Identidade 85 ::

EUA vs China

A eterna possibilidade de guerra entre os velhos e os novos grandes

Historiadores em Perfil

Sérgio Buarque de Holanda

domingo, outubro 25, 2020

Bob Dylan - With God On Our Side [música, com letra e tradução]

 


Já escrevi algumas vezes aqui no blog sobre guerra e também sobre paz. Bob Dylan, em seu momento como cantor de protesto lançou essa música, que num passeio por séculos fala de humanos, de guerras e da ideia de ter "deus eu seu lado". Ouça e leia a letra!



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Tradução

Oh, meu nome é nada, minha idade, menos ainda
O país do qual vim se chama Meio Oeste,
Fui ensinado e criado lá para as leis obedecer
E a terra em que eu vivo tem Deus do seu lado

Oh, os livros de história descrevem, eles contam tão bem
Os ataques da cavalaria e os índios que caíram
Os ataques da cavalaria e os índios que morreram
Oh, o país era jovem com Deus do seu lado

Oh, A Guerra Espanhola-Americana teve seu dia
E a Guerra Civil também logo se foi
E os nomes dos heróis que fui obrigado a memorizar
Com armas em suas mãos e Deus do seu lado

Oh, A Primeira Guerra Mundial, rapazes, lacrou nosso destino
A razão por lutar, eu nunca entendi
Mas aprendi a aceitá-la e aceitá-la com orgulho
Pois não se contam os mortos
Quando Deus está do seu lado

A Segunda Guerra Mundial chegou ao seu final
Perdoamos os alemães e nos tornamos amigos
Embora eles tenham matado seis milhões
Nos fornos que fritaram,
Os alemães agora também têm Deus ao seu lado

Aprendi a odiar os russos
Por toda minha vida
Se outra guerra começar serão eles que iremos enfrentar
Para odiá-los e temê-los, para correr e se esconder,
E aceitar tudo bravamente, com Deus ao meu lado

Mas agora temos armas de poeira química
Se obrigados a atirá-las, então atirá-las devemos
Um apertar de botão, e explode-se o mundo inteiro
E você nunca faz perguntas,
Quando Deus está do seu lado

Nas horas de trevas ando pensando sobre isso:
Que Jesus Cristo foi traído por um beijo
Mas não posso pensar por você, é você que precisa decidir:
Se Judas Iscariotes tinha Deus do seu lado

Portanto agora estou me despedindo...
Estou cansado pra diabos.
A confusão que sinto, nenhuma língua conseguiria descrever
As palavras enchem minha cabeça e se derramam sobre o chão:

(Que) Se Deus está do nosso lado, ele impedirá a próxima guerra.


Letra original, em inglês

Oh my name it is nothin' my age it means less
The country I come from is called the Midwest
I's taught and brought up there the laws to abide
And that land that I live in has God on its side

Oh the history books tell it they tell it so well
The cavalries charged the Indians fell
The cavalries charged the Indians died
Oh the country was young with God on its side

Oh the Spanish-American War had it's day
And the Civil War too was soon laid away
And the names of the heroes I's made to memorize
With guns in their hands and God on their side

Oh the First World War, boys, it came and it went
The reason for fighting I never did get
But I learned to accept it, accept it with pride
For you don't count the dead
When God's on your side

The Second World War came to an end
We forgave the Germans and then we were friends
Though they murdered six million
In the ovens they fried
The Germans now too have God on their side

I've learned to hate the Russians
All through my whole life
If another war comes, it's them we must fight
To hate them and fear them to run and to hide
And accept it all bravely with God on my side

But now we got weapons of chemical dust
If fire them we're forced to then fire them we must
One push of the button and shot the world wide
And you never ask questions
When God's on your side

In a many dark hour I've been thinkin' about this
That Jesus Christ was betrayed by a kiss
But I can't think for you, you'll have to decide
Whether Judas Iscariot had God on his side

So now as I'm leavin'
I'm weary as Hell
The confusion I'm feelin' ain't no tongue can tell
The words fill my head and fall to the floor
If God's on our side he'll stop the next war.


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Podemos dar uma chance à paz? | José A. Fernandes




Às vezes fico pensando se toda essa violência do mundo (física ou não) terá algum dia fim; se todo ódio se dissipará; se as pessoas um dia deixarão de se ver como desiguais. São tantas guerras, tanta desgraça, tanta discriminação...

