um só.
Entrelaçarmos.
Corpo.
Corpo.
Despedir
de tudo que nos cerca. 
E apenas sentir.
Quando flor. 
Diz.
E eu toparei nossas loucuras.
E seguiremos
a fazer jardins.
Nós.
Nosso!




Vanucci Bernard Deucher é professor da rede estadual de Santa Catarina e escritor, autor dos livros Aquele DomingoUma Palavra Muda e Isso Incomoda.

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domingo, novembro 03, 2019

Poema do Não Dizer | por Vanucci Bernard Deucher | Poemas de Domingo


Alguma vez na vida todos já quisemos dizer algo, mas o não dizer era o que nos restava...

Não digo seu nome.
Não posso acordar e vê-la.
Andar de mãos dadas.
Abraçá-la quando lhe vejo.
Dizer aquilo.
Escondo lá dentro.
Bem no fundinho.
No cantinho direito do peito.
Penso que é até ficar velhinho.
Não podemos brincar de ciranda.
Às vezes de esconde-esconde.
Às vezes acordo com medo do escuro.  E lhe procuro.
Às vezes não digo. Você também.
Paro e fico olhando seus olhos.
Seus dedos. Ouço sua voz pelos cantos.
Sinto seu cheiro. Durante as tarde de inverno.
Às vezes penso e não digo: em linha reta.
Às vezes quero parar o trânsito.
Ouvir som de você chegado. Subido as escadas.
Quero nós nesse apartamento.
Organizar minhas coisas. Para você chegar.
Depois. Quero bagunçar tua cama.
Seu corpo. E depois dizer que te amo.


II

Entrei. Corri. Rápido. 
Pelo corredor.
Olhos atentam.
Na sala. 
Abro em sorriso.
Abro aquilo que tenho de melhor.
Simples. Coração. Que ainda chora.
Quando vai.
Aperta.
Quando ali. 
Vou confessar.
Você espera.
Ansioso.
Nada.


III

Vai chove.
E quando amanhecer. 
Vou. 
Sóis. 
Você. Pinta.
De todas as cores.
Cores. De nós.
de você. Flores.
E quando sorrio, fecho os olhos para gravar.
E levar de cantinho comigo.




Vanucci Bernard Deucher é professor da rede estadual de Santa Catarina e escritor, autor dos livros Aquele DomingoUma Palavra Muda e Isso Incomoda.

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domingo, outubro 27, 2019

Isso Incomoda | por Vanucci Bernard Deucher | Poemas de Domingo




Conversas, carinhos, sentidos, desejos, tantas coisas incomodam...


Isso.
Sentir. 
Deseja conversar.
Quer carinho. 
Cafuné. 
Corpo. 
Beijos. 
Isso inseguro, 
mas não desiste.
Isso com medo, mas quer.
Isso, frio na barriga. 
Não quer calar. 
Profana, mas ama.
Isso que esconde o que senti. 
E diz o que não quer.
Quer loucuras, mas serenidade.
Quer ouvi declarações. 
Quer ouvi. 
Quer ver por horas.
Quer escrever até dizer tudo e nunca diz. 
Isso que mexe lá dentro. 
Isso quer hoje e amanhã. 
Sempre.
Isso que ama. Simplesmente ama.


Isso que não cala.
Isso não para.
Isso quer mais.
Agora. Incondicional.
Por tempo indeterminado.




Vanucci Bernard Deucher é professor da rede estadual de Santa Catarina e escritor, autor dos livros Aquele DomingoUma Palavra Muda e Isso Incomoda.

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domingo, outubro 20, 2019

Sobre censurar-se - Versão certinha - Versão sem censura | por Vanucci Bernard Deucher | Poemas de Domingo




Dizer ou não dizer, eis a questão? Ou sobre o ato de censurar-se em relação às palavras ditas.


Versão certinha

A mesma capacidade que algumas palavras ditas nos deixam forte para enfrentar dragões, 
a ausência de outras nos deixam há pronto de se esconder em cavernas ou no fundo do mar.


