Identidade 85 ::

segunda-feira, março 30, 2020

VÍDEO: Caminhos da Reportagem | Raul Seixas: "Esse caminho que eu mesmo escolhi"



A Caminhos da Reportagem, da TV Brasil dedicou um programa a contar a trajetória de Raul Seixas!


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Raul Seixas: Por Trás Das Canções
 Carlos Minuano  
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VÍDEO: Uma curta história dos bancos, dos banqueiros e dos bancários | José A. Fernandes




Quando surgiram e ganharam importância os bancos? Por quais mudanças passaram? E os banqueiros, quem eram e quem são hoje? O que poderíamos dizer sobre os bancários? Eis uma curta trajetória desses objetos e sujeitos tão fundamentais para as transformações econômicas e para a consolidação do Capitalismo!


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domingo, março 29, 2020

Os escritores sem valor | José A. Fernandes



Andando por Montevidéu, Uruguai, no começo de 2014, notei que por lá existia uma infinidade de livrarias, nas principais ruas da cidade, especialmente na 18 de Julio, onde se via uma (ou mais) em cada esquina. Daí me peguei perguntando: que valor se dá aos escritores, quando muitas pessoas ainda não entendem o quão trabalhoso é produzir um texto? 

Aliás, me revolta ver que muita gente ainda pensa que escritor não trabalha. Ou ainda o fato de livros que resultaram de pesquisas sérias ficarem mofando em estantes de bibliotecas públicas, porque não tem capas bonitas e o tema "certo"...

Claro que alguns livros, em minha opinião, gastam indevidamente neurônios de leitores, que poderiam pensar em coisas mais úteis. Livros de autoajuda, ou "ajuda alheia", que vendem milhões, que não ajudam em muita coisa quando o assunto é construir um mundo realmente melhor. Claro que os leitores desses livros também tem sua culpa, mas dada sua posição de busca, acabam sendo antes, muitas vezes, prezas de charlatães.

Não penso no valor propriamente econômico dos livros e sim o valor enquanto objeto de conhecimento e construção social. O valor da significância, não apenas no valor prático. 

Mas, o que quero dizer, sobretudo, é que tem uma parcela considerável de pessoas que vêem livros como coisas descartáveis. Basta uma dar vista por alguns lugares dos Estados Unidos, como Nova York, por exemplo, onde se pode achar livros em grande quantidade nas caçambas de lixo. Não é difícil associar isso ao caráter descartável que as coisas assumem num mundo cada vez mais consumista (que parece sem limites, mas onde muita coisa nada mais é que o "mais do mesmo", ou quase isso).

Mas e os autores? Como eles ficam? Se os livros se descartam com facilidade, como então podemos valorizar seus autores?

Não nos damos conta, pelo menos uma parte considerável de nós não dá, que para se produzir um livro de qualidade é preciso um trabalho realmente árduo, resultado de muita pesquisa. Muito do que dizemos nos livros não é pura criação, isso deve ser dito, mas também não poderíamos chamar de "cópia" (o que incorreria em plágio). Talvez eu diria que o que fazemos, aqueles que trabalham com textos, é algo como uma "elaboração processual", que envolve análise, senso crítico e, o que em História é fundamental, fazemos referência. Eu ainda acredito, apesar dos "pós-modernos" dizem o contrário, que há uma soma de conhecimentos.

E olha que nem preciso entrar nos tipos digitais de texto, coisa que vem se juntando ao caráter impresso e seria assunto para outra postagem. Penso aqui apenas nos resultados de trabalhos que ainda são apresentados em formato impresso. Creio que ainda temos e teremos espaço por muito tempo para eles - muita gente ainda prefere ler livros impressos, ao invés de gastar suas vistas em e-books e afins.

Portanto, ao passarem, ainda que não entrem, mas se postando diante de vitrines de alguma livraria física (ou mesmo quando forem comprar pela internet), não vejam apenas mais algumas pilhas de livros em meio a tantas outras, algo como uma pilha de gente "desocupada" materializada em livros escritos por hobbie. Mas procurem, sim, ver um conjunto de prateleiras que, limpando-se os joios, armazenam-se belos e saborosos trigos, que podem ser estocados e consumidos com o tempo, sem que haja carestia do melhor alimento da mente: o LIVRO.



