Identidade 85 ::

domingo, abril 05, 2020

VÍDEO: Propaganda e censura na Era Vargas | José A. Fernandes




Getúlio Vargas ficou 15 anos ininterruptos no poder, 8 deles como ditador, e ainda conseguiu voltar para um mandato eletivo em 1951. Como isso foi possível? Como ele construiu a sua imagem diante do povo, especialmente como "pai dos pobres"? Que ferramentas ele usou?


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Livros relacionados a esse vídeo:

* A Invenção do Trabalhismo, de Angela Maria De Castro Gomes 

* Getúlio (1930-1945), de Lira Neto

* Getúlio Vargas, de Boris Fausto

* 1932: São Paulo em Chamas, de Luiz Octavio de Lima

* Brasil: de Getúlio a Castello (1930-64), de Thomas E. Skidmore

* Copacabana: A Trajetória do Samba-canção (1929-1958), de Zuza Homem de Mello

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DICA DE LIVRO: A Idade Média e o Dinheiro, de Jacques Le Goff [com breve resenha] | José A. Fernandes




Um livro interessante para entendermos a Idade Média e discutir o papel do dinheiro nesse período. Leia nossa breve resenha.

O dinheiro tem até hoje sentido amplo, assim como o que se entendia como moeda não era na Idade Média exatamente como a entenderíamos a partir da concretização do Capitalismo em substituição ao Feudalismo. Para Jacque Le Goff o Feudalismo do ocidente europeu terminou mesmo no século XVIII, ainda assim a partir de alguns países, como a Inglaterra do que se chamou de Revolução Industrial e a França que deu fim ao Antigo Regime a partir da Revolução Francesa.

Enquanto ainda existia Idade Média, o dinheiro não tinha o significado que conhecemos, em geral, hoje. O objetivo do autor nesse livro é mostrar que o dinheiro esteve ligado, pelo menos até os séculos XIII e XIV,  à ideia de poder - daí o fato de o dinheiro não se manifestar exclusivamente como moeda, mas também em diversos outros formatos, como lingotes de ouro e prata e baixelas. Num segundo momento, a partir do século XIII a igreja, tendo que se adequar às mudanças que ocorriam na Europa, especialmente a partir da "revolução comercial", teve que rever seus conceitos sobre riqueza e pobreza, inclusive sobre a prática do comércio, sobre o lucro (a usura) e sobre o significado do dinheiro. Para a igreja, especialmente a partir da fundação das ordens mendicantes (sobretudo os franciscanos), a moeda passou a ser usada para a caridade, por meio das esmolas mas também dando origem aos hospitais.

Nesse contexto, o autor procura explicar nesse livro como "evoluiu" a ideia de dinheiro, inserindo-o na Idade Média, daí fazendo o autor uma recuperação de pontos já estudados por ele ao longo de sua trajetória. Procura ele construir um cenário o mais completo possível, com elementos culturais, sociais e políticos, procurando mais uma vez mostrar o caráter dinâmico e rico da Idade Média, contra as ideias preconceituosas que imperaram por muito tempo sobre a "Idade das Trevas" - ideia para ele sem fundamento.

Enfim, é um livro que vale a pena ler, pois tem uma escrita agradável e acessível. Vale a pena ler se for professor, para enriquecer as aulas de História. E se for aluno, com certeza vai entender muito do que o autor diz e vai poder a partir dele iniciar conversas sobre dinheiro, moeda, bancos, crédito, igreja, formação inicial dos Estados Nacionais, movimentos comerciais e mesmo trabalho e salários.

O livro é dividido nos seguintes capítulos: 
1) A herança do Império Romano e da cristianização; 
2) De Carlos Magno à feudalidade; 
3) O impulso da moeda e do dinheiro na virada do século XII para o XIII; 
4) O próspero século XIII do dinheiro; 
5) Trocas, dinheiro, moeda na revolução comercial do século XIII; 
6) O dinheiro e os Estados nascentes; 
7) Empréstimo, endividamento, usura; 
8) Riqueza e pobreza novas; 
9) Do século XIII ao século XIV, o dinheiro em crise; 
10) O aperfeiçoamento do sistema financeiro no fim da Idade Média; 
11) Cidades, Estados e dinheiro no fim da Idade Média; 
12) Preços, salários e moeda nos séculos XIV e XV; 
13) As ordens mendicantes e o dinheiro; 
14) Humanismo, mecenato e dinheiro; 
15) Capitalismo ou caritas.

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Antes de sair aproveite para ler nosso perfil biográfico de Jacques Le Goff, clique aqui ou na imagem abaixo!

biografia jacques le goff

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Deus "salve" o Wikipedia | José A Fernandes



Estava navegando pela internet tempos atrás, procurando temas para o blog e me ocorreu a ideia de falar sobre o poder das novas tecnologias na educação e na divulgação do saber, em especial o Wikipedia.

O mundo imaginário dos Jetsons talvez ainda esteja distante, mas há o que se pensar sobre o efeito do que estamos vivendo, onde os Homo sapiens vem se "metamorfoseando" e se tornando Homo tecnologicus. É o caso aqui do espaço digital - representado aqui nessa postagem pelo Wikipedia -, que nos faz repensar as formas de leitura do mundo e a ideia de conhecimento que temos.

