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1979, o ano em que Mato Grosso do Sul teve 3 governadores | Wagner Cordeiro Chagas

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O retorno ao assombroso Cemitério da Recoleta [2019]

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Rolling Thunder Revue - A Bob Dylan Story [Resenha]

Sobre o Dia D

(incluindo álbum de fotos)

Chile em fotos [Parte 02]

da neve dos Andes ao sol de Valparaíso e Viña del Mar

#PapodeProfessor

O professor e os youtubers "historiadores"

quarta-feira, julho 17, 2019

Elvis no Coliseu ou o show que eu quase fui | Cleveland, 10 de julho de 1975




Quem me conhece sabe que sou muito fã de Elvis; sabe também que coleciono itens sobre ele. Nessa postagem quero usar a minha imaginação e falar um pouco de um show que eu "quase fui": Coliseu de Cleveland, 10 de julho de 1975.

Eu sei, você vai dizer: "como assim, você não poderia ter ido a um show dele, você nasceu em 1985, ele morreu em 1977, o show foi dois anos antes dele partir"... Sim, eu infelizmente sei disso. Mas, eu recentemente comprei um item para a minha coleção que toda vez que eu olho me transporta para aquela noite de 10 de julho. Eu comprei um ingresso, usado por um sortudo para entrar nesse show. 


O ingresso

Juntando ele a algumas coisas que consegui encontrar na internet (salve a internet!), eu me permito imaginar como se eu estivesse lá, talvez com uns vinte e poucos anos na época, vivendo a década tão mágica e fascinante que foi a de 1970. Ao fechar os olhos, posso me ver na fila, esperando e logo em seguida entrando no ginásio, palco de grandes shows, além de ser a casa da equipe de basquete do Cleveland Cavaliers. 


O Coliseu

Mas naquela noite o Coliseu era só de Elvis. É como se eu pudesse sentir a energia, gente nova e gente da velha guarda de fãs chegando aos montes. Fãs fieis e jovens curiosos pra ver o eterno Rei do Rock. Os portões abrem as 19h, mas chego bem cedo pra não ter que esperar tanto. Me vejo em meio a multidão, espero um tempo, aproveito para comprar um poster bem grande pra trazer na mala como souvenir. Entro e vou logo procurando pelo acento 15 da fila K. Não demora muito e passa um vendedor, compro uma pipoca e uma Pepsi bem grande, porque quando sentar, não vou mais sair do meu lugar.



A turnê é ótima e esse show não seria diferente. Depois de esperar ansioso, Elvis sobe ao palco vestido seu macacão branco com uma fênix preta, para o delírio da multidão e sob uma chuva de flashes das câmeras. Depois da introdução da banda com Also Sprach Zarathustra, ele começa a cantar o clássico See See Rider. Continua com I Got Woman/Amen, com o fundo rouco do poderoso baixo de J.D. Summer. Logo em seguida dá uma palavrinha com a plateia, que responde entusiasmadíssima.


 

As próximas músicas ficam entre a paixão e o clamor desesperado: Love Me, If You Love Me Let Me Know e a também clássica Love Me Tender. Segue ele depois com uma mais animada, é a vez de All Shook Up. Para não perder o embalo, faz logo um medley de Teddy Bear e Don't Be Cruel. Depois dele, pra balançar geral manda a poderosa Steamroller Blues. Para mais um pouco para conversar com a plateia, que continua animada, e canta logo em seguida a linda The Wonder Of You. A próxima da lista é Burning Love, que recebe uma versão animada e digna, apesar de alguns erros na letra (mas quem liga?!). 



É hora de dar uma nova pausa e desta vez introduzir o grupo, intercalando com versões de mais ou menos completas de Johnny B. Goode, Hail Hail Rock and Roll e T.R.O.U.B.L.E.. Em seguida, J.D. Summer e os Stamps fazem uma versão linda de Why Me Lord, com Elvis apenas acompanhando. Aliás, por falar em música gospel, Elvis emenda uma versão sublime de How Great Thou Art, que ganha um igualmente lindo bis do refrão. 



O show já se adiantava quando Elvis canta Let Me Be There, seguida de Funny How Times Slips Away. Essa última me faz imediatamente lembrar de Elvis no premiado especial Elvis On Tour, outro momento memorável do senhor Presley. Mas, voltando ao show, ele dá uma animada com Little Darlin' e segue a mesma pegada com Mystery Train/Tiger Man - essa última com a força de James Burton na guitarra, que lembra vagamente as tantas vezes que a executou, ficando registrado especialmente no eletrizante That's The Way It Is



A essa altura todo mundo naquele lugar já havia tido uma experiência maravilhosa, estamos com os olhos marejados, como se tivesse caído uma "chuva de ciscos". Não faltariam memórias. Ninguém queria ir embora, só que como tudo tem um fim, Elvis agradece à platéia, recomenda que todos "tenham cuidado ao voltar pra casa" e canta Can't Help Falling In Love. Anda pelo palco, acena, joga scarfs como de costume e sai, deixando uma multidão maravilhada... 



