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Todo dia é dia de índio - Live Especial

Raul Seixas | Micro-bios # 8

José A. Fernandes

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O Sentido da VIDA

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quinta-feira, junho 17, 2021

1 MILHÃO DE VIEWS!

 


Esse é o número de vezes que o Blog foi visto (na verdade já são 1.009.623). Um blog de Humanas, feito com carinho, que está ainda crescendo, apesar da idade (já é um adolescente!), mas que já me deu muito orgulho.

Fico muito feliz e agradeço demais cada um de vocês pela atenção e apreço.

Abração!

José A. Fernandes



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terça-feira, junho 15, 2021

Diário da Vida | Pâmela da Silva

 


Paro, penso e choro...

tento ficar alegre,

Mas estou triste. 

Ainda bem que há saída.

É só começar a dançar,

pular, extravasar

até o sol raiar,

Sem pensar no amanhã.


Nesse momento até esqueço,

me sinto melhor e me alegro.


Amo sem ter maldade,

Procuro a felicidade,

de verdade, sem falsidade.

Na realidade,

Fiz esse poema para lembrar

de uma amizade,

Que me traz felicidade.


Como no céu, vez ou outra, se impõe a lua gigante

adornada de estrelas brilhantes,

penso em você a todo instante.

Como que um astro a povoar os céus,

numa galáxia distante.


Ou ainda como nas luzes de um parque itinerante,

que enfeitam e alegram a cidade,

nem que seja por um instante,

fazendo a alegria e o mundo dos citadinos girar mais rápido,

mais intenso que uma roda-gigante!


Pâmela da Silva é minha sobrinha (de José) e esse poema faz parte de um projeto dela. Se gostaram, compartilhem e ajudem a espalhar. Ela faz parte de um dos projetos que mantemos, colaborando frequentemente com poemas, poesias e contos.

Corações em Risco
Jas Silva
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* Imagem do topo montada a partir de imagem da internet.

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Os Guarani e a história do Brasil Meridional: Séculos XVI-XVII


No século XVI os Guarani ocupavam uma área que incluía os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso, além, é claro, dos países vizinhos. Eles se localizavam, em maior parte, nas regiões de florestas tropicais e subtropicais; a costa dos rios Paraguai e Paraná e o litoral. É deles tratamos sucintamente aqui.

Dois pontos são marcantes na historiografia Guarani: as reduções jesuíticas – que, além do Brasil, incluía regiões da América Espanhola - e os Bandeirantes (ou bandeirantismo) dos paulistas – que se restringia ao território nacional. 

Os Guarani tinham como povos vizinhos os Guaicuru e os Paiaguá. Esses povos eram adversários dos Guarani e dos colonizadores espanhóis e portugueses. 

Sobre o tamanho da população Guarani, antes do contato com os colonizadores, existem discrepâncias e várias discussões, que vão desde aqueles que desacreditam em uma capacidade destes povos de se organizar e formar grupos extensos até aqueles que lançaram números exagerados. Segundo John Hamming, a população dos Guarani chegava, no período que chamamos de Brasil Colonial, a um total de 258 mil índios, vista como uma “adivinhação pura”, e considerada atualmente como uma soma conservadora. Já Pierre Clastres diz que a população desses povos chegou à marca de 1,5 milhão de índios, o que contrasta com as fontes espanholas (dos séculos XVI e XVII) de 200 mil à 1 milhão. Apesar de haver possíveis erros nos cálculos e na proposição de Clastres, esse vem a ser mais aceito, isso por ter aberto caminho para novas discussões em torno da extensão demográfica real desses povos. Rompendo assim com as idéias limitadas dos cálculos anteriores.

Alegoria jesuítica
Outra discussão importante a respeito desses povos é em relação ao que teria causado a sua diminuição demográfica. Além do impacto causado pelas barbáries dos bandeirantes, podemos ver ainda o fator epidemiológico e o recuo estratégico. Sobre o fator das epidemias, os índios não as conheciam antes da chegada do homem branco. Isso, em alguns casos, como da Redução de Nossa Senhora de Loreto do Pirapó, acabavam por ser motivo que facilitava a aproximação dos jesuítas, pois os índios acreditavam que apenas os brancos (nesse caso os jesuítas) poderiam ter a solução para suas próprias doenças. 

A doença, nos tekohá (local de convívio), desencadeava o abandono do trabalho, por não conseguirem se manter. Por sua vez, o abandono do trabalho causava uma crise na cadeia produtiva e isso gerava a fome entre eles. A fome, por seu turno, agravava o processo epidemiológico.