Quem pensa muito nesse novo mundo digital influenciando o mundo das bibliotecas físicas é o historiador Roger Chartier - isso em diversas de suas publicações. Mas, para os mais afoitos, basta uma busca pelo YouTube para encontrarmos algumas palestras desse intelectual do nosso tempo falando sobre as práticas e tratos dos livros e do conhecimento em nosso, sempre passageiro, tempo presente.

Mas, minha intenção aqui é falar de um produto específico do cyber world: o Wikipedia.  

Já vi muitos professores execrarem o site por ser falho na sua estrutura de colaboração aberta. A principal acusação é que ficam expostas informações pouco ou nenhum pouco comprovadas. Eu já colaborei em alguns momentos com artigos de história por lá, quando o assunto me era bem familiar. Isso já faz algum tempo e me lembro que as referências ficavam bem bagunçadas - uma dos principais motivos de rejeição.  

Mas, desde sua fundação em janeiro de 2001, por Jimmy Wales e Larry Sanger, a Wikipedia vem mudando bastante. A internet e a participação dos navegantes também. O mundo das pessoas preocupadas em conhecer/aprender algo útil, que vimos mudar de século, já não mais tão "inocente" em relação ao que seleciona para ler/ouvir/assistir na internet. Estamos cada vez mais exigentes (pelo menos uma parte de nós).

É aí que está o avanço! Erros continuam e devem ser identificados por lá. Mas, o próprio site acopla avisos de necessidade de mais fontes, de verificações e de atualizações necessárias. 


Jimmy Wales, um dos fundadores do Wikipedia

O que quero dizer, como aliás disse também Peter Burke em História Social do Conhecimento, é que, apesar das falhas e limites do Wikipedia, há grandes possibilidades e utilidades para essa "enciclopédia livre" - inclusive no uso da crítica ao seu conteúdo. Creio eu que os professores precisam começar a repensar suas funções e superar os preconceitos. Precisam aprender, ou reaprender, a usar isso de uma forma construtiva e não simplesmente negar sua utilidades. 

Afinal, é inegável que a internet mudou nossa forma de ver o conhecimento e sua difusão - o que inclui um número crescente de canais de conteúdo educativo no YouTube. Mas, no caso especial que estamos falando nessa postagem, é inegável também que os resultados das buscas dos alunos terão sempre entre as primeiras e mais vistas sugestões nos buscadores o Wikipedia

Não podemos mais estar estreitados em nossas bibliotecas físicas - com todos os problemas das nossas bibliotecas escolares -, nos mantendo como herdeiros "chorentos" de Guttemberg, a se apegar nos livros físicos. Em 2000 eram 361 usuários de internet no mundo; até 2019 já eram 3,9 bilhões! E espero realmente que cresça ainda mais. Estamos diante de um mundo com novos temas, novas fórmulas, novos personagens, novas ferramentas. Estamos diante de um mundo em que aprender pode significar muitas coisas e uma delas é estar "antenado" na internet - valendo isso para alunos e professores. 

Como disse certa vez Jimmy Wales em um especial da BBC News: 

"Agora, em primeiro lugar, nós estamos começando a ouvir (ler) das pessoas o que víamos na TV. Agora eles estão na internet falando para nós. Isso está se tornando incrível"*.


 livro peter burke historia social do conhecimento
Uma história social do conhecimento II: da Enciclopédia a Wikipédia
Peter Burke
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* O especial, infelizmente, não está mais disponível no site da BBC, mas há diversas outras reportagens sobre Wikipedia e entrevistas com Jimmy Wales: http://www.bbc.com

** Internet Sistems Consortium, repreduzido em Horizons, op. cit.

Postado originalmente em 12 de maio de 2013.

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sábado, abril 04, 2020

Morre o economista Wilson Cano




Leia a nota de pesar da Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica.

A Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica lamenta profundamente o falecimento do Prof. Wilson Cano, ocorrida em 3 de abril de 2020, e manifesta sua solidariedade aos familiares, colegas e alunos passados e presentes deste insubstituível pesquisador e professor. 

Além de sua dedicação abnegada ao ofício, de sua constante força ética e de sua generosidade acadêmica, Cano era um herdeiro crítico da análise cepalina e das questões furtadianas, especialmente das origens e desdobramentos das desigualdades regionais do país.

Nascido em São Paulo em 1937, foi um dos principais fundadores da chamada Escola de Campinas, mantendo-se ativamente nas ações de ensino, pesquisa e orientação no Instituto de Economia da Unicamp, bem como participando de maneira incisiva nos debates sobre os impactos da globalização na América Latina, a desindustrialização do país e a profunda crise econômica recente. Também defendia arduamente a universidade pública e a conservação de condições dignas para a carreira docente. Era exigente com seus alunos e incansável no seu labor, mas também solidário e bondoso, como são os grandes mestres.