Versão sem censura

A mesma capacidade que algumas palavras ditas nos deixam fortes para enfrentar dragões, a ausência de outras nos deixam na merda.

Noturno (ou outra forma de se dizer as coisas)

As impossibilidades das coisas nos deixam a pronto de desistir apesar do querer.

Sobre censurar-se

Odeio quando censuro-me.




Vanucci Bernard Deucher é professor da rede estadual de Santa Catarina e escritor, autor dos livros Aquele DomingoUma Palavra Muda e Isso Incomoda.

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domingo, outubro 13, 2019

África | por Vanucci Bernard Deucher | Poemas de Domingo




Os mundos que se encontram, do outro lado do Atlântico, que se completam... O que poderá ser tão forte?


Dedos

Olha para o mar.
Sou feito de coisas de lá. 
Do outro lado. 
Trazido à força.
E dessas coisas que marca 
a cor de minha pele. 
Meu sangue.
Mergulho.
Fundo.
Encontro os negros olhos.
Perigo é não querer voltar.
Na escuridão do pulo.
Seguro em sua mão. 
Para enfrentar batalhões 
de coisas suas.
E quando quiser chorar.
E quando quiser.
Sumimos.
Respiramos e mergulhamos
em nós.




Vanucci Bernard Deucher é professor da rede estadual de Santa Catarina e escritor, autor dos livros Aquele DomingoUma Palavra Muda e Isso Incomoda.

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domingo, outubro 06, 2019

FAZ PARTE (A VIDA DOIS ) | por Vanucci Bernard Deucher | Poemas de Domingo




O que é a vida a dois? Eis a questão dessa vez, num diálogo direto, sincero, um olhar para si e para o outro que está consigo.


Dedos

Senta aqui.
Vamos conversar. 
Meus abraços querem os teus.
Meu mundo querer o seu.
Minhas palavras rendem-se a coisas nossas. 
Senta aqui.
Não precisa ter medo.
Tudo é difícil. Eu sei!
Vamos conversar!
Resolver tudo.
Grana, 
carro,
casa a gente arruma. 
Eu sei dos problemas,
E que a cada dia aparece um novo.
É muita coisa.
E quando ficar triste,
E quando ficar nervosa.
Não tira o esmalte das unhas
Me abraça forte.
não possível viver somente de
razão.
Eu!
Mas podemos.
Mudar.
Mudar tudo de nós.
Nós transformar.
Amar.
E depois dizer.
Que somos felizes. 
Que tudo valeu.




Vanucci Bernard Deucher é professor da rede estadual de Santa Catarina e escritor, autor dos livros Aquele DomingoUma Palavra Muda e Isso Incomoda.

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domingo, setembro 29, 2019

DEDOS e DOCE | por Vanucci Bernard Deucher | Poemas de Domingo




Mais um domingo, mais poemas, entre os dedos das mãos e a doçura da notícia esperada!

Dedos

As mãos se encontram.
Os braços sentem calor.
Os lábios dizem - Buscam. Corpos.
Os Platôs descobertos caem.  
Nuas palavras.
Ditas entreguem aos ouvidos do quer bem.
Do querer muito. Por muito. Para dizer, fazer.
Aquilo que a ausência não traz.
E é na ausência que percebo.
Que podemos entrelaça-nos e ficamos feito nó.


Doce

A voz firme e deliciada.
Os passos.
Gestos, tudo notado tranquilamente por quem espera,
 pasmo
notícias de lá.




Vanucci Bernard Deucher é professor da rede estadual de Santa Catarina e escritor, autor dos livros Aquele DomingoUma Palavra Muda e Isso Incomoda.

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domingo, setembro 22, 2019

BUSCO CALOR e DAS COISAS | por Vanucci Bernard Deucher | Poemas de Domingo





Começamos nesse domingo (22 de setembro), véspera do início de primavera no Brasil, a compartilhar poemas de autoria do jaraguaense Vanucci Deucher e fazemos isso em dose dupla!

Busco calor

Busco-me entre as pedras geladas. 
Busco entre tantas, em tantas ruas, praças, cidades, vielas. 
Sua voz. Quero sua marca na pele, na carne, onde bate vida. 
Busco nos Dias. O sol que arrebenta que faz suar entre paredes.