Voltando à vida real, eis algumas informações sobre esse show são interessantes. A primeira é que todas as fotos dessa postagem são dessa apresentação. Outra coisa é que, infelizmente, a RCA, gravadora de Elvis, não fez registro dessa noite, como fez de tantos outros shows, restando apenas uma gravação de plateia lançada em bootleg (disco pirata), com som muito ruim, alguns anos atrás. 

A capa do bootleg lançado pela PA

Uma filmagem curta do show pode ser vista no vídeo abaixo.


Outra coisa é que, também infelizmente, o Coliseu já não existe mais. Ele foi demolido em 1999, o que nos deixa sem qualquer possibilidade de ir até lá algum dia conhecer o local do show, onde não restou nem uma placa indicando que ali foi palco de grandes espetáculos, como esse nosso. Imagens da demolição podem ser vistas no vídeo abaixo.


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terça-feira, julho 16, 2019

VÍDEO: Como ir bem na Redação do ENEM




Nesse vídeo voltamos a falar sobre REDAÇÃO, especificamente para o ENEM, onde procurarei mostrar de que forma vocês podem melhorar ainda mais seu desempenho.



Se estiver recebendo esse vídeo por e-mail, clique aqui para assistir.

TEMAS ANTERIORES DA REDAÇÃO DO ENEM: 

2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
2016 - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
2015 - Violência contra a mulher, 
2014 - Publicidade Infantil, 
2013 - Lei Seca, 
2012 - O movimento imigratório para o Brasil no século XXI, 2011 - Viver em rede no século 21, 
2010 - O trabalho na construção da dignidade humana, 
2009 - O indivíduo frente à ética nacional, 
2008 - Como preservar a floresta Amazônica, 
2007 - O desafio de se conviver com as diferenças, 
2006 - O Poder de Transformação da Leitura, 
2005 - Trabalho infantil no Brasil

DICAS DE LIVROS:

- Escrever Melhor - acesse.vc/s/3943a46a

- Como Escrever para o Enem - acesse.vc/s/1101b245

- Descomplicando A Redação - acesse.vc/s/a087c773

- Redação Excelente! - acesse.vc/s/2f8ac2cf

- Redação e Edição de Textos Para Enem, Vestibulares, Concursos e Cotidiano Profissional - acesse.vc/s/c17d9157

* Originalmente postado em 10/out/2016

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domingo, julho 14, 2019

1979, o ano em que Mato Grosso do Sul teve 3 governadores | Wagner Cordeiro Chagas




Há 40 anos o estado de Mato Grosso do Sul foi implantado, depois de ter se separado do resto do então estado Mato Grosso. Naquele mesmo ano o novo estado teria 3 governadores. Quem conta um pouco dessa história para nós é o historiador Wagner Cordeiro Chagas.

A separação oficial aconteceu após sessão solene ocorrida em Campo Grande, que contou com a presença do então presidente da República general Ernesto Geisel, alguns ministros, representantes de outros países, da sociedade sul-mato-grossense e, claro, do primeiro governador do estado, nomeado, Harry Amorim Costa.

Mas, a esperança que certamente contagiava muitas pessoas naquele início de ano (não é possível saber se contagiava a todos os habitantes, pois a criação do estado, em 1977, não se deu por meio de uma consulta popular), possivelmente diminuiu ao final de 1979, pois logo no início de seu funcionamento, Mato Grosso do Sul viu a cadeira de governador ser ocupada por 3 dirigentes: Harry Amorim Costa, Londres Machado e Marcelo Miranda Soares.

O engenheiro civil Harry Amorim foi a solução encontrada pelo presidente Ernesto Geisel, após os líderes do partido governista, a Arena, não chegarem a um consenso sobre o nome do ex-governador de Mato Grosso uno e então senador Pedro Pedrossian para ser o primeiro chefe do Executivo. Natural do Rio Grande do Sul, Harry Amorim era chefe do DNOS (Departamento Nacional de Obras de Saneamento) e havia realizado diversos serviços no então Sul de Mato Grosso, portanto, conhecia a região.

No comando Harry Amorim implantou um modelo técnico de administração, considerado pelo autor Jardel Barcellos como algo inédito no Brasil, deixando de lado muitos líderes que estavam acostumados com o modo de fazer política que vinha do antigo Mato Grosso. A historiografia política de Mato Grosso do Sul demonstra que este foi um dos fatores que levaram a sua queda, pouco mais de 5 meses depois. 

