Identidade 85 ::

sábado, fevereiro 22, 2020

Olimpíada Nacional de História! Por que estudar HISTÓRIA é preciso!




Em um momento em que a História e as Humanas, em geral, são vistas como disciplinas cada vez mais secundárias e quase descartáveis, participar da Olimpíada promovida pela Unicamp é mais que importante, é urgente!

Eu participei de algumas edições anos atrás, mas fui obrigado a parar pra me dedicar ao Doutorado. Agora que, finalmente, terminei resolvi voltar. Daí é que tá: algumas pessoas me perguntam porquê dedicar meu tempo à promover e participar da Olimpíada Nacional de História do Brasil. Afinal, além de dar as aulas que já dou, preparar materiais e apresentar conteúdos em sala, ainda vou arrumar mais trabalho, mais "problema pra cabeça"! 

Na minha cidade, Guaramirim, SC, até onde eu sei, somos a única escola que já participou da Olimpíada. Me sinto feliz por isso, por ter começado esse movimento em 2013. Mas espero que outros professores de História da cidade também façam o mesmo. Quem sabe assim as "ciências do homem (e da mulher) no tempo" ganhem um pouco mais de atenção e interesse.

Então, acho que não preciso de outro motivo para levar adiante esse "projeto". Afinal, nada melhor que ver alguns alunos interagindo sobre a matéria que poucos se debruçam realmente na escola; ver alguns alunos que pouca gente daria um "tostão" aprendendo algo; vê-los pensando e desenvolvendo a cultura do debate, algo tão importante em nosso país e mundo atualmente tão turbulentos. 

Pena que a propaganda da ONHB ainda seja tímida perto de uma OBMEP ou de uma Olimpíada de Língua Portuguesa. Muitos, vejam só, até questionaram o valor da "nossa" Olimpíada! Mas, sigamos o nosso rumo e fazendo a nossa parte!

Para quem quiser participar também, as inscrições vão até 9 de março (com desconto) e até 24 de abril (sem desconto). O professor pode montar mais de uma equipe com 3 alunos cada. Para isso basta clicar no link abaixo:


Aproveite também para assistir ao mais novo vídeo do nosso Canal!

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Nova edição!
 Lilia Moritz Schwarcz & Heloisa Murgel Starling 
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VÍDEO: O que é Iluminismo? | José A. Fernandes




A sociedade europeia (e a Humanidade, por influência) passou por mudanças profundas desde o fim da Idade Média, tanto na religião, como na política e na sociedade. Num primeiro momento tivemos o Renascimento, das cidades, do comércio e das artes. Tivemos a Reforma Protestante, a resposta católica com a Contrarreforma e seus ramos (especialmente com as missões de catequização do Novo Mundo e com a Inquisição). Mas, um dos momentos chaves, sem dúvida é o Iluminismo, que trouxe a ideia de liberdade (política, religiosa e social) e de que a Humanidade seria liberta através do conhecimento racional, se pondo contra o Absolutismo e a influência da Igreja.

Esses são os assuntos desse vídeo, onde procuramos explicar o que foi o ILUMINISMO, como ele influenciou as sociedades nos séculos seguintes, as revoluções que ocorreram, as mudanças que vieram. Mostra também, de forma rápida, que ele vem sendo criticado, especialmente a partir do século XX, mas que segue presente e vivo nos debates e nas sociedades ao redor do mundo, especialmente as ocidentais!.


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 livro o grande medo de 1789
 Georges Lefebvre 
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quarta-feira, fevereiro 19, 2020

DEVASSA: o que você pensa quando ouve essa palavra? | Gustavo Balbueno de Almeida




Qual a primeira coisa que lhe vem à cabeça ao ler a palavra “Devassa”? Com certeza, alguns pensarão na marca de cerveja que leva esse nome. Mas, o que mais significaria?