Bandeirantes com índios aprisionados - tela de Jean Baptiste Debret

Quanto a questão do recuo estratégico, isso se dava por motivo do perigo constante à que estavam submetidos os índios e pelos ataques dos brancos, principalmente os ataques das Bandeiras. Não se pode esquecer, no entanto, que, enquanto alguns grupos fugiam, outros optavam por colaborar com os colonos com a esperança de poder preservar a sua liberdade – no caso dos Mbiaza das margens do rio Paraná, onde os índios disputavam a presença dos jesuítas, pois assim teriam seu prestígio e poder aumentado e também seria um modo de se sentirem seguros de outros ataques e dos trabalhos forçados. 

Os jesuítas, por seu turno, para se aproximarem dos índios utilizavam estratégias para se adequarem as suas tradições e costumes. Mas, a partir do momento em que os colonos (e também os jesuítas) começaram a desrespeitar os costumes Guarani, estes começaram a se rebelar. Existem registros de casos de rebeliões chefiadas por líderes carismáticos que incitavam os índios a abandonar o modo de vida imposto pelos colonos ou casos de xamãs que se viam culturalmente afrontados pelos padres. Apesar disso muitos desses chefes rebelados levavam consigo traços do catolicismo.

A religião, neste contexto, é um ponto de destaque entre os Guarani, como se pode observar, por exemplo na existência do chamado “messianismo”, citado por diversos autores como uma reação à ameaça branca, em busca de uma terra sem males. 

Fontes espanholas dão conta de que a guerra também é um ponto importante, principalmente como forma de reação e rebelião contra a colonização imposta pelos karaí (os não índios). Mas também existem os relatos de alianças feitas entre os Guarani e os espanhóis contra os seus inimigos tradicionais, o que abria caminho para a dominação. Vemos o caso dos trabalhos obrigatórios que os espanhóis impunham aos índios sujeitos (os chamados yanaconato), lembrando também das famosas encomiendas e das mitas.

Como resultado do que passou a lhes ocorrer, vemos a mudança dos índios de suas aldeias para casas e unidades de produção dos colonos; têm-se então os primeiros episódios de epidemias. E quanto maior o contato com os europeus maior eram as crises epidêmicas e, o contato com os jesuítas, entre 1610 e 1640, só fez aumentar esse quadro entre os Guarani.

Além da cristianização dos Guarani, os espanhóis queriam integrar os índios ao trabalho colonial. Alguns missionários, porém, defendiam a liberdade dos índios, o que causou a ira dos colonos. A partir daí, vários confrontos ocorreram entre colonos e missionários. Em alguns casos, inclusive, os missionários pegaram em armas e até mesmo armaram os índios para combatê-los. 

A situação dos colonos na penetração dos territórios continentais não ia bem, pois estes, tendo que enfrentar a resistência dos Guarani, a falta de riquezas minerais e a distância do oceano, entre outros fatores, se viram levados a abandonar os investimentos nessas regiões, entre os séculos XVI e XVII. 

Do lado dos missionários, algo marcante foi a expulsão da Companhia de Jesus em 1767, o que deixou muitos índios a mercê dos colonos, pois eles, não raras vezes, buscavam nas reduções refúgio. Mas a relação dos jesuítas com os Guarani não foi sempre pacífica e haviam vários pontos de atrito entre eles, como por exemplo: os jesuítas combatiam a prática da poligamia – comum entre eles e que era símbolo de autoridade dos xamãs e dos líderes –, e a questão da liberdade. Muitos atritos terminaram em rebeliões dos índios contra os missionários.

Índios Guarani hoje

Podemos dizer, por fim, que tanto a Companhia de Jesus (e outros missionários, pouco mencionados nos livros, incluindo protestantes) quanto os Bandeirantes, infligiram nos índios mudanças marcantes. Mudanças sejam no seu modo de viver, de se relacionar, ou nas suas manifestações culturais, quando estes, é claro, tiveram a sorte de sobreviver, diante de doenças, ataques armados, extermínios e tantos outras ações perpretadas por homens que se diziam “civilizados” e “modernizados”, quando na verdade, nada mais eram do que escravos dos seus próprios conceitos e idéias de mundo. Escravos do processo “evolutivo” que eles próprios bolaram, desde o começo do fim do feudalismo, passando pelo Mercantilismo cego, até chegar finalmente ao Capitalismo, que sempre foi tão combatido, onde os preconceitos contra índios (Guarani ou não) e negros ainda é, em pleno século XXI, uma dura realidade.