Assim, nesse curto tempo, pouca coisa pode ser realizada, mas cabe destacar algumas. Na área de infraestrutura, por exemplo, a primeira obra de saneamento da SANESUL, em Rio Negro; o início do asfaltamento da rodovia entre Campo Grande e Sidrolândia; a conclusão da pavimentação da rodovia MS 376, no trecho Dourados-Fátima do Sul-Vicentina. Na área da Segurança Pública houve a criação da Polícia Militar Rodoviária Estadual e na Educação a reforma de diversas escolas, bem como o início da elaboração do Estatuto do Magistério Público.

No entanto, o desejo do então senador Pedro Pedrossian de se tornar governador continuava vivo, e, poucos meses após a posse do novo presidente da República, general João Figueiredo, o último da ditadura militar, Pedro Pedrossian se articulou juntamente com o presidente e com os senadores Antônio Mendes Canale e Rachid Saldanha Derzi para depor o governador. Mais uma vez, o nome de Pedrossian não seria unanimidade e coube a ele indicar um de seus afilhados políticos, o então prefeito de Campo Grande, Marcelo Miranda Soares.

Harry Amorim Costa caiu no dia 12 de junho de 1979, e, como o estado não tinha a figura do vice-governador, coube ao presidente da Assembleia Legislativa deputado estadual Londres Machado (Arena) governar o estado interinamente até a posse de Marcelo Miranda.

Londres Machado, natural de Rio Brilhante, mas com base política em Fátima do Sul, desde 1966, exerceu a função de governador de 13 a 29 de junho daquele ano, e deixou uma marca ao assinar o Decreto 174 que criou o Plano Salarial do Magistério de Mato Grosso do Sul.

Com seu nome aprovado pelo Senado Federal para exercer o cargo de governador, Marcelo Miranda Soares, natural de Minas Gerais, mas residente no então Sul de Mato Grosso desde 1966, foi empossado no dia 30 de junho de 1979.


Marcelo Miranda Soares

Seu governo retomou o modelo considerado tradicional de administração, onde se buscou acomodar em cargos líderes políticos e não técnicos como fizera Harry Amorim. Logo de início o novo governador teve que enfrentar um teste político, já que parlamentares da oposição, filiados ao PMDB, protocolaram um pedido de impeachment na Assembleia Legislativa, tendo como justificativa o fato de estar administrando por Decreto, sem consultar o Legislativo. 

Encerrado o ano de 1979, a população sul-mato-grossense havia experimentado 3 governadores em apenas 1 ano de implantação. Contudo, a surpresa maior estava reservada para o final de 1980. Após romper politicamente com o senador Pedro Pedrossian, Marcelo Miranda seria demitido e, finalmente, o senador assumiria o tão desejado cargo de governador. Foi dessa forma, entre disputas pelo poder, que nosso estado começou a caminhar com as próprias pernas

Dica de livro:
Benedito Lima / Luize Surkamp
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Wagner Cordeiro Chagas é Mestre em História pela FCH-UFGD onde também se graduou. Além disso, tem Pós-graduação (Especialização) em Formação de Profissionais da Educação pela FAED/UFGD (2009-2010) e é Bacharel em História pela FCH/UFGD (2011). Possui pesquisas na área de História Política de Mato Grosso do Sul. Autor de diversos artigos publicados em mídia impressa e eletrônica. É colaborador do site Fatimanews e Fátimainforma (Fátima do Sul-MS), jornal Diário MS (Dourados-MS) e Correio do Estado (Campo Grande-MS). Coordenador-geral do Informativo Momento Histórico. Publicou em outubro de 2013 seu primeiro livro, intitulado: Política, História e alguns desabafos. Atualmente é tutor à distância nos cursos de Licenciatura em Computação e Pedagogia da EaD/FACED-UFGD.

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sábado, julho 13, 2019

E-BOOK GRÁTIS! História Oral: a Democracia das Vozes, organizado por André Gattaz, José Carlos Sebe Bom Meihy e Leandro Seawright




Acaba de sair o livro/coletânea História Oral: a Democracia das Vozes, uma publicação do Núcleo de Estudos em História Oral - NEHO/USP -, organizada pelos professores André Gattaz, José Carlos Sebe Bom Meihy e Leandro Seawright. É grátis, só acessar e baixar!

A obra está disponível inteiramente grátis por e-book. Em breve, será feito o lançamento de livros físicos e quem quiser poderá adquirir o seu exemplar.

O livro é um convite à democracia em tempos sensíveis, autoritários e antidemocráticos. É também um convite à luta pelas conquistas sociais e pela diversidade.


Veja o sumário:


🔎 Onde baixar?

