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Raul Seixas | Micro-bios # 8

José A. Fernandes

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terça-feira, setembro 27, 2022

O que é Golpe de Estado? | José A. Fernandes




Eles são eventos marcantes nas sociedades contemporâneas, especialmente na América Latina. Por isso, é interessante saber o que são e de que forma incidem sobre os diferentes países marcados pela instabilidade política e pelas trocas mais ou menos frequentes de governos e regimes políticos.


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Histórias do Brasil - episódio 7: O Sangrador e o Doutor


Barbeiro aplicando ventosas (Debret, J. B.)

Sangrador pode significar algumas coisas bem diferentes, como por exemplo, "o lugar do pescoço junto ao peito dos animais, onde é dado o golpe para matá-lo" ou mesmo simplesmente "boeiro/lugar por onde se escorrem os dejetos". Mas neste caso, a acepção é outra: é mais como alguém que, nas limitadas possibilidades do Brasil no século XIX, oferecia alternativas para a medicina, como sangrar veias e "deitar bichas". Era uma figura muito importante na época. Daí sua relação com o outro componente do título deste episódio, o doutor. 

Mais uma vez, a visão se volta para o grande tema da escravidão, com inúmeros negros a circular pelas ruas do Rio de Janeiro do século XIX, dos quais muitos deles escravos de ganho, dentre os quais alguns ganhavam a alforria. Era um mundo de sarjamentos, curandeiros, sangradouros, mesinhas, calunduzeiros e tiradentes; com um importante papel da religião.
Entre preconceitos e suspeitas, sobrava aos forros as cooperativas de jornaleiros e as Irmandades. Nisso se insere, Benedito, o personagem da vez. Um forro, barbeiro-sangrador, que passa por uma devassa promovida pelas autoridades, que desconfiam de suas qualidades e capacidade de ganho, movidos por uma denuncia de feitiçaria.

Dos comentaristas, temos mais uma vez Alberto da Costa e Silva e Mary Del Priore, e as estreantes Gabriela dos Reis Sampaio, Lilia Moritz Schwarcz e Tânia Pimenta.




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O que foi a Era Vargas? | José A. Fernandes



Poucos na história do Brasil conseguiram deixar uma marca tão profunda quanto Getúlio Vargas. Só nesse caso que chamamos de Era Vargas, ele ficou no poder por 15 anos! Assumiu depois da Revolução de 1930, ficando quatro anos no que se chamou de "Governo Provisório", se fez permanecer mesmo depois de promulgada a Constituição de 1934, deu novo golpe e ficou mais cerca de oito ano na ditadura do Estado Novo.

Getúlio Vargas foi contraditório, amado por uns e odiado por outros. Implantou leis trabalhistas, deu impulso à economia, mas censurou opositores, limitou liberdades, flertou com o fascismo.

Mas, afinal, ele foi mau ou bom para o país? Foi um personagem contraditório ou simplesmente humano?



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Micro-bios # 3 - Eva Perón 

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* Originalmente postado em 8/out./2019


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sábado, setembro 24, 2022

Chimarrão - por Glaucus Saraiva




Publicado em 1949, no Jornal do Dia, do Rio Grande do Sul, esse poema perfilha tradicionalismos, pra louvar o chimarrão e a Revolução de 1935 farroupilha.

Amargo doce que eu sorvo
Num beijo em lábios de prata!
Tens o perfume da mata
Molhado pelo sereno,
E a cuia, seio moreno,
Que passa de mão em mão,
Traduz no meu chimarrão
Em sua simplicidade
Da gente do meu rincão!

Trazes à minha lembrança,
Neste teu sabor selvagem,
A mística beberagem,
Do feiticeiro charrua;
O perfil da lança nua
Encravada na coxilha,
Apontando, firme, a trilha
Por onde rolou a história
Empoeirada de glória
Da tradição Farroupilha!

Em teus últimos arrancos,
No ronco do teu findar,
Ouço um potro corcovear
Na imensidão deste Pampa!
Reboando nos confins
A voz febril dos clarins
Repinicando: "Avançar!"
Então me fico a pensar
Apertando o lábio assim
Que o amargo que está no fim,
Que a seiva forte que eu sinto
É o sangue de 35
Que volta verde p'ra mim!!!

Jornal do Dia (RS), 4 de novembro de 1949, p. 5 (disponível no site da Biblioteca Nacional Digital).


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quinta-feira, setembro 22, 2022

Revolução Francesa | José A. Fernandes

 



Para muitos o evento que fundou a contemporaneidade, que mudou a França e influenciou o mundo! Saiba mais sobre ele nesse vídeo curto e direto.


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Na França até 1789, havia uma divisão em ordens:
Clero, Nobreza e Terceiro Estado.
Era o absolutismo,
Havia o feudalismo,
Havia a servidão,
A igreja Católica era soberana,
Havia privilégios.
Os privilegiados eram o Clero e a Nobreza,
Que não pagavam impostos,
E ainda cobravam de camponeses, servos, artesão, burgueses...

Os que pagavam a conta faziam parte do Terceiro.
Um grupo muito misturado, como deu pra perceber.
Um grupo que era a grande maioria da população.
Que em meados do século XVIII se sentia muito explorado.