Este texto foi preparado para apresentação em seminário da disciplina "História da América Portuguesa", ministrada pelo Profº Drº Jorge Eremites de Oliveira - UFGD, julho de 2007. O mesmo foi revisado e atualizado.

Autores: José Antonio Fernandes; Marco Antonio Almeida Oliveira; Gustavo Gomes; Leandro dos Santos Ferreira; Walter Teruo Ogima.

imagem 02: www.cervantesvirtual.com 
imagens 03 e 04:  www.agp.org

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segunda-feira, junho 14, 2021

VÍDEO: As Escolas Históricas, de Guy Bourdé & Hervé Martin | José A. Fernandes




Um livro que introduz as escolas históricas, as transformações na História, as diferentes formas como os historiadores trabalharam ao longo dos séculos, focando especialmente na constituição e transformações na historiografia francesa nos séculos XIX e XX!


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História da Índia através da arte (parte 01)





Saindo agora da China, passando as fronteiras, chegamos à Índia. Aqui nos concentraremos em obras que vão mostrar a cultura e o dia a dia indianos, que incluirá inevitavelmente sua religião (ou religiões) e seus deuses, além de seu povo.

A ideia não é fazermos uma viajem cronológica, por isso começaremos do século XIX. Nesta primeira postagem nos fixaremos numa "visão de fora", concentrando-nos em retratos da Índia produzidos por William Tayler (1808–1892), um funcionário público da Empresa da Índia Ociental que viveu na Índia de 1829 até 1867

Ele se tornou comissário de Patna em 1855 e, em 1857, se envolveu na supressão da Revolta dos Cipaios. Suas medidas contra a população local foram vistas como excessivamente agressivas por seus superiores, foi suspenso e recebeu uma nomeação de escalão mais baixo. Um artista amador entusiástico, Tayler esboçou e pintou paisagens, cenas do cotidiano e trajes da corte, de militares e do dia a dia dos indianos de diferentes classes sociais. 

Em 1881 e 1882, Tayler publicou uma autobiografia em dois volumes, Trinta e oito anos na Índia, ilustrada com 100 de seus desenhos, como a aquarela que aparece no topo dessa postagem, onde ele representou um xeique armado e trajado de maneira esplêndida com barba e bigode ao vento normalmente usados durante a Índia britânica. 

Essa e as demais pinturas desta postagem fazem parte da Coleção Militar Anne S.K. Brown da Biblioteca da Universidade de Brown. Elas pertence a uma coleção de 18 pinturas de temas indianos de Tayler datadas por volta de 1842 a 1845.

Como toda visão de fora, estas imagens carregam os sentidos daquele que chega, observa e "recorta" a paisagem que representa (o estranhamento como diriam os antropólogos). Não podemos esquecer que isso comporta sempre um conjunto de preconceitos, em menor ou maior grau, neste caso de um inglês - o dominante vendo seus dominados.


Sobre o rio Ganges - "Navio à espera"



A pintura mostra um barco a vapor sendo carregado para sua partida. Barcos a vapor cruzavam todo o Ganges, entre Calcutá (Kolkata, atualmente) e para além de Allahabad, até serem superados por estradas de ferro no meio do século XIX. 


Arrah Shahabad - "O jovem príncipe"



Essa aquarela mostra o rajá ricamente trajado de Arrah, a sede de Shahabad, um distrito da Índia Britânica na região de Patna de Bihar e Orissa. 


Bengala. Burdwan - "O rajá de Burdwan"



Este era provavelmente Mahtab Chand, que nasceu em 1820 e foi rajá de 1832 até sua morte, em 1879. Ele foi considerado pelos britânicos como um governante iluminado e fiel. 

Pundorah. Bengala - "A torre de Mahomed perto de Hugli"


Nessa imagem, ele representou a passagem de um carro de boi próximo a Hugli, um local de comércio importante antes da ascensão de Calcutá (Kolkata, atualmente). 

Behar - "Sampoories ou encantadores de cobras"


Essa aquarela representa uma cena gótica de encantadores de cobras, também chamados de sampuries ou sampoories em uma floresta com ruínas pitorescas no distrito de Patna em Bijar (chamado de Behar por Tayler). 

Curso de Photoshop!


* Descrições adaptadas das que constam no site da Biblioteca Mundial Digital, de onde também provém as imagens (algumas foram igualmente adaptadas em tamanho e forma à essa postagem, sem alterar seu conteúdo original).

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