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Poema: Encontro...

por Conceição A. Pereira | Terças Poéticas

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quinta-feira, setembro 20, 2018

Julia Cameron: uma fotógrafa na Era Vitoriana [com álbum de fotos]




Há um tempo atrás estava vendo um documentário sobre a História da Grã-Bretanha, especialmente no episódio que trata da chamada Era Vitoriana, e uma fotógrafa me chamou atenção: Julia Cameron (1815–1879). É sobre que falamos nessa postagem, mostrando algumas de suas fotos.

Aos que se dedicam a arte da fotografia certamente já ouviram falar dela, mas eu, atuando em outra área, ainda não havia. 

Isso é o que é mais interessante, pois na vida podemos, se quisermos, conhecer sempre mais, não importa o assunto. Basta não criarmos barreiras de especializações e áreas, e aí fica tudo mais interessante.  

Julia Margaret Cameron me chamou a atenção por ser uma mulher, uma fotógrafa, em um mundo de homens fotógrafos. Ela nascera em Calcutá, Índia (na época em que era colônia britânica), em uma família abastada e morreria no Sri Lanka em 1879. Se dedicou à fotografia tardiamente, começando aos 48 anos, e não fez disso uma profissão, mas antes um exercício de prazer, ou algo parecido. 

Isso porque ela não se fixou em imagens de pessoas sorridentes, famílias devidamente hierarquizadas ou pessoas com ares estritamente aristocráticos, como era usual na Inglaterra vitoriana e outras partes e momentos. Ela ousa expor figuras melancólicas, por vezes com olhares penetrantes, uma marca aliás em sua obra. 

Aliás, ela mesma quando é fotografa não sorri e quase nunca fita a câmera. Basta uma olhada na fotografia abaixo ou em retratos conhecidos dela, muitos dos quais estão preservados e podem ser acessados no site da National Portrait Gallery (Galeria Nacional de Retratos) britânica.

Henry Herschel Hay Cameron, 1870

Por sua posição social, ela teve acesso a um grande número de personalidades de sua época. O que não a fez fugir da teatralidade e da melancolia que lhe eram características. Nessa linha é que temos dela também uma fotografia das mais conhecidas de Charles Darwin, naturalista britânico autor de A origem das espécies.

Charles Darwin, foto de Julia Cameron (1869)

Sofrendo a pressão de seu tempo, em um mundo onde o papel das mulheres era outro, somando-se especialmente as exigências perfeccionistas do contexto vitoriano, ela foi alvo de duras críticas:

A fotógrafa já foi considerada sem conhecimentos técnicos, por apresentar imagens desfocadas e acusada de fotografar “trivialidades infantis”, pelas imagens de crianças vestidas de anjos. Mas seu trabalho tem sido visto por outros “olhos” na contemporaneidade*.

Enfim, resumidamente, sua vida como fotógrafa se divide em três fases: dedica-se inicialmente às cenas religiosas e renascentistas (1864-1865); a partir de 1866 aos retratos; e, nos anos de 1870, passa a se interessar por cenas de gênero (mitos, lendas inglesas e personagens da literatura popular).


Veja mais fotografias que selecionamos de autoria de Julia Cameron:






O livro Julia Margaret Cameron's Women (em inglês) traz um panorama biográfico de sua vida e conta com uma seleção de suas fotografias.

Dica de livro
Clique aqui!

Outras referências:

* Andréa Brächer (FABICO/UFRGS): Julia Margaret Cameron e a fotografia de madonas.
* National Portrait Gallery: Julia Margaret Cameron. 



Assista ao nosso outro vídeo com a Como fui pra Argentina de busão (e o que fiz lá) clique para ir!


* Originalmente postado em 7/dez/2014.

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terça-feira, setembro 18, 2018

VÍDEO: O que é Imperialismo?




IMPERIALISMO: importante para entender os motivos da Primeira Guerra Mundial, o passado de continentes dominados, o presente de países em crise constante, guerras e miséria. Esse é o evento histórico que deixou marcas profundas na África, Ásia e América Latina.

Quais as formas que ele assume ao longo do tempo? Quem foram os dominadores? Ele acabou ou ainda existe Imperialismo? O Brasil também foi explorado? 

Veja o vídeo até o fim e não esqueça de interagir conosco!


Caso esteja recebendo esse post por e-mail, clique aqui para assistir.

Dica de Livro:

 livro o grande oriente médio vizentini
Paulo G. Fagundes Vizentini
Clique aqui!