Quando a gente tá saindo da infância (e é verdade que alguns nunca saem dela) e vai crescendo, algumas coisas começam a passar em nossas cabeças - embora em algumas cabeças na adolescência não passe nada além de confusão e revolta sem motivo. Como é "natural" do ser humano, alguns de nós começam a reconhecer o mundo, o espaço em que vivem, ainda que não faça muito sentido o mundo em que até aquele momento era apenas espaço de gente grande, dos nossos pais.

Embora muitos nem queiram se preocupar, parte de nós começa a entender que a vida é mais complicada do que parecia quando apenas brincávamos nos quintais de nossas casas ou nas creches ou escolas primárias enquanto nossos pais iam trabalhar. Parte de nós começa a "ver o mundo", talvez apenas por imagens dispersas que vão surgindo na TV, na internet ou mesmo nos livros, especialmente nos "didáticos" a que somos expostos obrigatoriamente na escola.

Começamos a ver tanta história de gente matando gente, de gente se odiando, de gente fazendo guerra, de gente querendo se distinguir e ter cada vez mais poder. E isso atrai mesmo a atenção. Por alguns momentos nos atemos às muitas cenas, às muitas batalhas, às muitas rivalidades que redundam sempre em novas guerras. Guerras inclusive entre aqueles que, metidos em religiões, deveriam pregar a paz, pregar o amor entre as pessoas, ensinar a "dar a outra face". Mas não. Ao invés disso há tanta separação, tanta intolerância. É tanto ódio, tanta vingança, tanta vontade de "dar o troco"... que nos dá a impressão de que nunca há outra saída possível. 

No mundo cruel em que vivemos, muitos parecem "bestas feras" brigando por tudo: por dinheiro, por poder, por espaço no mundo, para evitar que outros também tenham dinheiro, poder, espaço nesse mesmo mundo. Sempre existe uma desculpa para o que fazem, nunca uma solução que não envolva a guerra, "quente" ou "fria". E muitos, achando que também fazem parte, que também podem ser como os grandes, os dominadores, compram suas histórias, suas escusas, vão pras guerras, se sacrificam em nome de uma "causa", de um ideal, de um mundo que creem será melhor. O que não veem é que, muitas vezes, são apenas ferramenta, ou piões, não os "obreiros" ou os enxadristas dessas disputas todas. O que muitos não veem é que são apenas massa na mão do padeiro; são ovelhas mansas indo pro matadouro; são servos cegos de um lord que não lhes vê como iguais, como igualmente nobres, como cabeças, mas os vê apenas como desiguais, como "mãos" a serem guiadas por cérebros "mais aptos", "mais sábios", "escolhidos", por isso mesmo mais "merecedores".

Mas como eu disse antes, o mundo é muito, mas muito, mais complicado. A "guerra" não é sempre aquela declarada, aquela onde as pessoas morrem de corpo físico com a esperança de salvar a alma. As guerras também são silenciosas, são sorrateiras até, também vão matando a alma, as crenças e as culturas. Quantas culturas e crenças não morreram e continuam morrendo ao longo de todo tempo em que existe ser humano na terra, simplesmente por serem vistas como demoníacas, como pagãs, como "desumanas"? 

Ao mesmo tempo, tem aquele tipo de guerra entre os que tem e os que não tem. Tanta gente morrendo todo dia, silenciosamente, seja por epidemias (por vezes intencionalmente) não combatidas, por sede (sem que se compartilhe a água, que alguns nos dias atuais até tornaram mais um produto gourmet), e, enfim, por fome, em um mundo em que dividir o que se tem vai contra as "leis de mercado", vai contra o todo poderoso capitalismo. Aliás, quando alguém ou algum grupo defende a divisão dos que tem com os que não tem - e aqui não falo apenas de filantropia - logo são estigmatizados, taxados de "comunistas", de "esquerdistas" que querem tomar o que "os outros conquistaram com suor e sangue" (sangue nem sempre seu, diga-se). Para alguns dividir é uma tortura, é um anátema, pois faz com que os outros se tornem menos inferiores, menos distantes dos nossos pedestais, da nossa "glória inata" ou do nosso espaço conquistado. 

