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Minha Coleção de ELVIS | PARTE 2

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Minha Coleção de ELVIS | PARTE 1

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O programa o Som do Vinil fala sobre "Elis e Tom"

A morte e o funeral de Gardel

[fotos, vídeos e texto]

sexta-feira, março 08, 2019

Um mundo de mulheres: onde o frágil fosse forte



Já pararam para pensar se o curso da história humana tivesse sido traçado pela supremacia das mulheres e não dos homens, como seria?

Desde o que chamamos erroneamente de pré-história, quando começaram a se formar as comunidades, depois transformadas em cidades e enfim civilizações, que comportaram alguns grandes impérios ao longo da existência humana, o homem vem garantindo seu posto como ser superior, legitimando seu mando (com redundância e tudo), apoiado na ideia de que é mais forte, em detrimento das mais fracas criaturas humanas de deus (seja de que religião for): as mulheres.

Basta uma vista no que se sabe sobre as primeiras aldeias, onde mulheres cuidavam de crianças e colhiam alimentos, enquanto os homens caçavam*. 

Se bem que algumas vezes as mulheres subverteram essa ordem, pelo menos em parte, como no caso de Cleópatra no Egito, ou das rainhas da Inglaterra (Elizabeth I, Vitória e a ainda soberana Elizabeth II) ou ainda de Catarina, a Grande, da Rússia. Mas, mesmo aí, a Vitória por exemplo, fazia questão de mostrar sua condição de mãe, de parte auxiliadora de uma grande família.

Mas e se a ordem fosse invertida de verdade? Se as mulheres tivessem supremacia sobre os homens? As feministas logo pensariam comigo... 

... pois fico então imaginando machos sendo puxados pelos cabelos, como nas caricaturas dos hominídeos pré-históricos, por fêmeas carregando seus pesados bastões. Essas mesmas fêmeas se poriam a luta com feras imensas, do tipo de Tigres Dente de Sabre ou de Mamutes, tudo em nome da sobrevivência.

Veríamos ainda na mitologia grega Hera dominando definitivamente Zeus, fazendo com um mortal algo como uma Herculina. Em tantas outras mitologias e religiões a mulher não seria subalterna, mas mandatária.

Mas avancemos um pouco no tempo. 

Que coisa seria ver uma mulher a achar o Novo Mundo, vislumbrando índios nus nas costas do mar, depois de meses viajando por "mares nunca dantes navegados", em naus só com mulheres à bordo. Será que veríamos essas mesmas mulheres a cruzar com nativos, num transe a produzir mestiços? Da mesma maneira, quando negros aqui aportassem, veríamos abusos por parte de capitãs do mato, coronelas, administradoras, todas a usar do material humano para fins sexuais?**

Depois de séculos de idas e vindas na história, após um certo atentado em Sarajevo veríamos então milhares de mulheres a caminhar em formação militar, rumo à Grande Guerra. Dela sairiam as alemãs ressentidas, as austro-húngaras separadas e as russas revolucionárias! As americanas, ah, essas se veriam como semi-deusas que resolveram a parada, enquanto suas amigas Inglaterra e França quase padeceram! 

Para uma nova guerra seria só uma questão de tempo, até que mulheres portando suásticas tomassem o controle da Alemanha; à elas seriam somadas as italianas fascistas, que também queriam um lugar ao sol no domínio global. As japonesas se ofereceriam, muitas das quais se mostrariam fieis camicazes a se sacrificar pela imperatriz. As americanas lançariam mão de seus homens para o trabalho nas fábricas e muitas os deixariam depois na trágica situação de viúvos das milhares de soldadas mortas. 

Terminada a fase de guerra mundial, veríamos uma "mulher de aço" a se destacar na Rússia pelo que fez nas décadas anteriores. Nem tanto pela ajuda que deu às Aliadas na Segunda Guerra, mas ainda mais pela crueldade como tratou suas parceiras de luta, aquelas que acreditaram num país de vigorosas comunistas a dar exemplo ao resto do mundo. Essa mesma senhora se engalfinharia com a presidenta dos States para ver quem mandava mais no mundo, dividindo-o em blocos antagônicos que só acabariam, ao menos oficialmente, quando o Muro de Berlim fosse derrubado (1989) e a União Soviética deixasse de existir (1991). Nesse meio tempo a mulher chegaria à lua, não esqueçamos.

