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sexta-feira, junho 15, 2018

RAUL 73 ANOS: ENTREVISTA DO BLOG COM SEU AMIGO PESSOAL SYLVIO PASSOS!




Raul Seixas faz aniversário esse mês, por isso quero compartilhar com vocês uma entrevista concedida ao blog por Sylvio Passos, um cara muito bacana que foi amigo pessoal de Raul Seixas, seu ídolo, de quem vem mantendo viva a memória através de seu Raul Rock Club, o mais importante fã clube do cantor!


ENTREVISTA

Sylvio, estou muito honrado com essa entrevista e por isso quero agradecer muito a atenção que tem dispensado a mim e ao blog identidade85.com! Gostaria de fazer algumas perguntas, a princípio gerais, mas algumas outras que saem um pouco daquele roteiro de sempre. 

Raul sempre foi uma inspiração para mim – como disse a você, quando escrevia minha dissertação de Mestrado ele esteve muito presente... Mas, o assunto não sou eu, então vamos falar de RAUL SEIXAS!

1.    A princípio, gostaria que falasse um pouco da sua relação com Raulzito, como ela começou, onde e quando?

Resp: Nos conhecemos pessoalmente em 1981, fui na casa dele para mostrar o trabalho que vinha fazendo junto ao Raul Rock Club. Daquele dia em diante não nos desgrudamos mais. Nascia ali uma amizade que duraria até o fatídico 21 de agosto de 1989.

2.    Como explicaria a sempre forte presença de Raul, depois de todos esses anos, no cenário musical brasileiro?

Resp: Raul foi um artista completo, atuou em todos os setores da música brasileira e suas idéias atemporais justificam sua forte presença ainda hoje no cenário musical brasileiro.

3.    Gostaria de pedir a você que avaliasse, mesmo que brevemente, por favor, a importância do Raul para a sociedade brasileira e a crítica social, especialmente com as novas manifestações que vêm ocorrendo desde o ano passado, sobretudo agora com a Copa do Mundo em nosso país. Isso é possível?

Resp: Raul sempre olhou pro mundo e pras coisas do mundo com um olhar filosófico e tendo também como base a psicologia, a partir daí ficava muito mais fácil pra ele tecer qualquer crítica e/ou observações muito bem embasadas. 

4.    Bom, aproveitando que estamos lembrando o aniversário de 69 anos do Maluco Beleza no dia 28 de junho, outra coisa que quero que nos diga é a respeito do disco Krig-ha, Bandolo!, o primeiro disco solo de Raul Seixas. Ele também tá fazendo aniversário, completando suas quatro décadas. O que poderia dizer sobre a importância do mesmo?

Resp: Krig, Ha-Bandolo! está entre os discos mais importantes da Música Popular Brasileira. A importância é singular, tanto pelo texto como pela aceitação imediata, tanto da crítica como do público. Várias músicas do disco tocavam nas rádios e programas de TV na época de seu lançamento. Em resumo, o disco cabe muito bem como uma trilha sonora daqueles tempos de Ditadura Militar.

5.    Por último, estou sabendo de uns conteúdos que você vai lançar, que são inéditos: um box que resgata os álbuns de Raul Seixas lançados pela Gravado Eldorado entre 1983 e 1994 e os dois álbuns inéditos produzidos por você à partir de fitas K7 de seu acervo pessoal, apresentando registros ao vivo de Raulzito em 1974, no Cine Teatro Patrocínio, em Patrocínio/MG e o show de 1981 no II Festivas de Águas Claras (Iacanga) que também serão lançados em vinil. Esse material inédito de Raul, sobretudo, tem deixado muita gente curiosa. Quando será o lançamento?

Resp: O lançamento do Box com os CDs + DVD Brinde está previsto para 21 de agosto. Já as versões em LPs serão lançadas depois a cada 3 ou 4 meses.


Foto clássica dos dois

Sylvio vem trabalhando há dias em eventos em homenagem aos 69 anos de Raul, estando portanto bem ocupado, mas assim mesmo, nos concedeu esse bate-papo e também pelo Facebook nos brindou com mais uma sobre Raul:

Em agosto de 1989, alguns dias antes de Raul falecer, fui visita-lo em seu apartamento, como era de costume. Raul estava assistindo uma velha fita de Elvis. Ficamos ali no apartamento dele por horas assistindo Elvis em preto e branco requebrando na tela da TV. Durante todo aquele tempo, não trocamos uma única palavra. Silêncio. Não aquele silêncio constrangedor. Era aquele silêncio de cumplicidade.


Já quase no final da fita, olhei para o meu relógio e disse: Raul, tenho que ir. Quando eu estava saindo, já no corredor em direção ao elevador, Raul olhou por entre a fresta da porta e falou: "Sylvícola, essa foi a conversa mais importante que tivemos em toda nossa vida."


