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sexta-feira, fevereiro 07, 2020

VÍDEO: O que é Xenofobia? | José A. Fernandes




Os dados de circulação de pessoas no mundo são impressionantes! Atualmente são mais de 25 milhões de refugiados, que deixam seus países em busca de lugares mais seguros para viver. O problema é que em muitos casos eles não são bem-vindos, sofrendo com um mau chamado XENOFOBIA.


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quarta-feira, junho 12, 2019

Sobre Preconceito | José A. Fernandes





O mundo vive tempos extremos, onde se fazem presentes novas ondas de xenofobia, algo que está em alta tanto na Europa e como no Brasil. Por isso, pensar sobre "preconceito" é preciso.

Essa é uma questão complicada e muitas vezes delicada, mas precisa ser pensada. Como em tudo na vida, ela traz mais questões do que respostas, mas precisamos ter algumas certezas, ainda que transitórias.

Muitos sabem, outros não, que os preconceitos não são inatos, ou seja, não nascemos COM as pessoas - assim como as imperfeições comportamentais da humanidade também não. Por isso, podemos pensar que eles não sejam parte de um conceito ou característica dados a priori, mas de algo construído socialmente, ainda que se sobreponha a fácil generalização, a pouca clareza da compreensão da diferença

O que podemos pensar é que não partimos do nada, não pegamos a informação sem nenhum amparo em experiências sociais anteriores, estando ligados diretamente ao grupo (ou grupos) ao qual fazemos parte. Não olhamos para algo que nos é "estranho" e criamos uma definição pejorativa como quem tem uma epifania, por isso mesmo sendo um "pré-conceito", buscando nos "desenhos" já prontos, nas nossas "experiências", elaborar a nossa visão sobre o que nos é apresentado.

Em sentido contrário, mas complementar, isso vai ao encontro do que nos disse Rousseau há séculos: "O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe". Isso tem muito de verdade, embora a "bagunça" do Ser Humano seja tão grande atualmente que isso acabe sendo deixado de lado, nos perdendo em definições generalizantes, longe das especificidades de que são compostas as diversidades. 

Muita gente, como em tempos não muito atrás o então relator 
questão da redução  da maioridade penal - tema que vai e volta aqui no Brasil -, o deputado Laerte Bessa (PR-DF), preferia defender que crianças com tendências criminosas "não fossem autorizadas a nascer", o que, traduzindo, queria (e pra muitos ainda quer) dizer que bandido nasce "bandido" e mocinho, nasce "mocinho" - pensamento que também não é nenhuma novidade, sendo antes resquício de tempos em que se buscava definir as "raças" e suas características peculiares. Nada mais falso, se levarmos em conta que o homem é um ser social e construído pelo e através do seu meio; não é um ser "natural", que já nasce "pronto", caracteristicamente definido.


Desenho eugênico, procurando demonstrar a diferença "original" entre as "raças"

Mas, ainda sobre isso, se pegarmos o caso da África do Sul e aplicarmos a fala do senhor Bessa, teríamos um preconceito às avessas, ou seja, os "brancos", ingleses sobretudo, seriam todos ruins (generalização), pois invadiram um espaço "negro" e aos negros impuseram uma realidade cruel e exploradora (essa parte é verdade), exemplo do Apartheid - o que poderia ser igualmente aplicado à Índia, aos países do Oriente Médio e lugares e momentos históricos ad infinitum. Mas, em relação especificamente à África do Sul, o que vimos, ao contrário de uma reação vingativa contra o outro invasor e malfeitor, o da "raça ruim", Nelson Mandela pediu que seus compatriotas negros esquecessem o que haviam passado - ele mesmo "esquecia" seus 27 anos de injusta prisão - e buscassem construir um país habitável tanto para negros como brancos, dando assim um nó no preconceito e não - falsa - ideia de raças diferentes.

O que isso nos mostra em relação ao preconceito, senão que quem usa a desculpa dos "defeitos inatos" ou a condenação original e imutável - como fazia um "nobre" deputado ao falar sobre os míticos filhos de Cã e sua maldição bíblica, coisa que não vale a pena rememorarmos por ora -, pega informações da sociedade em que está inserido e usa em favor de um grupo dominante, que, por sua vez, possui a visão moral hegemônica. 