* Imagem do topo: livraria outlet de Montevidéu retirada do blog vivereetecetera.blogspot.com.br/

** Originalmente postado em 26/jan/2014.

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Porque ler é preciso!



Pessoal, ficar em casa não é fácil! Para facilitar nesse momento e ajudar na quarentena, ler é uma boa maneira de relaxar, trabalhar e mesmo se tornar uma pessoa melhor. O site Amazon tem milhares de e-books com preços muito baixos ou mesmo muitos deles GRÁTIS! 

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sábado, março 28, 2020

VÍDEO: Entrevista com Mario Silva (Elvis Presley Chile Fan Club) [legendado em português]



Em viagem ao Chile, fiz essa bela entrevista, legendada em português, com uma pessoa muy querida, pra falar de ELVIS PRESLEY e de histórias vividas por esse grande fã chileno: Mario Silva, presidente do Elvis Presley Chile Fan Club Oficial.



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Dica de Elvis:
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* Originalmente postado em 18/out/2017.

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sexta-feira, março 27, 2020

Historiadores em Perfil: Jacques Le Goff




Ele foi protagonista em mudanças profundas na maneira de escrever História, fez parte da 3ª geração dos Annales, deixou uma obra vastíssimas e contribuições fundamentais para a compreensão da Idade Média!

Jacques Le Goff nasceu em 1º de janeiro de 1924, na cidade de Toulon, a 839 km de Paris, onde morreria em 1º de abril de 2014.

Tem um trabalho tão volumoso quanto rico, que se situa no grupo dos importantes medievalistas do século XX. Como muitos desses, especialmente os franceses, participou da Escola dos Annales, em sua terceira geração, tendo sido seu co-diretor. 

É nesse contexto, especialmente a partir da década de 1970, que, juntamente com outros historiadores brilhantes, Le Goff esteve à frente de mudanças importantes na maneira de fazer História, dirigindo os estudos do que se chamaria de Nova História (ou Nouvelle Histoire, conforme o nome em francês). Um dos frutos desse trabalho, em parceria com Pierre Nora, por exemplo, seria a coletânea de artigos intitulada Faire de l’Histoire (Fazer História), publicada em 1977, que no Brasil recebeu o título de História - Novos problemas, novas abordagens, novos objetos. No mesmo caminho, no ano seguinte sairia mais um trabalho de volume e de peso, o Dictionnaire de la Nouvelle Histoire (Dicionário da Nova História)



Tais publicações, somadas às pesquisas individuais dos membros da Escola dos Annales, aos artigos publicados na Revista dos Annales e aos livros escritos pelos mesmos, representaram uma verdadeira revolução teórico-metodológica. A partir da França, eles passariam a influenciar diversos países, especialmente na América Latina, como é o caso Brasil, por exemplo, onde a presença dos Annales é marcante. Essa revolução se deu em relação às fontes, que se ampliaram ainda mais em relação às que já vinham sendo usadas de forma mais frequente pelos historiadores franceses desde a criação da Revista e da Escola dos Annales em 1929. Também se deu pela ampliação dos campos de estudo, dos métodos utilizados e da interação da História com outras disciplinas, como a Antropologia, por exemplo, que Le Goff recorreria frequentemente em seus estudos. Enfim, há ainda uma mudança na compreensão do seria História, a incluir toda atividade humana, em seus mais diferentes aspectos. 

Mas, deixemos para falar da Escola dos Annales, da revista e da Nova História - inclusive as críticas que foram feitas à essa última - em outra postagem. Por ora voltemos a Le Goff. Como dissemos, podemos defini-lo como um medievalista. Nesse sentido a sua contribuição seria imensa, tendo trazido novas interpretações sobre o período, incluindo temas como as universidades medievais, a religiosidade, o trabalho, o tempo, o dinheiro (inclusive sobre a moeda, que não é a mesma coisa), as maneiras, as imagens, as lendas, as transformações intelectuais (mentalidades) da Idade Média. Enfim, são inúmeros os temas, como são inúmeros os livros e os artigos publicados por ele (veja bibliografia no fim da postagem). 