Eis a fita que viam na ocasião 
(foto de Sylvio Passos)

Dica de livro:

O Baú do Raul
de  Raul Seixas
 Clique aqui!

Sylvio Passos tem também uma banda, a Putos BRothers Band, acessem o site e conheçam!



putosbrothersband.wordpress.com


* Originalmente postado em 29/jun/2014.

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quinta-feira, junho 14, 2018

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 canal jose a fernandes

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segunda-feira, junho 11, 2018

DICA DE LIVRO: "Fronteira", de José de Souza Martins (c/ Resenha)




Dentre as obras de José de Souza Martins, "Fronteira" é um livro importantíssimo para entender as fronteiras interiores do Brasil. 

Ele trata das diferenças, dos conflitos e das formas de contato entre o "civilizado" que expande e o "arcaico" que habita os espaços e com frequência é combatido.


Com um subtítulo sugestivo, "A Degradação do Outro nos Confins do Humano", o livro fala sobre os confins que separa m o Nós dos Outros nas fronteias, que sabemos não ser naturais. Trata sobre as diferentes e conflitivas espacialidades de nossa expansão interna, nesse demorado movimento iniciado com a Conquista e ainda não completado, que nos leva a encontrar o novo

A fronteira é o espaço próprio do encontro de sociedades e culturas entre si diferentes: a sociedade indígena (tida como a barbárie) e a sociedade dita “civilizada” - que inclui as várias e substancialmente diferentes nuances da sociedade de "brancos" e mestiços que somos. A fronteira é o lugar da liminaridade, da indefinição e do conflito. 


Tem sido o lugar da busca desenfreada de oportunidades para alguns, como aqueles que ainda saem do Nordeste e por vezes o fazem em levas migratórias, rumo às terras que para eles são novas, esperando encontrar trabalho e meio de sobrevivência e por vezes encontrando confronto e morte, ou quando não isso a exploração em seringais, mineradoras e madeireiras. São esses migrantes, por vezes (com frequência diria o autor), inseridos na guerra contra os indígenas que resistem às invasões, sendo grandes os saldos de mortes e as atrocidades praticadas.


José de Souza Martins é um dos grandes cientistas do século XX, que vai tratar das questões de fronteiras, entre outras, incluindo nelas as relações humanas nas movimentações econômicas, do trabalho e de expansão territorial, nas chamadas frentes de expansão e frentes pioneiras, onde o capital segue (por vezes ao mesmo tempo) a ampliação da fronteira territorial. 

É com certeza uma obra de referência para os estudiosos sobre trabalhos compulsórios (especialmente na Amazônia e regiões afastadas dos grandes centros do Brasil), onde se encontram "semi-escravos" a viverem para o capitalismo, que não faz questão de excluí-los, pelo contrário.


Para adquiri-lo, clique aqui!

resenha livro fronteira josé de souza martins

 clique aqui!

Outras obras do mesmo autor (as que possuem link, se encontram à venda e tiveram seus preços cotados):




* Originalmente postado em 14/fev/2016.
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Zygmunt Bauman - Mundo Pós-Moderno (VÍDEO e RESENHA)



Em 9 de janeiro de 2017 recebemos a notícia do falecimento de Zygmunt Bauman. Assim, aproveitando um dos assuntos com os quais ele se debruçou em seu livro Amor Líquido, compartilhamos a seguir uma entrevista sua em vídeo, onde resume alguns de seus pensamentos sobre democracia, amizade, felicidade, redes sociais, liberdade e segurança.

Nessa entrevista para Fronteiras do Pensamento, de julho de 2011, ele fala da passagem que ocorreu ao longo do século XX de "uma sociedade de produção, para uma sociedade de consumo" e a partir daí questiona a fragmentação da vida, onde não existe mais "projeto" e a sociedade foi "individualizada", onde não podemos fazer nossa vida a partir de "heranças", mas criá-la pessoalmente, "a partir do zero" e não apenas isso, "mas você tem que passar sua vida de fato, redefinindo sua identidade".

Ele fala ainda de questões ambientes e de como assuntos globais nos afetam mais do que afetaram gerações anteriores (incluindo a sua). Fala também sobre democracia, algo em crise, abordando os perigos que ela corre hoje em dia, após os Estados não terem cumpridos suas promessas do pós-Segunda Guerra.

Ele segue então comentando as relaçãos humanas, fazendo uma ligação entre os Talks Shows (a Ágora dos nossos tempos) e a democracia, seguindo em direção à coisas bem presentes na vida ordinária de muitos de nós, ou seja, as relações a partir de redes (como redes de relacionamento, leia-se especialmente o Facebook), incluindo em suas considerações os laços humanos próximos e distantes (amigos reais e amigos virtuais), privacidade, liberdade e segurança.