Além disso, penso que os exemplos que vimos dando mostrem que, quando se age com preconceito, em parte se age como a criança - ou outra faixa etária qualquer que não "evoluiu" mentalmente - que quer atenção e por isso age de acordo com o grupo social. Mesmo que no fundo sinta que não pensa exatamente como ele, mas fica bloqueada, por vezes, pelo medo da rejeição, assim como rejeitam o que é diferente. Traduzindo, diríamos que o deputado Bessa, citado acima, é um "produto" do seu meio e dos anseios do mesmo. 


Mas, a outra parte da coisa nos leva a pensar na maneira como nos apropriamos disso e que, se admitimos algo parecido com "livre arbítrio", devemos imputar culpa aos que promovem práticas racistas - pautadas em preceitos religiosos ou não. Isso porque, muitos recriam os preconceitos recebidos e repassam em novas formas e com novos elementos, o que acaba perpetuando ideias crueis herdadas de uma forma "inovadora". 



Crianças "sortudas" que sobreviveram ao extermínio promovido pelos nazistas em Auschwitz

Foi assim quando fiz uma pesquisa com alguns adolescentes em Dourados, Mato Grosso do Sul, e muitos deles diziam que os índios do Brasil são todos "vagabundos", "bêbados" e "malandros". Muitos diziam isso mesmo sem nunca terem visto algum índio ou mesmo, se os viram, sem fazerem uma avaliação das informações preconcebidas que herdaram, inclusive de seus professores, tendo uma atitude irrefletida que poderá virar algum tipo de militância "fascista" - e tem virado mesmo, como pode ser facilmente notado por onde quer que olhemos. 

Em alguns casos ainda, ter preconceito acaba sendo uma resposta ao medo de ser visto como o diferente que lhe é apresentado e que rejeita (ex. lésbicas, gays, etc.), criando desculpas para manter distância ou mesmo perseguir o que lhe incomoda, como vemos ao longo dos últimos séculos em eventos e teorias, tais como: o "dia da raça"; as ideias do "darwinismo social", que foram muito influentes no Brasil de fins do século XIX e começo do XX; o "extermínio dos incapazes e desnecessários", exemplo especial do nazismo na Alemanha; a exclusão sistemática e mesmo legal dos desiguais, como fizeram - e ainda fazem - os seguidores de seitas como a Ku Klux Klan nos EUA; a luta contra os "invasores", que roubam empregos e afetam negativamente as economias locais, coisa muito atual em qualquer canto do mundo com um pouco mais de recursos, mas especialmente nos países desenvolvidos; etc, etc, etc..


Cena do filme "O Nascimento de uma Nação", de D.W Griffith, onde os membros da Ku Klux Klan aparecem como "mocinhos".

Claro que, muitos terão seus pontos de vista e discordarão de pontos que foram apontados nesse texto, mas isso faz parte quando se trata de refletir sobre si mesmo e sobre os outros. O que não pode acontecer é tomarmos o preconceito enquanto "verdade", o senso comum enquanto fonte de "conhecimento" e a "realidade" que nos interessa como se fosse universal. Precisamos entender o mundo como as diferenças que se complementam e que não devem se repelir, se excluir e se combater.

E se, enfim, voltando a Rousseau, a parte das pessoas que ainda tem algo de bom e quer ver uma humanidade mais justa e compreensível, mais "igual", precisa pensar mais, ler mais, refletir mais, criticar mais, e viver de forma menos conservadora e mais inclusiva. E, claro, torcer para a parte que já tem o "mau" como constância resolva olhar para o mundo com olhos diferentes - o que acho bem difícil -, ou ao menos seguir o "contrato social" que tanto pedem como civilizados que são.

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Sugestões de leitura:

- Jean-Jacques Rousseau - Discurso Sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade Entre os Homens.


- Jean-Jacques Rousseau - Do Contrato Social.


* Imagem do topo montada a partir de foto de um barco de pesca com 85 imigrantes que desembarcaram no porto de Los Cristianos, nas Ilha Canária de Tenerife, Espanha, em 2006. (Foto original de Arturo Rodriguez, AP).


** Postado originalmente em 6/set./2015.

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sexta-feira, agosto 25, 2017

Tudo é política (e o cidadão é fundamental para a construção do passado)



O homem é um Ser, uma presença que constrói e reconhece sua história. E essa história é efetivamente construída nos espaços ocupados, nos sentidos e razões dados pela passagem dessa presença humana.

Assim, o homem em sua relação com o tempo, planeja suas condições de vida, e em tais planejamentos busca sempre melhorar seu futuro e assegurar as conquistas passadas.  Porém, tal homem como indivíduo é sempre finito e nesta condição de SER FINITO exerce um poder contido em suas ações, que tem efeitos além de sua própria existência, O PODER POLÍTICO.