Para esses, dividir é perigoso, pois sempre "vai ter gente mal intencionada". Parece sempre se confirmar nessas mentes a crença generalizada de que "basta dar poder a alguém pra essa pessoa se deixar tomar por ele e querer mandar nos outros". Isso é natural dos humanos, eles são egoístas mesmo, então pra que mudar?! Desse ponto de vista dividir não funciona nunca. Por isso, temos, dizem eles, que defender bem o que é nosso, o nosso país, a nossa propriedade, o nosso espaço. 

Daí voltarmos sempre às guerras, ao ódio do outro "naturalmente" perigoso, que biologicamente carrega as características do mal, que já nasceu perigoso, inferior, que nasceu com a religião errada, que nasceu do lado errado da força. Por isso, por sermos "bem nascidos", superiores, temos a divina "missão" de combatê-los; temos que derrubar seus monumentos, eliminar os seus deuses, não deixar pedra sobre pedra; temos que destruir seu mundo, pra fincarmos nossa bandeira e construirmos um novo mundo.

Em meio a tudo isso, pode parecer que não há nenhuma solução afinal. Pode isso nos levar ao conformismo, "o mundo é assim mesmo, fazer o que?". Embora seja forte isso, na minha cabeça sempre vai surgir algum otimismo, alguma esperança... Não sei como, não sei quando, não sei quem, mas fico imaginando que algo vai acontecer de bom para o máximo de pessoas - na verdade sempre está acontecendo -. Algo vai fazer com que as coisas mudem. Quem sabe então poderemos apagar algumas palavras de nosso dicionário, ou apenas lembrar delas como peças de nosso museu de ideias, para nos lembrarmos do quão maus um dia fomos. Custa muito acreditar, mas às vezes me parece possível pensar em máximas do tipo "o amor sempre vence" ou "o bem sempre vencerá o mau" e imaginar, como numa música de John Lennon, em todas as pessoas vivendo em paz...



Bert Hellinger
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 Guerra Fria segredos

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sábado, outubro 24, 2020

VÍDEO: Meus Discos de Bob Dylan | José A. Fernandes



Fiz esse vídeo pra mostrar pra vocês um pouco de um dos cantores que mais gosto de ouvir. Mostro pra vocês os meus discos de Bob Dylan!


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bob dylan no direction home
livro raul seixas

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MINICURSO! Fascismo: ascensão, governo, decadência e suas marcas na sociedade | Heitor Henrique



O professor Heitor Henrique disponibilizou seu MINICURSO sobre Fascismos!

O objetivo deste minicurso, ministrado no evento Diálogos Sobre História da UFPR, é demonstrar o que é o fascismo e como ele surgiu na Europa após a Primeira Guerra Mundial. Tal movimento se constituiu em regimes de governos autoritários, tendo os seus principais destaques na Itália e na Alemanha entre as décadas de 1920 e 1940, e em outros países com menor intensidade. 

A experiência do Fascismo nestes países levou a uma guerra mundial e suas consequências são sentidas na sociedade até os dias atuais. Também pretende-se demonstrar neste trabalho a sua delimitação política no espectro da direita, bem como a memória deste regime autoritário permaneceu, ganhando adeptos em todo o mundo 80 anos depois e constituindo fortes partidos políticos no mundo atual com várias de suas características nos principais governos do mundo.

Abaixo a aula 1. Para assistir as demais, clique aqui!


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sexta-feira, outubro 23, 2020

E-BOOK GRÁTIS! História ambiental e migrações


O Amazon disponibilizou o e-book "História ambiental e migrações" de graça. São diversos textos de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, nesse livro organizado por Marcos Gerhardt, Eunice Sueli Nodari e Samira Peruchi Moretto! 


Por muito tempo, a migração e o meio ambiente foram vistos como dois domínios (reinos) completamente distintos. Isso também se refletiu no trabalho dos historiadores, com um diálogo tão escasso entre historiadores da migração e historiadores ambientais. 

Assim, com este volume, Nodari, Moretto e Gerhardt, organizadores da obra, oferecem uma contribuição notável para moldar o campo emergente da história ambiental das migrações. E o Brasil, com sua rica mistura de ecologias e culturas, é o estudo de caso perfeito. Em tempos de muros, cercas de arames farpados e crise ecológica, um volume como este é a explicação perfeita de por que a história (e ainda mais a história ambiental) é importante.

🔎 Onde baixar o livro?




Assista ao vídeo sobre o mate no Brasil!

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Revolução Francesa | José A. Fernandes

 


Para muitos o evento que fundou a contemporaneidade, que mudou a França e influenciou o mundo!.


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