Como não relacionar a cerveja “Devassa” às declarações polêmicas da cantora Sandy, não despropositalmente a garota propaganda da marca (que, antes dela, teria como modelo a socialyte e pretensa atriz Paris Hilton, famosa por deixar “vazar” na Internet vídeos de cunho pornográfico)? Outras pessoas, em sua maioria mulheres, ficariam insultadas se fossem chamadas assim, afinal, a palavra devassa remete à devassidão, promiscuidade, etc.

Porém, que tal darmos uma olhada no dicionário? No Dicionário Aurélio on-line, a palavra devassa tem o seguinte significado: Pesquisa de provas e inquirição de testemunhas para averiguação de um fato criminoso ou presumido como tal; sindicância. / Os autos ou processos de que constam essas pesquisas; sumário. / P. ext. Exploração; procura minuciosa; pesquisa. Não posso precisar em qual momento histórico ou por qual motivo se atribuíram novos significados a essa palavra. O que se há de pensar é o porquê de não se usar mais o significado original da mesma.

A palavra devassa é utilizada desde o período colonial e nos remete ao verbo devassar, pesquisar, inquirir. É possível encontrar referências a ela em grande parte da documentação oficial produzida pelos oficiais de justiça existentes daquele período, cujos nomes também não nos fazem muito sentido hoje em dia: juiz de fora, ouvidor, juiz ordinário, entre outros. As obrigações desses juízes assemelhavam-se às dos agentes de justiça atuais: fiscalizar as ações da população local, e julgar os crimes que aconteciam. Quando a denúncia do crime era feita, cabia ao juiz em questão e seu escrivão recolher os depoimentos das partes envolvidas, ação essa chamada de Devassa. Ou seja, a devassa nada mais era que uma espécie de investigação policial acerca de um crime. Após realizada a devassa cabia então, ao juiz, decidir qual seria a pena dada ao individuo – ou indivíduos – considerados culpados.

Um exemplo clássico de devassa foi a realizada após a Conjuração Mineira, de 1789, que culminou na morte de Tiradentes. Os inúmeros calhamaços de folhas que resultaram da investigação são fontes até hoje usadas na escrita da historia do período. Uma das obras mais importantes é da autoria de Kenneth Maxwell, com o singelo nome de “A devassa da devassa: A inconfidência mineira – Brasil/Portugal [1750-1808]”, e é um clássico da historiografia brasilianista da década de 1970.


Sandy e a cerveja Devassa


* Mestre em História e atualmente doutorado pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).


Dica de livro da lista desse concurso:

 o livro de tiradentes
Kenneth Maxwell (Org.)
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** Originalmente postado em 26/dez/2012.

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sábado, fevereiro 15, 2020

RESENHA: Elvis Presley e a Revolução do Rock | José A. Fernandes




Já a algum tempo eu pretendia fazer uma resenha em vídeo pro canal, mas, no fim, um texto para o blog também vai bem. Então quero falar sobre o livro "Elvis Presley e a Revolução do Rock".

Esse é um livro já conhecido de muitos fãs de Elvis no Brasil, mas acho que dialogar sobre ele seja interessante. Até para entender quando os desejos de falar sobre assuntos pessoais superam a necessidade de focar no tema principal, que dá título ao mesmo.

O livro começa bem. Sebastian Danchin faz um histórico que acho até justo sobre o passado "obscuro" do futuro empresário de Elvis, o irlandês Andreas Cornelius van Kuijk, que viria a se chamar nos EUA de Coronel Tom Parker.  Também acerta quando fala no surgimento do fenômeno Elvis Presley. Por isso, no primeiro terço do livro, parece que as coisas estão indo "de acordo", que o autor está interessado em falar de ELVIS, do ROCK e a relação entre os dois, desde o nascimento do ritmo em suas origens até o surgimento do cantor sulista que conquistaria multidões e seria chamado de Rei. 

Ele constrói uma análise forte e profunda do impacto do Rock e de Elvis sobre a cultura tradicional e conservadora norte-americana. Analisa de forma interessante a reação das classes conservadoras, inclusive os ataques ao cantor e o fato de ele ser original do que chama-se em alguns círculo de white trash (lixo branco) sulista. Dá atenção a maneira como esse mesmo sulista conquistou a fama e subverteu a ordem em mais de uma ocasião.