Quando se fala sobre política, é comum observar uma reação desfavorável ao tema, demonstrando um desagrado, uma indiferença como se a política fosse algo distante, que não faz parte da realidade e das experiências diárias.

A indiferença política tira a presença do cidadão na cidade e esta ausência condena tal cidade a ser um corpo sem espírito, pois o cidadão dota a cidade de vida e de sentido.  A cidade não tem o cidadão como objetivo, mas o cidadão sim, deve sempre ter objetivos claros para a cidade que habita. E, assim sendo, devemos concluir que o cidadão e sua cidadania fazem e constroem a cidade, não o contrário disso. Veja-se aí a suma importância de uma consciência política, uma autoconsciência de sua condição de indivíduos na passagem pelo espaço em que habitam.

O presente é algo que escapa ao homem, o futuro é algo indefinido; já o passado, será o que de fato teremos que conviver, o que deixaremos como legado. Então, como cidadãos, deveremos pensar em que tipo de passado deixaremos escrito quando a história registrar o tempo por nós vivido.

A política é algo importante nesse sentido, pois ela estará em todas as relações sociais, em todos os níveis, sendo ela, a reguladora da vida social, pois a sociedade em que vive o homem é fruto de exercícios políticos. Não existe para o homem inserido na sociedade a falta de política. Existem políticas corretas e éticas, políticas corrompidas e alienadoras, que por consequência geram indiferença. Mas o ponto em questão é que sempre existirão políticas envolvidas nas questões sociais, sendo assim, tudo é política!

A evolução do homem e sua organização em forma de civilização, entre outras coisas, é fundamentalmente uma evolução das articulações e das organizações políticas. E estas permitiram muitas conquistas e avanços nas coisas que nos representam como indivíduos sociais.

“O homem é um animal social” (Aristóteles)

A política é o veículo para existência do homem em suas cidades, em seus espaços, para que este não seja ignorado e para que a vida exista de forma a promover justiça, ordem e progresso. Calando o cidadão ou estando indiferente, este pratica uma política de degradação, uma política de diminuição do papel da cidadania e em tal modo, não tarda a insatisfação e a não conformidade de direitos.

Política é, antes de qualquer coisa, uma questão de dever do único sujeito para com o todo social. O sentido e razão da presença deste sujeito, que é um, ante ao todo que é a sociedade em que se vive.

A política do cidadão é a política que está fora das esferas partidárias, mas que tem em seu exercício aquilo que definirá e diferenciará a verdadeira racionalidade dos falsos estados de alguém que somente existe condenado ao senso comum.

O homem é definido por sua racionalidade e tal racionalidade tem na política uma de suas mais fortes expressões de poder. Política constrói!

Portanto, quando a história for registrada e tal história for contada, o que contará tal passado a respeito de você cidadão?

Qual passado foi construído por ti como presença no mundo em seu tempo?  Parte da resposta estará demarcada no campo político, nas formas das decisões tomadas como indivíduo participante de sua sociedade ou como sujeito alienado de sua presença.
Eis aí, tal importância. Eis aí o sentido todo da política.

"O estudo do bem pertence à política, que é a primeira das ciências práticas" (Aristóteles, 384/322, filósofo grego, em Ética a Nicômaco)



Robson A. Silva, filósofo e professor da rede estadual de Santa Catarina.

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terça-feira, janeiro 19, 2016

Devaneios - Xenofobia (VÍDEO)




O que é "xenofobia"? Com essa questão procuramos refletir o que o mundo vem fazendo em relação a isso, com ações que resultam por vezes de situações conjunturais, ligadas à  crises econômicas, políticas e sociais. Tivemos em mente aqui em alguns países do mundo, especialmente da Europa e os América do Norte.


Parte 01




Parte 02





Apresentação: José A. Fernandes e Gleison Collares
Filmagens: Cristine Dias
Edição: José A. Fernandes


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* Originalmente postado em 9/fev/2014.


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domingo, fevereiro 16, 2014

Devaneios - Xenofobia - filme "A lista de Schindler" (vídeo)



Neste vídeo, que segue as conversas sobre Xenofobia, falamos a respeito do filme A lista de Schindler (1993), do diretor Steven Spielberg. Ele conta a história de Oskar Schindler, um empresário alemão que salvou a vida de mais de mil judeus durante o Holocausto ao empregá-los em sua fábrica.



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