Assista a Leandro Seawright em Diálogos e Contextos

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sexta-feira, julho 12, 2019

LANÇAMENTO! Corpos Para o Capital, Ana Beatriz Ribeiro Barros Silva




Foi lançado nos últimos dias o livro Corpos Para o Capital, Ana Beatriz Ribeiro Barros Silva, com o significativo subitítulo Acidentes de Trabalho, Prevencionismo e Reabilitação Profissional Durante a Ditadura Militar Brasileira (1964-1985). 

A questão da sinistralidade laboral e suas repercussões na relação capital/trabalho, intermediada pelo Estado, é o fio condutor que interliga as discussões abordadas neste livro, com enfoque especial nos casos ocorridos durante a ditadura militar e seus impactos sobre a classe trabalhadora brasileira. Assim, constata-se que a promoção do “desenvolvimento com segurança”, meta-síntese do regime, tinha um limite claro: a saúde, a integridade física e mental, a sobrevivência dos trabalhadores, reais construtores do “milagre” econômico brasileiro. 

Partindo da concepção de que os acidentes e doenças decorrentes do trabalho são o auge do processo de exploração do labor e a maior violência contra os corpos e mentes de quem vive do trabalho, o estudo percorre momentos distintos no interior do mesmo processo: ocorrência, contabilização e divulgação dos sinistros, que tiveram aumento exponencial durante o período ditatorial; respostas dadas pelo regime para sanar o problema por meio de políticas que buscavam incutir o “espírito prevencionista” no trabalhador nacional; reabilitação profissional, política previdenciária criada para recuperar os corpos incapacitados para/pelo trabalho, a fim de devolvê-los ao mercado.

🔎 Onde adquirir?

Amazon - https://amzn.to/2laFGQJ


Livraria da Travessa - http://acesse.vc/v2/193e175b6ad

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Ana Beatriz Ribeiro Barros Silva é graduada em História pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Mestre em Direitos Humanos (Direito/ Ciência Política) pela Universidade de Manchester, na Inglaterra, e Doutora em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde desenvolveu a tese O desgaste e a recuperação dos corpos para o Capital: acidentes de trabalho, prevencionismo e Reabilitação Profissional durante a ditadura militar brasileira (1964-1985)


Para outros livros da mesma autora, clique aqui!

Assista a um vídeo nosso sobre Ditadura Militar

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quinta-feira, julho 11, 2019

DICA DE LIVRO: "Fronteira", de José de Souza Martins (c/ Resenha)




Dentre as obras de José de Souza Martins, "Fronteira" é um livro importantíssimo para entender as fronteiras interiores do Brasil. 

Ele trata das diferenças, dos conflitos e das formas de contato entre o "civilizado" que expande e o "arcaico" que habita os espaços e com frequência é combatido e, não raras vezes, aniquilado.


Com um subtítulo sugestivo, "A Degradação do Outro nos Confins do Humano", o livro fala sobre os confins que separam o Nós dos Outros nas fronteias, que sabemos não serem naturais. Trata sobre as diferentes e conflitivas espacialidades de nossa expansão interna, nesse demorado movimento iniciado com a Conquista e ainda não completado, que nos leva a encontrar o novo

A fronteira é o espaço próprio do encontro de sociedades e culturas entre si diferentes: a sociedade indígena (tida como a barbárie) e a sociedade dita “civilizada” - que inclui as várias e substancialmente diferentes nuances da sociedade de "brancos" e mestiços que somos. A fronteira é o lugar da liminaridade, da indefinição e do conflito. 


Tem sido o lugar da busca desenfreada de oportunidades para alguns, como aqueles que ainda saem do Nordeste e por vezes o fazem em levas migratórias, rumo às terras que para eles são novas, esperando encontrar trabalho e meio de sobrevivência e por vezes encontrando confronto e morte, ou quando não isso a exploração em seringais, mineradoras e madeireiras. São esses migrantes, por vezes (com frequência diria o autor), inseridos na guerra contra os indígenas que resistem às invasões, sendo grandes os saldos de mortes e as atrocidades praticadas.


José de Souza Martins é um dos grandes cientistas do século XX, que trata das questões de fronteiras, entre outras, incluindo nelas as relações humanas nas movimentações econômicas, do trabalho e de expansão territorial, nas chamadas frentes de expansão e frentes pioneiras, onde o capital segue (por vezes ao mesmo tempo) a ampliação da fronteira territorial. 

É com certeza uma obra de referência para os estudiosos sobre trabalhos compulsórios (especialmente na Amazônia e regiões afastadas dos grandes centros do Brasil), onde se encontram "semi-escravos" a viverem para o capitalismo, que não faz questão de excluí-los, pelo contrário.


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