O Brasil bem que poderia ter uma presidenta há bem mais tempo, sem ter que esperar até 2010 por isso. Quem sabe não teríamos algo como a Era Gertrudes, a dominar o país por períodos provisórios, passados à ditadura e depois se elegendo como "mãe dos pobres"! Se isso acontecesse, talvez deixássemos de ser conhecidos como "pátria" e passaríamos a ser vistos carinhosamente como "mátria mãe gentil", afinal, em seu seio é que tiramos a liberdade.


Claro que algumas etnias, a exemplo do Brasil de hoje ainda, comportam tipos matrilineares, mas o foco no momento é outro.

** Não quero que este artigo pareça vulgar, mas nossos antepassados (nem todos claro), viveram vulgarmente, devemos reconhecer. Da mesma forma, entenda-no apenas como uma provocação à reflexão, afinal, sabemos que a história foi o inverso desse universo.


*** Originalmente postado em 26/mar./2015.

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terça-feira, março 05, 2019

VÍDEO: Minha Coleção de ELVIS | PARTE 3 [José A Fernandes]



Mais itens da minha coleção, mais histórias e lembranças incríveis!

Itens desse vídeo:

- CD Elvis The Sun Sessions (1994)
- CD Elvis At The Sun (2004)
- Compacto 45 rpm - Elvis y su conjunto (chileno, anos 1950)
- LP Roustabout (trilha sonora do filme, EUA, out/1964)
- Livro The Compleat Elvis (Londres, Inglaterra, 1978) 


Se estiver recebendo a mensagem pelo e-mail, clique aqui para assistir


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domingo, março 03, 2019

O belo mundo do Zé Butina [com fotos de Danielle Hermes]



Depois de tempos sumido, o Zé reapareceu. Ele esteve doente. Recebemos então notícias e fomos ver como ele estava e o resultado são essas belas fotos do novo paradeiro do Butina.

Já havia um bom tempo que não tínhamos notícias do nosso amigo, que da última vez que soube esteve doente. Mas dia desses recebemos notícias e fomos ver como ele tava. Ele tinha se mudado, fomos falar com ele e registrar as imagens dessa postagem.

A saúde ele recuperou, anda feito fofoca, sua disposição pra viver então, com a roça em volta, não falta mais. O Zé tá feliz, aproveitando coisas que o homem da cidade nem faz ideia nesses dias tão apressados.

Mas o que encontramos nesse que sempre foi o mundo do Zé Butina? Sigamos as fotos e vejamos.

Logo de entrada um catavento, feito com hélices reinventadas de ventilador, combinando com um céu bonito, decorado com nuvens que parecem pintura.


E por falar em céu bonito, bastou olhar pra outro lado, pra ver por detrás de eucaliptos mais nuvens numa outra parte da paisagem.



Mas não era só relva. Havia também os animais do Zé (os "alimar" de que falamos na primeira postagem).


Eu mesmo tive que parar para olhar o que o sítio tinha, lembrar de momentos que ele sempre contou em suas histórias. Das outras vezes ele estava longe de seu habitat, morando na cidade, cercada de concreto e modernidades.


 Acima alguns pássaros...



Em outro canto algumas parreiras...


... as uvas...


E alguns grãos de café.


A natureza parecia posar pras foto.


Com mais do céu e as bananeiras.


A visita aconteceu num finzinho de tarde...



e por isso o ocaso não tardou.


Logo o Zé chamou, na janta ia ter churrasco, que a Dona Maria preparou.





Dica de livro:

 livro menino do mato

Manoel de Barros
 Clique aqui!

Fotografias de Danielle Hermes.

** Originalmente postado em 13/jan/2017.

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VÍDEO: Intolerância [José A Fernandes]




Viver em sociedade é sempre um desafio, nós sofremos com intolerância e impingimos intolerância aos outros o tempo todo. Entender o outro e suas diferenças nos impedem de viver melhor, pois muitos não estão preparados pra aceitar que as pessoas NÃO SÃO IGUAIS. 