DICA DE LIVROS SOBRE O IMPERIALISMO:

:: Cultura e Imperialismo - Edward Said https://amzn.to/2QGG9Fu
:: Imperialismo Ecológico - Alfred W. Crosby https://amzn.to/2MJ4OpP
:: O Imperialismo - Hector Hernan Bruit https://amzn.to/2D8fGxR
:: Da Revolução Industrial Inglesa Ao Imperialismo - Eric J. Hobsbawm https://amzn.to/2xlOmH9
:: Origens do totalitarismo - Hannah Arendt https://amzn.to/2D9p6t9
:: História da China - John G. Roberts https://amzn.to/2NRbBm2
:: Imperialismo Global - Flávio Bezerra de Farias https://amzn.to/2QGGsQE
:: A Política Externa Norte-Americana e Seus Teóricos - Perry Anderson https://amzn.to/2NjwaIe
:: O Caminho para Wigan Pier - George Orwell https://amzn.to/2piizCH

Assista também ao nosso outro vídeo Como fui pra Argentina de ônibus (e o que fiz lá) clique para ir!


* Originalmente postado em 25/jan/2017.

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Poema: Encontro... | por Conceição A. Pereira | Terças Poéticas



Hoje, apenas quero dizer o que sinto...
Não me importarei com as rimas
Ou com a métrica...
Falarei tão somente com a alma...
Mas, o que dizer exatamente?
Minha alma anda povoada 
De uma multiplicidade de  sentimentos...
Uma profunda certeza de realização,
Bem-estar... harmonia... frio... ansiedade...
Quero ser outra pessoa e, ao mesmo tempo,
Quero ser apenas eu mesma...
Sentar e não pensar em nada...
Ouvir e deixar que falem...
Sem pressa, sem raivas...
Os amigos? As grandes respostas...
Inimigos? Profundas perguntas...
Companheiros? Certeza de chegada...
Solidão? Simplesmente necessária...
Amor? Encontro casual... 
Sonho real...
Solução universal....


Conceição Aparecida Pereira é professora de Língua Portuguesa e Literatura, formada em Letras pela UNIJUÍ, mestre em Educação e Cultura pela UDESC, membro da ALBSC - Seccional Barra Velha, poeta, cronista, contista, mas antes de tudo uma recolhedora das suas próprias histórias de vida, arte e amor.

Este poema compõe o livro Depois daquela noite...

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sábado, setembro 15, 2018

Poesia curta - "Só Rir" [por José A. Fernandes]



O que queremos pra nós
é um mundo de nós 
e não ficarmos sós
em solitude atroz


Em notas musicais
Não queremos os sóis
Que nos façam rés e mis
Nem que nos deem dós

O que queremos é um mundo de pessoas 
e não de robôs, 
mas que vivam como andorinhas 
em estações que tragam cor e flor

O outono anuncia 
O que o inverno nos leva
Mas a primavera traz a vida
Que pelo verão é seguida

Disso tudo queremos sorrir
Porque só rir não tem "graça"
Enquanto sorrir ultrapassa
Pra além do momento que passa

José A. Fernandes


Dica do blog:

 livro manoel de barros meu quintal e maior do que o mundo
De Manoel de Barros
Clique aqui! 
* Postado originalmente em 19/dez/2015.

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sexta-feira, setembro 14, 2018

O impagável show de Amy Winehouse


Amy Winehouse em Florianópolis

Um show para quem gostava e para quem queria ver o que ela iria aprontar. Era um 8 de janeiro de 2011, em Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, e cantora era a incrível - e polêmica - Amy Winehouse!  

O retorno de uma “nova rainha”, que esteve sob os holofotes e fumaça de gelo seco, rainha que poderia receber carinhosamente o qualitativo de “a louca”. Falo de Amy Winehouse sim, que fez seu retorno aos palcos, para o meu deleite, no Brasil, no Summer Soul Festival, promovido pela Pachá, em Florianópolis City.

A espera foi cansativa, cheguei em uma van fretada às 19:30 h no Stage Music Park, esperei os portões abrirem às 20 h, fiquei até as 22 esperando o início do primeiro dos 3 shows, de Mayer Hawthorne, tendo em vista que o de Amy seria o último deles.

É importante dizer que os outros dois shows foram ótimos, especialmente o segundo, de Janelle Monae, que fez a galera dançar literalmente. Mas a espera mesmo era para o último, que só começou por volta da 1 hora do dia 9, daí haverem muitos ansiosos e impacientes no público, que ficavam por vezes gritando “Amy, Amy...” (o que eu particularmente acho uma tremenda falta de respeito). A espera me pareceu por fim ofuscar parte do brilho dos demais cantores. Mas o que não podemos é desprezá-los.