Como devemos ser breves nesse perfil, podemos sintetizar dizendo que para Jacques Le Goff, a Idade Média não é a "Idade das Trevas"... Para ele, esse é o período de gestação da Modernidade, com uma infinidade de transformações em seu final, mas também uma riqueza incrível em toda sua duração. Não seria essa uma era intermediária, sempre perdida na escuridão, sem brilho, situada entre as riquezas da Antiguidade e as que viriam com a Modernidade. Para ele, foi antes que isso um período em que as relações de trabalho se transformaram, assim como os conceitos de propriedade e de riqueza se transformaram. Ele dialoga então, por exemplo, com Huizinga (cuja obra mais conhecida é O Outono da Idade Média), com Marc Bloch (o inaugurador dessa série de perfis e fundador dos Annales) e os demais historiadores medievalistas, especialmente os da Escola dos Annales, mas não só. 

Le Goff faz um trabalho de folego, que é denso e profundo, com um brilho que nos faz viajar no que ele escreve. Através de sua narrativa nos faz imaginar a civilização do Ocidente Medieval, os homens, as mulheres, os clérigos, os mercadores e os banqueiros; a religião dominante, os pecadores, os castigos e as inovações e reações às novidades de finais da Idade Média, como o Purgatório, as cidades e o dinheiro. Ele também escreve biografias, algo que tinha sido deixado de lado pelas primeiras gerações dos Annales: é o caso da vida de São Luis, o rei francês de boa fama, que Le Goff dedicou um livro, ou ainda São Francisco de Assis, que também ganhou um. 

Claro que em sua produção extensa há espaço para as reflexões sobre o ofício do historiador, como os que citamos a pouco. É o exemplo também de História e Memória, que não é propriamente um livro do autor, no sentido mais exato, mas sim uma coleção organizada aqui no Brasil pela Universidade de Campinas (Unicamp), com verbetes publicados na Enciclopédia Einaudi. Trata-se de um dicionário de conceitos, uma obra de referência. De livros mesmo do autor teríamos, por exemplo, Para uma Outra Idade Média, que como o título já diz traz uma reflexão em relação a forma como a Idade Média era vista e como ele - e outros historiadores - passaram a pensá-la. Na sua produção há ainda espaço para um Dicionário Temático do Ocidente Medieval, feito em parceria com Jean-Claude Schmitt, lançado em dois grossos volumes.

Enfim, também com reflexões sobre a História e os historiadores, Le Goff deixaria material que seria publicado depois de sua morte com o título A História Deve ser Dividida em Pedaços?. Nele, de forma geral, a discussão gira em torno dos períodos históricos, das divisões e seus problemas, especialmente quando se trata da Idade Média. O que inclui, por exemplo, a discussão sobre o Renascimento e o questionamento sobre se o mesmo deveria ser colocado dentro da Idade Média ou como parte da Moderna. Ou seja, ele pretendeu mostrar, entre outras coisas, que os períodos históricos tem muitos limites, mesmo tendo sido divididos com objetivos didáticos, não sendo tão facilmente reconhecíveis como alguns possam pensar.


 le goff último livro
O último livro

Uma coisa que se deve dizer sobre Jacques Le Goff é que ele é, em geral, de fácil leitura. Até o fim de sua vida ele defendeu a acessibilidade dos textos de História, pra que todos consigam ler e entender o que o historiador escreve. De mesma forma, ele criticou até o fim o distanciamento da escrita acadêmica e sua característica quase impenetrável para os que não são da área. Não é a toa que seus textos, mesmos os mais técnicos, não são impossíveis de se ler! Não é a toa também que ele tenha escrito livros como A Idade Média Explicada A Meu Filho A Europa Contada aos Jovens!

Bom, por enquanto é isso. Caso queira saber mais sobre esse autor, existe, entre outros, a série organizada por Maurício Parada, Os Historiadores, com espaço para Jacque Le Goff. Cabe citar também o ótimo livro de Peter Burke, A Escola dos Annales (1929-1989): a Revolução Francesa da Historiografia. Ainda o volume 5 do Teoria da História, de José D'Assunção Barros, que trata da Escola dos Annales e da Nova História. Outra opção é o livro Escola dos Annales, de José Carlos Reis ou ainda Nova História em Perspectiva, organizado por Fernando Novais e Rogério da Silva. 