Alguns se tornam melhores ao longo da vida, outros simplesmente se prendem à ideias e conceitos e nunca mudam.


Caso esteja recebendo esse post por e-mail, clique aqui para assistir.



📖 Livros sobre Tolerância ::

Tratado Sobre a Tolerância, de Voltaire amzn.to/2vww5Gr

Carta Sobre a Tolerância, de John Locke amzn.to/2vxqJe5

Pedagogia da Tolerância, de Paulo Freire amzn.to/2KLdbAs

Virtudes para um Outro Mundo Possível: Convivência, Respeito e Tolerância, de Leonardo Boff amzn.to/2OWxSMN


* Postado originalmente em 17/mar/2018.

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sábado, fevereiro 16, 2019

LANÇAMENTO! Filhos de Sangue e Osso, de Tomi Adeyemi




Saiu recentemente o livro Filhos de Sangue e Osso, de Tomi Adeyemi, pela editora Fantástica. Uma peça de literatura, feita por alguém de origens africanas, é uma oportunidade de intercâmbio com a história e outras ciências humanas. Uma forma de os professores despertarem o interesse de alunos arredios quando se trata de "história verdadeira e factual" e uma forma de qualquer um ler algo baseado na realidade de forma mais lúdica.

💬 O que o livro conta?

A mitologia iorubá é o fio condutor de Filhos de sangue e osso, que marca a estreia de Tomi Adeyemi na literatura. Graduada em literatura inglesa em Harvard, a jovem escritora norte-americana de origem nigeriana recebeu uma bolsa para estudar cultura africana em Salvador, na Bahia, onde se inspirou a criar um universo de fantasia onde a magia dos orixás corre o risco de se perder para sempre. 

O livro abre a trilogia o legado de Orisha e conta a história de Zélie, uma jovem disposta a lutar contra a opressão sofrida por seu povo. Considerado um dos grandes lançamentos do ano nos Estados Unidos, Filhos de sangue e osso ocupa as principais posições do ranking dos mais vendidos do The New York Times desde o lançamento, há 27 semanas, e já chega ao mercado com adaptação negociada para o cinema pela Fox e publicação em mais de 15 países.

🔎 Onde adquirir?

Amazon - 
https://amzn.to/2N827Qs

Submarino - http://acesse.vc/v2/47273bac72

Livraria da Travessa - http://acesse.vc/v2/4726727d0d



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quinta-feira, fevereiro 14, 2019

Curta-metragem: A casa de pequenos cubinhos (assista!)



Quem já leu minha postagem sobre a felicidade certamente deve ter pensado e tirado suas próprias conclusões sobre o que é e como viver para chegar a felicidade. Quando vi esse curta A casa de pequenos cubinhos (Tsumiki no ie, 2008) pela primeira vez, logo lembrei do que havia escrito e das aulas que ministrei nesses dias sobre o assunto. 

Não tem como não se sentir tocado pela visão da vida e da solidão que nos persegue com o passar do tempo: um velho homem vivendo só, lutando para fugir da inundação que avança sobre sua casa. Não sei como o verão, mas acredito que podemos seguir o caminho que nos leva a pensar nas coisas boas e em como aproveitarmos nossas vidas. Afinal, o que nos restará em anos de vida, além das lembranças e atividades ocasionais e quase rotineiras?

Pode parecer autoajuda, mas o que quero que façam na verdade, quando assistirem, é que reflitam com esse que é considerado um dos melhores curtas-metragens em animação dos últimos tempos sobre o que nos alimenta nossos sonhos e desejos, o que guardaremos de lembranças, o que preencherá nossos pensamentos e o que realmente importará no fim. 

E se ainda assim acharem que se trata de autoajuda, pois que assim seja então!

A direção e roteiro é de Kunio Katô.


Assista:




Dica de livro:


 1808 laurentino gomes promocao

1808
de Laurentino Gomes
de R$ 39,90 por R$ 9,90!

* Originalmente postado em 4/dez/2013.

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