Em sua larga e profícua produção acadêmica, suas obras principais seguem sendo cruciais para a análise do desenvolvimento regional brasileiro em uma perspectiva crítica que combina de maneira ímpar economia, geografia e história. Os estudos sobre complexos regionais e seus desdobramentos econômicos, integrado com um sistema de transportes gerando fluxos mercantis, remetem à sua obra monumental Raízes da concentração industrial em São Paulo (1977). Quando pensamos o grau de concentração da indústria brasileira, associado ao papel determinante que teve o estado de São Paulo na integração do mercado interno e na construção das desigualdades, necessariamente temos que passar por Desequilíbrios regionais e concentração industrial no Brasil 1930-1970 (1985) e Desconcentração produtiva regional do Brasil 1970-2005 (2007). Abarcando um amplo espectro temporal, do final do século XIX às décadas recentes, os três livros reúnem um grande esforço de síntese de um intelectual comprometido com o desenvolvimento econômico, condição indispensável para a justiça social do país. Sua militância intelectual e a preocupação em compreender os obstáculos ao desenvolvimento cruzaram fronteiras e resultou no livro “Soberania e política econômica na América Latina” (1999), fruto de uma hercúlea pesquisa realizada com apoio da CEPAL.

Suas aulas e orientações no Instituto de Economia formaram uma geração de professores e pesquisadores provenientes de vários estados brasileiros que passaram a refletir a dinâmica da economia de suas regiões. Assim, seu pensamento continua presente nas diversas teses defendidas sobre formação econômica e desenvolvimento regional espalhadas de Norte a Sul desse imenso país. Os espaços de debate da ABPHE – congressos, livros e revista –, foram e continuam sendo enriquecidos pelo pensamento de Wilson Cano, que tem a marca da argumentação racional, crítica e interdisciplinar, orientada pela defesa de um projeto de desenvolvimento econômico que permita um país mais justo e solidário.

Esse foi, é e será o legado do nosso Mestre Wilson Cano.

Sábado, 4 de abril de 2020.
A Direção e o Conselho de Representantes da ABPHE.


 livro introducao a economia
Introdução à economia
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quarta-feira, abril 01, 2020

INSCRIÇÕES ABERTAS para o CURSO Conservação Preventiva para Acervos Museológicos!



As inscrições para o curso Conservação Preventiva para Acervos Museológicos são grátis e ele tem certificado de 40 horas!

O Ibram desenvolveu um curso com informações básicas necessárias ao desenvolvimento de ações de conservação preventiva para bens culturais musealizados, principalmente quanto a atividades de higienização, manuseio, guarda e transporte. O curso abordará informações gerais de conservação preventiva para diversos suportes, tais como vidro, madeira, couro, tecido, orientando os profissionais na formulação de estratégias que minimizem as ações dos agentes de degradação, de acordo com o contexto e tipo de material de cada acervo preservado no museu. 

Carga horária: 40 horas.
Conteúdo: 

1. Conceitos básicos relacionados à Conservação preventiva: Cultura, Patrimônio Cultural, Bem Cultural, Identidade Cultural, Preservação, Restauração, Conservação Preventiva.
2. Constituição física dos acervos e principais agentes de deterioração: conhecimento dos materiais constitutivos dos acervos (orgânicos e inorgânicos) e dos agentes que degradam a matéria: químico, físico e biológico.
3. Diagnóstico das condições ambientais: plano de conservação preventiva.
4. Equipamentos e materiais de conservação: equipamentos de proteção individual, equipamentos para conservação, equipamentos para monitoramento, materiais para acondicionamento e embalagem de bens musealizados.
5. Higienização e procedimentos básicos para os espaços físicos e acervo.
6. Manuseio e transporte de objetos museológicos.
7. Embalagem e acondicionamento de objetos museológicos..


* É preciso se cadastrar no site para ver mais informações do curso 

Para mais informações e inscrições: 
https://www.escolavirtual.gov.br/curso/267

Assista ao nosso vídeo sobre o que é DITADURA!
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Dica de livro:
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Betânea Gonçalves Figueiredo
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Escola Virtual está oferecendo o Curso Formação de Conteudistas para Cursos Virtuais GRATUITAMENTE!




A Escola Virtual está oferecendo uma série de cursos gratuitos sobre criação de conteúdos para cursos virtuais, começando por esse módulo 1!


O curso trabalha habilidades para que você possa atuar como conteudista de cursos virtuais. Este Módulo 1 apresenta uma visão panorâmica acerca das etapas de produção de um curso online e destaca a função do conteudista nesse processo. O Módulo 2, em breve, instruirá sobre como definir os objetivos de aprendizagem de um curso, elemento central para a seleção e confecção dos conteúdos pedagógicos. 

Carga horária: 5 horas.
Conteúdo: 

1. O diagnóstico de necessidades de aprendizagem
2. O design instrucional
3. O conteúdo autoral
4. As mídias digitais
5. O ambiente virtual de aprendizagem.


* É preciso se cadastrar no site para ver mais informações do curso 


Para mais informações e inscrições: 
www.escolavirtual.gov.br/curso/240

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Dica de livro:
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Como preparar conteúdos para EAD
Andrea Filatro
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