François Dosse também contribui para essa história da historiografia onde se localiza Jacques Le Goff, do ponto de vista crítico, com o livro A História Em Migalhas. Dos Annales À Nova História. Em sentido parecido, contribui o livro As Escolas Históricas, de  Guy Bourdé e Hervé Martin. Em inglês há o livro The Work of Jacques Le Goff and the Challenges of Medieval History, da britânica Miri RubinAlém desses, há uma infinidade de edições dos livros de Le Goff em italiano, dada sua relação com a Universidade de Roma, inclusive aqueles que não saíram em português.



Os livros desse autor:

Mercadores e Banqueiros na Idade Média (1956) / título original em francês Marchands et banquiers du Moyen-Age


A Civilização do Ocidente Medieval (1964) / título original em francês La Civilisation de l'Occident Médiéval

Para um Novo Conceito de Idade Média (1977) / lançado novamente em português com o título modificado, Para uma Outra Idade Média / título original em francês Pour un autre Moyen Âge

História - Novas Abordagens - Novos objetos - Novos problemas (1977) / título original em francês Faire de l'Histoire: Nouveaux Problèmes, Nouvelles Approches, Nouveaux Objets

O Nascimento do Purgatório (1981) / título original em francês La Naissance du Purgatoire

O Imaginário Medieval (1985)


A Bolsa e a Vida (1986) / título original em francês La Bourse et la Vie

História Religiosa da França (em colaboração de direção com René Rémond, em 4 volumes, 1988-1992) / título original em francês Histoire de la France Religieuse

O Homem Medieval (dirigido por ele, 1994) / título original em francês Homme Médiéval

A Europa Contada aos Jovens (1996) / título original em francês L'Europe Expliquée aux Jeunes / edição espanhola Europa Contada A Los Jovenes

São Luís, Biografia (1996) / título original em francês Saint Louis

Por Amor às Cidades (conversas com Jean Lebrun, 1999) 

Dicionário Temático do Ocidente Medieval (em colaboração de direção com Jean-Claude Schmitt, 2001) / aparece em outras edições com o nome Dicionário Analítico do Ocidente Medieval título original em francês Dictionnaire Raisonné de l'Occident Médiéval

São Francisco de Assis (2001) / título original em francês Saint François d'Assise


Em Busca da Idade Média (2003) / título original em francês A la Recherche du Moyen Age


Heróis e Maravilhas da Idade Média (2009) / título original em francês Héros et Merveilles du Moyen Âge



Homens e Mulheres da Idade Média (2014) / título original em francês Hommes et Femmes du Moyen Age

A História Deve ser Dividida em Pedaços? (póstumo, 2015) / título original em francês Faut-il Vraiment Découper l'Histoire en Tranches?

A História Nova




Reflexões Sobre a História (entrevista de Francesco Maiello)

Uma Vida Para a História (conversas com Marc Heurgon)

A Idade Média Explicada aos Meus Filhos / Le Moyen Age Expliqué aux Enfants

Uma Longa Idade Média / título original em francês Un long Moyen Age


Apogeu da Cidade Medieval


Os Intelectuais na Idade Média / edição em espanhol Los Intelectuales en la Edad Media / título original em francês Intellectuels au Moyen Age

Un Moyen Age En Images / edição espanhola Una Edad Media en imágenes

La Ciudad y las Murallas

La vieja Europa y el mundo moderno

Une histoire du corps au Moyen-Age (com Nicolas Truong)

20 siècles en cathédrales

Europe Est-Elle Née au Moyen Age

Un autre Moyen Âge



University in European History


Livro destaque desse autor:
 livro história e memoria
História e Memória
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* Essa postagem é só um guia rápido desse historiadores. Se você souber de alguma incorreção ou tiver algum acréscimo de conteúdo a essa postagem, mande-nos nos comentários. Muito obrigado!


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