Segue de forma interessante pela demonstração de como o Coronel  transformou seu "pupilo", de símbolo da "rebeldia" em um "Elvis inofensivo", inclusive em um "patriota" ao entrar para o Exército americano em 1958. Isso acontece ao mesmo tempo que procura mostrar a "morte" do rock clássico e também do Elvis rocker

Até aí tudo bem. O problema é que do segundo terço do livro em diante o autor começa a perder completamente o foco. O foco deixa de ser, adivinhem, o rock e a relação de Elvis com ele!

O autor passa a se concentrar demais na pessoa Elvis, no seu status em Hollywood, na sua "decadência", na sua "melancolia", nas questões envolvendo as drogas (legalmente prescritas, mas usadas em exagero) e a sexualidade, em seu casamento "mal fadado" com Priscilla - esse último ponto segue com descrições e detalhes dos muitos relacionamentos de Elvis, especialmente Linda Thompson e Ginger Alden. 

Essas coisas, sem dúvida, geram curiosidade em quase todo mundo que lê sobre um superstar como Elvis. Mas não poderia de forma alguma desviar a atenção do autor, que, na minha opinião, se perde completamente do assunto principal no último terço do livro. Não há mais rock, nem que seja para mostrar o distanciamento de Elvis a maior parte do tempo desse estilo musical. Não há preocupação com a complexidade musical de Elvis nos anos 1970, com seus altos e baixos. O foco fica demasiado nos baixos, nas infelicidades, nos azares, na "decadência" mais de uma vez - parecendo o autor fazer alguma coisa como futurologia ao tentar mostrar o destino marcado e já definido de Elvis desde pelo menos 1972 ou 1973, rumo à fatalidade de 16 de agosto de 1977.

Mais uma vez, na minha opinião, parece que o autor se perdeu e não conseguiu mais voltar. Deixou passar uma oportunidade incrível de fazer uma análise tão boa quanto demonstrou que poderia ter feito da última década musical de Elvis. Ele, no fim, se deixou seduzir pela facilidade das afirmativas mais "comerciais", aquelas que vendem mais, ao evocar lugares comuns e mesmo se ater às desventuras já tantas vezes exploradas (mas nem sempre verdadeiras) de um cantor tão rico, do início ao fim de sua carreira. 


Assista:
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O livro
 livro elvis e a revolução do rock


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Inscrições abertas para o CURSO GRÁTIS Educação Especial: Histórico, Políticas e Práticas!




Mais um curso está sendo oferecido pela UFSCAR, dessa vez com tema Educação Especial. É gratuito, com certificado de 30 horas!



Carga horária: 30 horas
Natureza: aberto, sem tutoria
Público: Professores da Educação Básica e da Educação Superior, Gestores Educacionais, Servidores Técnico-Administrativos, estudantes de todas as áreas do conhecimento e comunidade em geral.

* preciso se cadastrar no site para ver mais informações do curso 


Para mais informações e inscrições: 

Assista ao nosso vídeo sobre Intolerância!
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Dica de livro:
 livro didática e prática de ensino
Didática e Prática de Ensino de História
Selva Guimarães
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quarta-feira, fevereiro 12, 2020

VÍDEO: A Discografia de ELVIS [OU o que você PRECISA OUVIR] | José A. Fernandes





Falar da discografia de ELVIS é tão fascinante quanto difícil, já que existem milhares de lançamentos (oficiais ou não; originais ou coletâneas) e, dependendo da época e do lugar, uma infinidade de variedades de um mesmo disco também. Para simplificar a vida de quem assiste, que nem sempre é um "iniciado no mundo elvístico", nesse vídeo fiz uma seleção dos ÁLBUNS que acho que todo mundo PRECISA OUVIR para conhecer ELVIS. 

Por questão de tempo e espaço, não poderia incluir dessa vez os singles e EPs, além das diversas variações dos discos, que ficam para uma outro vídeo.  


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