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quarta-feira, maio 29, 2019

Papo de Professor: O professor e os youtubers "historiadores"




Já é fato, uma realidade inevitável: os professores disputam cada vez mais "espaço" com os youtubers. Mas até que ponto isso é um problema ou uma solução complementar? 

Que o mundo está informatizado, cada vez mais imerso no cyberespaço, isso não é novidade. Assim, como resultado desse movimento, temos que lidar com uma "concorrência", por vezes dura: o conhecimento, nem sempre adequado, passado por youtubers. Isso gera algumas consequências, ora positivas, ora muito negativas.

Das muitas consequências negativas, podemos citar o fato de que alguns youtubers são meros aventureiros, em busca de likes, compartilhamentos e alguns centavos (no caso dos canais que conseguem se monetizar). Nesse caso, nem sempre a pessoa que fala realmente tem a preocupação de oferecer um conteúdo de qualidade, conquanto que consiga impactar e aparecer nos trends topics, ganhar visibilidade nos mecanismos movidos a algorítimos e serem sugeridas nas litas de reprodução. 

Em casos não raros, o que fazem muitos youtubers é vulgarizar o conhecimento, no sentido mais pejorativo do termo; em outros, a tônica dos vídeos é posta em temas polêmicos, aqueles que atraem um maior público, que nem sempre está interessado em "aprender de verdade", mas apenas se entreter.

O certo é que os maus conteúdos dos vídeos atrapalham o bom andamento das nossas aulas físicas. O professor, por vezes, tem que perder tempo tentando desmitificar e desfazer visões estereotipadas, simplistas, reducionistas, mal colocadas e mesmo preconceituosas. As sequelas, por vezes, são quase impossíveis de serem reparadas e são levadas por toda vida escola dos alunos. 

O professor, em sala, tem a "missão" de "provar" que aquele youtuber, super cool, cheio de palavras chamativas, com milhões de inscritos, não falou a "verdade" ou que o que foi dito não é bem aquilo que aconteceu. Os floreios e comentários cômicos de muitos "fazedores de vídeos" entram fundo na mente de muitos alunos e criam uma crosta de mau conhecimento que é dificílimo de remover.

Mas, o lado positivo é que há também muitos youtuber preocupados em fazer bom conteúdo. Gente que não quer só chamar atenção, ao mesmo tempo em que oferecem conhecimento minimamente adequado, com referência, sem ser entediante. Por isso, é muito importante - para não dizer fundamental - que as atuais e, especialmente, as novas gerações de professores se insiram no cyberespaço e conheçam minimamente o que está acontecendo nesse mundo "paralelo". Assim poderão dialogar com seus alunos e não correrão o risco de serem deixados de lado, trocados por "falsos" profetas, ops, professores! Dialogar com os conteúdos digitais pode mesmo tornar a aula mais dinâmica, mais atraentes e divertida.

Outra coisa é que, embora eu seja suspeito em dizer, já que tenho meu próprio espaço no Youtube, ter um canal e produzir vídeos em si não é algo negativo. Pelo contrário, acredito que toda ferramenta (Canal, blog, grupos em redes sociais, etc...) que é usada de forma refletida, pode se tornar SIM uma arma poderosa de difusão de experiências e conhecimentos. Da mesma forma, fazer uso dessas ferramentas como fonte de informação e pesquisa na escola também pode gerar bons resultados.

Por isso, vamos navegar, dialogar, produzir, e mostrar aos nossos alunos que nós professores também estamos conectados, que sabemos o que está acontecendo, e que sabemos guiá-los para os conteúdos realmente construtivos e dizer-lhes o que é péssimo para a formação intelectual de qualquer um.


Dica de livro:

 midia e educação livro

Maria da Graça Setton
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quinta-feira, setembro 01, 2016

Papo de Professor: A utilização de vídeos em sala da aula




Vídeos podem ser uma ferramenta extremamente útil quando bem utilizados, mas muitas vezes são usados de forma errada deixando de lado os objetivos da aula. Nesse texto da professora de tecnologias Ana Paula Langa, temos uma importante e prática contribuição para nossas aulas. 

Eis aqui algumas dicas para não cair na armadilha dos vídeos sem objetivo.

1 - Duração:

Uma aula normalmente tem 45 minutos, então nada melhor do que se programar entre vídeos de 15 a 20 minutos, se tiver aula faixa limite em 1 aula.

2 - Objetivo:

Tenha em mente o objetivo e deixe explicito isso aos alunos, desenvolvendo atividades sobre o mesmo e discutindo o conteúdo. Exatamente por isso que no caso de aula faixa ela pode ser limitada, passe o vídeo na primeira e depois crie uma discussão ou questionários. Nunca, eu digo NUNCA, passe algum vídeo e não cobre nada dos alunos.

3 - Apresentação de conteúdos:

A melhor opção é utilizar de vídeo para introdução de conteúdo, é muito mais fácil iniciar um novo assunto quando os alunos já tem uma visão clara do que vem pela frente. Alguns professores utilizam os vídeos para encerrarem conteúdos, não quer dizer que esteja errado, mas por experiência própria lhes digo que é mais interessante.

Exemplo: sita da TV Cultura.


4 - Assista ao vídeo antes:

Parece óbvio, mas o que tem de docente que não assiste o filme/documentário e passa para os alunos, sem se quer saber o conteúdo completo e se ele é apropriado, não é brincadeira! Verifique a CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA do filme, assista por completo, faça anotações (até mesmo para cobrar dos alunos e discutir com eles no final) e teste o arquivo/CD/link antes para que não tenha surpresas na hora de reproduzi-lo.



5 - Opte por documentários:

Existem milhões de documentários de diversos conteúdos e ainda são mais curtos do que filmes, que além de serem muito longos muitas vezes se perdem em histórias demais. Com documentários o assunto é direto e não fica vagando em histórias e personagens. Claro que tem filmes que contam diretamente histórias, etc., mas é importante não perder muito tempo com eles. 

6 - Vídeo aulas:

Vídeo aulas são uma opção segura e direta, mas não esqueça de assistir antes porque pode acontecer do professor que estiver dando a aula errar alguma coisa do assunto ou até mesmo contradizer o que você passou aos alunos, evite confusões - sempre analise/assista antes.

7 - Antecipe os questionários ou cobranças:

Antes de começar o vídeo deixe claro o que o aluno deve prestar atenção e o que  procurar, isso pode ser feito através de questionários. 

Passe as perguntas antes ou às imprima e leia junto com os alunos, (farei uma postagem com exemplos) isso pode contribuir para que eles não fiquem divagando no meio do filme ou documentário -  vai ser necessário ter concentração.

8 - Pense antes de passar filmes:

Filmes demoram e como já escrevi acima ficam muito enrolados e indiretos, mas, se for necessário utilizar, tente combinar com outros professores. 

Muitas vezes os filmes valem também para demais disciplinas e fazer um plano interdisciplinar é bem melhor. Isso facilita para a reprodução do filme, não precisando levar mais dias para finalizar. Tente não demorar muito para finalizar o filme, senão torna-se cansativo e os alunos esquecem.

Encerrando, é sempre bom ter objetivos traçados quando se trata de vídeos, deixe claro isso para o aluno, porque senão ele vai achar que você está matando aula

Dica relacionada ao assunto:
Ana Maria Nápoles Villela  / Jerônimo Coura Sobrinho / Rogério Barbosa da Silva / Ana Elisa Ribeiro
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