O lugar do show em Jurerê Internacional, a ilha de Santa Catarina, e eu vindo da praia da Canasvieiras, com o sol perfeito, um albergue lotado de argentinos, porções de camarão e cerveja a beira mar. Tudo era muito convidativo e valeria o passeio por si só. Mas nada disso estaria completo sem este show, não mesmo! Nada substituiria esta experiência ímpar de ver a dama do soul cantando suas músicas, com sua voz errante, mas poderosa!

Amy Winehouse em Florianópolis

É difícil descrever a sensação de ver a mulher ao vivo. Cambaleante, trôpega, cativante, engraçada, sarcástica, e porque não sedutora, tentando se esconder atrás de seu vestidinho curto rosa-claro. É assim que ela subiu ao palco. Cantou todas as musicas do álbum Back to Black, somadas com outras inéditas. Saiu do palco por algumas vezes, o que deixava todos curiosos pra saber o porquê. Sentou para ouvir os vocalistas de sua banda cantarem. Não seguiu protocolos e nem roteiros. Inesquecível vê-la tomando água, “this is water”, disse ela, pra delírio da galera. Esta foi a Amy que eu sempre ouvi e agora estava vendo ao vivo e em cores!


Por fim, depois de atender aos pedidos de bis (coisa de praxe no showbiss) ela voltou, cantou suas últimas músicas e saiu. Já eram então 2:15 da manhã.

Amy Winehouse em Florianópolis
 Livro Amy, Minha Filha
 livro amy
Para comprar: E-book e Impresso


* Foto do topo: Florianópolis, SC, 8 de janeiro de 2011, de José A. Fernandes.

** Originalmente postado em 14/jan/2011.

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Amy Winehouse, 7 ano e poucos meses depois de partir

Florianópolis

Parece que foi ontem que parti para Floripa, em 8 de janeiro de 2011, para ver Amy ao vivo. Era emocionante poder vê-la, mesmo que todas as previsões apontassem "maus tempos" e "instabilidade", afinal ela estava voltando depois de algum tempo sem se apresentar ao vivo. 

Em alguns momento ela acabou "dividindo atenções" com Ronaldinho Gaúcho que, pelo que contaram, estava recebendo "elogios" e moedas de gaúchos gremistas presentes no recinto, ao som de "mercenário, mercenário..." e por aí vai. É que ele acabara de fechar contrato com o Fla. Mas o gaúcho não é o assunto. Ela era... Amy Jade Winehouse

Alguns apostavam em malabarismos e trapalhadas, sem contar os mais "chiitas" que esperavam por baixarias que pudessem render assunto nos happy hours dos dias seguintes. Mas, por outro lado, havia quem esperasse ver apenas Amy, simpática (ao seu estilo), com jeito cativante e encantador... esperavam estes ver o mínimo, apenas o que fosse possível tirar do corpo magro e pequeno da namorada de Reg Traviss.

Depois alguns anos passados do show ainda posso dizer que foi uma experiência única e valeu cada centavo. E nessas horas prefiro nem dar voz às críticas que foram feitas ao show, afinal,  tem muito crítico que deveria também ser criticado, por falar tanta asneira. O mais importante foi o que vi: alguém fazendo o que podia para alegrar outros, mesmo que muitos nem mesmo a conhecessem direito.

À parte as piadas de muitos, posso dizer que esperava que ela se recuperasse e conseguisse estar ainda entre as cantoras vivas que eu pudesse ver em algum pub de Londres que algum dia vou frequentar. Sobre isso, quero contar-lhes o meu sonho definitivo, coisa minha, que é assistir um jogo dos Diabos Vermelhos (de preferência contra algum dos arqui-rivais, Arsenal, Chelsea e tal) e depois ir de Manchester para Lonres, à um pub qualquer, ouvir música e tomar algumas cervejas, ao melhor estilo Carpe Diem. Nesse sonho estava incluída AMY, ela mesma, ao vivo e de pertinho. Mas... quis o destino que uma parte desse sonho não fosse mais possível.

De qualquer forma, deixo aqui minha homenagem à Amy Winehouse... grato que estou pelos momentos agradáveis com amigos que foram embalados por suas músicas.

Se quiserem lembrar o que escrevi na época:
O impagável show de Amy Winehouse

Foto do topo: show de Florianópolis, SC, 8/1/2011. de José A. Fernandes

* Originalmente postado em 23 de julho de 2012.

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