Termina então falando sobre felicidade, afirmando que existem muitas formas de ser feliz e não apenas uma, recordando o que escrevera em seu livro A Arte da Vida, onde diz que existem "dois fatores relativamente independentes que dão forma à vida humana: um é o destino (...) e o outro é o caráter"; dois fatores que se dividem entre aquilo que não temos poder de ação e aquilo que é produzido por nós individualmente e, portanto, pode ser melhorado, aperfeiçoado





Dica de livro do mesmo autor:

 livro amor líquido
Zygmunt Bauman
 Clique aqui!

* Postado originalmente em 24/jun/2015.

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quarta-feira, junho 06, 2018

Sobre o Dia D (incluindo álbum de fotos)



Em 6 de junho, dia em que se comemora os 73 anos do Dia D, fazemos aqui nosso registro, com alguns comentários sobre esse que foi um dos momentos chave da Segunda Guerra Mundial, mas não o único.

O Dia D é frequentemente mitificado, como o Dia que mudou o mundo, "o mais longo dos dias". O general americano Dwight Eisenhower o chamou de "A Grande Cruzada". Claro que ele teve importância fundamental, como parte que foi do processo para libertação francesa, mas não resolveu tudo e deixou questões importantes. 


Fazia parte do plano que executaram o desembarque em 5 praias ao longo da costa da Normandia, no norte da França ocupada pelos alemães, que receberam os seguintes codinomes: Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword. 


Mapa do Dia D. Fonte desconhecida.

De forma muito resumida, os primeiros soldados aliados a pisarem na região são os paraquedistas, designados para protegerem os flancos da zona de desembarque; eles são seguidos de uma frota de quase 5 mil navios de desembarque e embarcações de ataque. A primeira onda ofensiva então é feita por soldados norte-americanos na praia de Omaha, que Robert Capa chamaria de "a praia mais horrível do mundo"; de lá desembarcam os norte-americanos também em Utah, onde para avançar, são auxiliados pelos caças da Real Força Aérea britânica. Enquanto isso, desembarcam na praia Juno as tropas canadenses, encarregadas de conquistá-la; os britânicos na praia Gold, onde encontram pouca resistência, o que é um tanto diferente no caso de Sword, onde alemães fortificaram a área com defesas que consistiam em obstáculos na praia e em fortificações nas dunas de areia.


Soldado norte-americano prestando socorros ao companheiro. 
Fonte: Biblioteca do Congresso dos EUA.

Em termos numéricos, os Aliados, tendo os EUA como principal força militar, planejaram desembarcar 320 mil homens em uma semana - média diária de 10 mil homens por dia, que seriam acompanhados de 3.200 veículos e 15 mil toneladas de suprimentos. O ataque que antecedeu o desembarque anfíbio contou com 1.500 aviões, que trouxeram consigo os paraquedistas que nos referimos acima. Entre os números temos que 160.000 homens cruzaram o canal da Mancha só nesse dia 6 de junho, que se somariam aos mais de três milhões de aliados que estariam na França até o final de agosto daquele ano. Estima-se que cerca de 5.400 soldados perderam a vida só naquele dia!

Por isso reconhecemos que ele foi o maior movimento concentrado de tropas e armas da história das guerras. Sobre isso não há dúvida. Mas antes dele já tinha ocorrido a Batalha de Stalingrado e a retomada do norte da África; depois dele ainda haveria muito o que fazer nas frentes europeias, ocorrendo um novo desembarque em Provença (15 de agosto), onde contaram com soldados africanos das colônias e jovens das Forças Francesas Livres. Haveria ainda uma ação, agora às claras, dos Partisans, membros da resistência francesa, em apoio à libertação de Paris. Sem falar dos enfrentamentos no Pacífico contra o Japão, que só se renderia com o lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagazaki, nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, mais de um ano depois portanto.


Tropas dos Estados Unidos caminhando em água rasa 
e sob tiroteio nazista. Biblioteca Digital Mundial.

Mas voltando ao Dia D (também chamada de Operação Netuno), ele é parte da chamada Batalha da Normandia, que recebeu o codinome Operação Overlord. Sem querer desfazer a grandeza da coisa, a pretendida libertação da França não foi rápida, só ocorreria em 24 de agosto de 1944, após quase 90 dias do início da operação nas praias da Normandia, ao custo da morte de cerca de 445 mil pessoas (entre soldados e civis)

Por isso, podemos dizer que o Dia dos Dias foi apenas uma porta aberta (grande porta, diga-se), com muito custo em vidas, para os derradeiros e decisivos meses que viriam à seguir na Segunda Guerra Mundial.


Dica de livro:

 livro dia d

de Stephen Ambrose
Clique aqui!

Veja mais fotos do Dia D









Fontes consultadas para este texto: 


Fontes das imagens: www1.toronto.cahistomil.com, www.wdl.org e witnify.com

* Originalmente postado em 7/jun/2015.

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