Rosa de Hiroshima | José A. Fernandes [com música para ouvir] ~ Identidade 85 ::

quarta-feira, setembro 29, 2021

Rosa de Hiroshima | José A. Fernandes [com música para ouvir]



Uma das imagens mais reproduzidas da Segunda Guerra Mundial, a bomba de Hiroshima (mais a de Nagazaki) deixaram marcas profundas, além de gerar dúvidas sobre sua "necessidade". 

"Você sempre vai matar pessoas inocentes ao mesmo tempo". Foi com essa frase que Paul Tibets justificou a morte de 256,300 pessoas - a maioria (cerca de 90%) de civis, no dia 6 de agosto de 1945, na cidade de Hiroshima. 

A bomba atômica lançada sobre a cidade destruiu tudo em um raio de até 2 km de distância, devastando toda a vegetação e infraestrutura da cidade. 

Não podemos por a culpa no piloto do avião ou em pessoas isoladas, mas fica a nossa eterna dúvida: o porque da cidade de Hiroshima e depois, em 9 de agosto do mesmo ano, Nagasaki, serem alvos de uma bomba atômica, tendo em vista que muitos afirmam que a Segunda Grande Guerra já havia sido decidida tempos antes?

As respostas para estas perguntas podem ser múltiplas, mas, dentre as principais destaca-se a ideia de Hiroshima (e Nagasaki) ser um ponto cuja a geografia favorecia o teste da então mais nova arma de guerra - a cidade situava-se em vales. Há também a justificativa de que Hiroshima e Nagasaki ainda não haviam sido atacadas nenhuma vez durante a Guerra; não devemos nos esquecer, também, que o Japão havia atacado Pearl Harbor, daí pode-se se tirar um ódio particular por parte dos americanos, o que não justifica, é claro, a morte de milhares de pessoas.

Para mim (concordem ou não), a necessidade de demonstrar força em um possível pós guerra foi fundamental para a decisão norte-americana; além, claro, da "necessidade" de se testar e "demonstrar" o mais novo e poderoso armamento disponível, a bomba atômica. 

As conferências para decidir o que se fazer no pós guerra já haviam começado mesmo antes de ela terminar na Europa: em 1943, os Aliados já tiveram a Conferência de Teerã, para decidir sobre a derrota alemã; em fevereiro de 1945, outra foi realizada em Yalta, já com a vitória à vista, mas sem a guerra estar concluída de fato, para decidir áreas de influência e acordar o que caberia à então União Soviética; em julho e agosto de 1945, aconteceu a Conferência de Potsdam, já com a guerra encerrada na Europa (maio), mas não no Pacífico. Essa última conferência definiu a divisão da Alemanha e de Berlim em quatro zonas de influência, o que resultaria na criação de duas Alemanhas em 1949 - uma sob domínio dos países democráticos (na prática, dos Americanos) e outra sob domínio soviético.

Já pensando no pós guerra, os norte-americanos teriam então lançado as bombas atômicas. Era uma arma nova, como falamos, que os demais países já buscavam desenvolver também, mas que os Estados Unidos tinham feito primeiro. E no possível cenário a se desenhar de 1945 em diante, não é muito difícil imaginar o governo norte-americano lançando as duas bombas no Japão "taticamente", a fim de mostrar seu poderia, seu "pioneirismo".

De qualquer forma, as marcas deixadas foram profundas, sejam psicológicas, sejam físicas, no mundo de maneira geral, mas, claro, especificamente no Japão. Dentre as muitas homenagens e reflexões sobre essa que fez parte das barbáries do século XX, aqui no Brasil temos a música Rosa de Hiroshima composta pelo poeta Vinícius de Moraes e interpretada, em 1973, pela banda Secos e Molhados - cujo vocal ficou por conta de Ney Matogrosso, fantástico e profundo, aliás.

Caso queira, ouça a música:


Se quiser também, assista ao nosso vídeo sobre as "bombas que caíram" e caem, desde que o ser humano inventou inventou a pólvora, desenvolveu canhões e descobriu forças mais eficientes de destruir e matar.


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Hiroshima
John Hersey
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1 comentários:

  1. Eu queria aqui postar um comentário que fosse digno a todas as pessoas vítimas da "Rosa de Hiroshima", mas eu ainda não me sinto digna a isso, pois não consigo falar de uma situação sendo que eu não entendo os motivos que levaram a tal.A morte de pessoas pela guerra pra mim, não pode ter nenhum tipo de explicação!Quem sabe se os protagonistas fossem uma das vítimas dessa tragédia eu consegueria me expressar!

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