Os camponeses por causa dos impostos e direitos que tinham que pagar.
Muitos no campo e nas cidades que sofriam com os preços dos alimentos, 
Havia fome e morte em momentos mais críticos.
Os burgueses começavam a se destacar economicamente, 
Mas não tinham quase espaço político.

Nesse mundo em ebulição, floresciam as ideias iluministas.
Os pensadores falavam em limites para o domínio da igreja,
Limites para o poder da monarquia, 
falavam em república!
Cresciam as ideias de liberdade:
Econômica, social e política.

O certo é que na década de 1780,
A França ia mau,
Havia crise em muitos sentidos,
Haviam as dívidas do Estado, 
O Rei Luis XVI era fraco e incapaz de governar,
A nobreza esbanjava,
O clero não era muito diferente
- pelo menos assim o Alto Clero.
Havia descontentamento popular,
No campo e nas cidades,
Havia os desejos de participação política da burguesia.

Isso levou a convocação dos Estados Gerais em maio de 1789,
Que o rei se viu obrigado a fazer, 
Mas sem querer.
Ali ficaram evidentes os conflitos de interesse.
O Clero e a Nobreza não queriam abrir mão de seus privilégios,
O Terceiro Estado não queria mais ser explorado!

Havia o voto por estado,
Não por cabeça, 
O que dava vantagem aos já privilegiados:
Já que somavam dois contra um.
Sem chegar a um acordo, 
A tensão foi crescendo,
Tornaram-se manifestações,
Que culminaram no movimento revolucionário.

O primeiro grande passo foi a derrubada da Bastilha,
Velha prisão, símbolo do absolutismo,
Posta abaixo em 14 de julho de 1789.
Dali em diante, foi uma sucessão de eventos,
Muitos deles violentos.
Eventos que colocaram monarquistas e republicanos cada vez mais em lados opostos.

Até tentou-se uma monarquia constitucional,
Onde o rei respeitaria as leis 
E trabalharia para o povo.
Mas, apesar de aceitar formalmente,
Ele nunca se contentou com a nova situação.
Procurou apoio nos reinos vizinhos,
Pensou em dar um golpe,
Voltar ao que era,
Tentou fugir para o exterior em de junho de 1791.

Ele foi capturado.
Tornou-se inimigo da revolução, junto com sua família.
E nos momentos seguintes, a monarquia foi abolida,
Instalou-se a república.
Em meio à fúria dos revolucionários, 
o ex-rei  e a ex-rainha (Maria Antonieta) foram guilhotinados!

Mas, a revolução seguiu,
Muitas mudanças foram feitas,
Algumas delas mais duradouras, 
outras passageiras.
Positivas ou negativas.

Acabou-se com o que chamaram de Antigo Regime.
Declararam-se os direitos do homem e do cidadão.
Puseram fim à servidão e ao feudalismo.
Em 1794, aboliram a escravidão nas colônias.
Promoveram-se, de uma forma ou de outra, as máximas de “liberdade, igualdade, fraternidade”.

Mas as ideias seguiram conflitantes,
Criando-se aquilo que viria a ser conhecido como “direita” e “esquerda” na política.
O voto ora foi censitário, de acordo com a riqueza e a “contribuição”,
Em algum momento o voto foi universal,
Mas, terminando a década revolucionária como começou, 
restrito a uns poucos eleitores e elegíveis.
Voto esse, aliás, que não era coisa pra mulheres. 
Que seguiram com sua participação na sociedade bastante restrita durante todo o período (e além). 

A igreja perdeu seus bens. 
Em determinado momento viu crescer o anticlericalismo.
Padres foram perseguidos, houve mortes.
Os monarquistas e antigos aristocratas também foram presos, 
foram guilhotinados ou fugiram da França.
Alguns voltaram mais tarde, outros nunca mais.

Entre idas e vindas,
Os revolucionários enfrentaram inimigos externos e internos.
No exterior se formaram coligações de países,
Monarcas e nobres com medo de que a ideia francesa se espalhasse.
No interior seguiram existindo movimentos anti e contrarrevolucionários.
Em geral, o inimigo interno foi sufocado, massacrado.
Ao menos os que eram declaradamente contra a revolução.
No exterior a guerra foi constante,
Com perdas e ganhos, 
Mas, em geral, resistindo os revolucionários
E mantendo a unidade nacional francesa.

Brigas se davam no interior do próprio movimento.
Sucederam-se no poder girondinos, jacobinos, girondinos outra vez.
Líderes vieram e foram, voluntariamente, mas também guilhotinados.
Houve o Terror, veio o Diretório, instalou-se o Consulado.
Foram muitos os golpes,
Sendo o último deles aquele dado pelo famoso Napoleão Bonaparte,

Era o chamado 18 de brumário, como se dizia no calendário adotado durante a revolução.
Ou, se preferirem, era 9 de novembro de 1799.
Começava então a Era Napoleônica,
Tinha fim a Revolução Francesa.

Uma revolução intensa,
Com momentos e ações questionáveis,
Mas também avanços importantes
E pontos positivos a serem considerados.
Infelizmente o povo, que tanto contribuiu no início,
Perdeu voz e lugar.
Lugar tomado com quase exclusividade pela burguesia.
Mas, muitas outras mudanças viriam com Napoleão,
Entre outras tantas, especialmente o retorno a uma monarquia, 
Nesse caso o Império.
Mas aí já é assunto pra outro vídeo.

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