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segunda-feira, setembro 20, 2021

Chimarrão - por Glaucus Saraiva




Publicado em 1949, no Jornal do Dia, do Rio Grande do Sul, esse poema perfilha tradicionalismos, pra louvar o chimarrão e a Revolução de 1935 farroupilha.

Amargo doce que eu sorvo
Num beijo em lábios de prata!
Tens o perfume da mata
Molhado pelo sereno,
E a cuia, seio moreno,
Que passa de mão em mão,
Traduz no meu chimarrão
Em sua simplicidade
Da gente do meu rincão!

Trazes à minha lembrança,
Neste teu sabor selvagem,
A mística selvagem,
Do feiticeiro charrua;
O perfil da lança nua
Encravada na coxilha,
Apontando, firme, a trilha
Por onde rolou a história
Empoeirada de glória
Da tradição Farroupilha!

Em teus últimos arrancos,
No ronco do teu findar,
Ouço um potro corcovear
Na imensidão deste Pampa!
Reboando nos confins
A voz febril dos clarins
Repinicando: "Avançar!"
Então me fico a pensar
Apertando o lábio assim
Que o amargo que está no fim,
Que a seiva forte que eu sinto
É o sangue de 35
Que volta verde p'ra mim!!!

Jornal do Dia (RS), 4 de novembro de 1949, p. 5 (disponível no site da Biblioteca Nacional Digital).


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domingo, setembro 19, 2021

Coisas boas na vida | por Conceição A. Pereira | Terças Poéticas



Ouvir aquela música que tanto nos emociona.
Sentar à beira da praia e ficar.
Encontrar um velho amigo 
E descobrir que a amizade supera o tempo.
Ler deitado na rede e dormir em cima do livro.
Acordar e agradecer por mais um dia de vida 
E de possibilidade de ser feliz.
Terminar um curso.
Beijar na boca.
Receber um sorriso.
Ver alguém trocar um bom programa 
Para ficar com a gente, só pelo prazer da companhia.
Conhecer alguém que esperávamos muito.
Chegar a um bela cidade.
Olhar os pássaros.
Sentir a música da cachoeira.
Cuidar de um animal.
Reconquistar um amigo.
Cativar alguém...
Comer chocolate
Dormir um bom sono no meio da tarde.
Brincar num parque.
Ir ao circo.
Dançar até os pés não poderem mais.
Ganhar um abraço daqueles “quebra-ossos” de alguém que amamos.
Partilhar dores, felicidades, 
Pequenas ou grandes conquistas.
Sorrir mesmo que o coração esteja apertado.
Sonhar e acreditar nos sonhos.
Dividir o quarto com um amigo que fala a noite a toda.
Receber os amigos para jogar conversa fora.
Comer pipoca.
Fazer bolo.
Compras...
Encontrar um recadinho no espelho.
Receber um buquê de flores.
Agradecer sempre ao Criador a vida que recebemos.


Conceição Aparecida Pereira é professora de Língua Portuguesa e Literatura, formada em Letras pela UNIJUÍ, mestre em Educação e Cultura pela UDESC, membro da ALBSC - Seccional Barra Velha, poeta, cronista, contista, mas antes de tudo uma recolhedora das suas próprias histórias de vida, arte e amor.

Este poema compõe o livro Depois daquela noite...

Leia os outros poemas!

 terças poeticas conceicao pereira

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sábado, setembro 18, 2021

VÍDEO: O que foi o Mercantilismo? | José A. Fernandes




Num momento de transição do Feudalismo para o Capitalismo, temos o Mercantilismo. Mas, o que ele foi exatamente? Quais suas principais características? E o que ele tem a ver com a gente e com os dias atuais?


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Nova edição!
 livro o grande medo de 1789
 Georges Lefebvre 
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LEGENDAS NO CANAL! OS VÍDEOS ESTÃO SE TORNANDO MAIS ACESSÍVEIS!

 


Hoje iniciei um processo que era um desejo já há algum tempo: comecei a criar legendas, para tornar os vídeos do Canal mais inclusivos...