Das coisas

Existem pequenas coisas que nos alegram. 
Conversas rápidas.
Nas quais deixamos escapar segredos.
E, eu busco cartografar você.
Fazer meu mapa de ti.
Desenhar os olhos e os brilhos.
As cores. E expor para você ver.

Os sinais. Cadê os seus¿




Vanucci Bernard Deucher é professor da rede estadual de Santa Catarina e escritor, autor dos livros Aquele Domingo, Uma Palavra Muda e Isso Incomoda.

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sábado, março 23, 2019

Virgulemos-nos




A sociedade em que vivemos é a sociedade da pressa do "tempo curto" e da fala sem pausa.

Façamos o seguinte: VIRGULEMOS-NOS, pausemos, nos libertemos e vivamos mais



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terça-feira, dezembro 18, 2018

Coisas boas na vida | por Conceição A. Pereira | Terças Poéticas



Ouvir aquela música que tanto nos emociona.
Sentar à beira da praia e ficar.
Encontrar um velho amigo 
E descobrir que a amizade supera o tempo.
Ler deitado na rede e dormir em cima do livro.
Acordar e agradecer por mais um dia de vida 
E de possibilidade de ser feliz.
Terminar um curso.
Beijar na boca.
Receber um sorriso.
Ver alguém trocar um bom programa 
Para ficar com a gente, só pelo prazer da companhia.
Conhecer alguém que esperávamos muito.
Chegar a um bela cidade.
Olhar os pássaros.
Sentir a música da cachoeira.
Cuidar de um animal.
Reconquistar um amigo.
Cativar alguém...
Comer chocolate
Dormir um bom sono no meio da tarde.
Brincar num parque.
Ir ao circo.
Dançar até os pés não poderem mais.
Ganhar um abraço daqueles “quebra-ossos” de alguém que amamos.
Partilhar dores, felicidades, 
Pequenas ou grandes conquistas.
Sorrir mesmo que o coração esteja apertado.
Sonhar e acreditar nos sonhos.
Dividir o quarto com um amigo que fala a noite a toda.
Receber os amigos para jogar conversa fora.
Comer pipoca.
Fazer bolo.
Compras...
Encontrar um recadinho no espelho.
Receber um buquê de flores.
Agradecer sempre ao Criador a vida que recebemos.


Conceição Aparecida Pereira é professora de Língua Portuguesa e Literatura, formada em Letras pela UNIJUÍ, mestre em Educação e Cultura pela UDESC, membro da ALBSC - Seccional Barra Velha, poeta, cronista, contista, mas antes de tudo uma recolhedora das suas próprias histórias de vida, arte e amor.

Este poema compõe o livro Depois daquela noite...

Leia os outros poemas!

 terças poeticas conceicao pereira

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terça-feira, dezembro 11, 2018

Perto do céu... | por Conceição A. Pereira | Terças Poéticas




Quantas foram as vezes em que te visitei?
Não sei...
Perdi a conta...

O que importa é que tu sempre estiveste pronto
a me acolher...
As primeiras vezes em que nos encontramos
mal sabia andar e cheguei a teus braços
por meio de outros...

Hoje, tantos anos se passaram...
Mas tu continuas firme,
braços abertos
a iluminar e proteger 
todos que de ti se aproximam...

Tu não és apenas grande no tamanho...
és também imenso na acolhida...
Agora, os sentimentos em mim
confundem-se...
mistura de saudades,
emoção,
frio,
força...

A natureza caprichou contigo
e conosco também...
Sou mais corajosa depois 
que te conheci e descobri
que és gigante...



Conceição Aparecida Pereira é professora de Língua Portuguesa e Literatura, formada em Letras pela UNIJUÍ, mestre em Educação e Cultura pela UDESC, membro da ALBSC - Seccional Barra Velha, poeta, cronista, contista, mas antes de tudo uma recolhedora das suas próprias histórias de vida, arte e amor.

Este poema compõe o livro Depois daquela noite...

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 terças poeticas conceicao pereira

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