Não tenho condições de ter um interprete de LIBRAS no canal, mas iniciei um processo de criação de LEGENDAS para os vídeos, a fim de que a população surda também possa ter acesso ao seus conteúdos.

Para começar, escolhi um dos vídeos que vem se destacando, falando sobre a história dos "bancos, banqueiros e bancários".

Daqui em diante farei com os demais vídeos, na medida do possível. Por isso, sempre convido a quem quiser, para que considere se tornar um apoiador dos nossos projetos.
 
Assim terei mais condições de criar conteúdo que creio que seja relevante e de forma cada vez mais inclusiva, contando com mais colaboradores nesse processo.

Se desejar conhecer nossos projetos: 


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Dica de livro:
O papel da pesquisa na formação e na prática dos professores
Marli Eliza D.A. de André

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Papo de professor: quebra-cabeças





Às vezes quando damos aulas e aplicamos atividades sentimos como se fossemos fabricantes de quebra-cabeças e como se os alunos vivessem para montá-los, ou quase isso...

Falo isso pensando em História, matéria que me formei e dou aulas, sempre observando a maneira como cada aluno se põe a montar a imagem que lhes é oferecida em partes dispersas em palavras e imagens quando das atividades propostas. 

Sabemos que não são todos (todas) iguais, que tem gente diferente, de cabeça de todo tipo, com tempos de aprendizagem distintos por vezes, com limitações sempre presentes.  Devemos valorizar a diferença, não desprezando o tempo de cada um, mas sabendo também que o desinteresse é uma infeliz realidade. De qualquer forma, observar a maneira com que pegam aquilo que lhes é oferecido (textos, imagens, sons, etc.) e dele fazem uso nos ensina bastante coisa sempre.

Mas, aqui não vou falar daqueles que sofrem por alguma limitação intelectual (que muitas vezes nos dão verdadeiras lições de dedicação e zelo) e à parte o desinteresse, falemos daqueles que são ditos "normais" e são postos a montar os quebra-cabeças...

Reparo que, nas turmas que venho trabalhando, a maioria se preocupa em encaixar as peças que encontra em livros e textos, "achando-as" e por vezes (alguns dirão com frequência)  não dando conta, produzindo assim verdadeiros Frankensteins, com peças desconexas e forçadamente ligadas, onde as "imagens" produzidas são distorções de dar calafrios. Mas lembremos que alguns deles tentaram, com algum esforço...

Alguns outros, por sua vez, se preocupam em colocar tudo no seu lugar, com visão lógica do tabuleiro, ordenando e anotando minúcias. Daí lembremos que estamos falando de uma disciplina que é das Humanas, que não pode ser tão bem encaixadinha assim... De qualquer maneira esses se preocupam em não perder nenhuma peça, em colocar tudo no seu devido lugar. Desses podemos esperar coisas boas, cenas bem produzidas, embora sem deles ousar fugir. 

Mas, existem os "reinventores" - e como dá gosto quando eles dão as caras! São aqueles que vão além, reelaborando o que leem/veem, aumentando o nível e a quantidade de peças no encaixe, deixando as simples carinhas e paisagens de poucas cores para se aventurarem em paisagens ricas e cheias de vida, acrescentando por vezes (e por conta própria) peças novas. Esses devem sempre saber que são livres pra ousar e ir além do que não constava do roteiro inicial. São essas mesmas produções que dão vida nova e enchem nossos olhares de belas imagens, nos fazendo deixar a vida de inventores "super espertos" para nos tornarmos observadores (por que não?) de raridades que poderiam se tornar rotina...

E no fim, o que esperamos é que ao menos se sintam desafiados e que os quebra-cabeças que oferecemos nos sejam de vez em quando devolvidos com novas cenas, daquelas que fazem o quadro montado valer toda vista!

Dica de livro:
O papel da pesquisa na formação e na prática dos professores
Marli Eliza D.A. de André

* Originalmente postado em 20/maio/2015.

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