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Raul Seixas | Micro-bios # 8

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José A. Fernandes

sexta-feira, fevereiro 26, 2021

Resenha: Documentário Johnny Cash - The Gift [O Dom] | José A. Fernandes




A YouTube Originals lançou o documentário The Gift - A Journey of Johnny Cash e eu resolvi fazer esse vídeo pra dizer o que achei!


Assista:
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* postado originalmente em 23/dez./2019.

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DOCUMENTÁRIO: Rolling Thunder Revue - A Bob Dylan Story [Resenha]


Saiu em junho de 2019 o documentário-filme sobre Bob Dylan, Rolling Thunder Revue. Assistimos e queremos dar algumas palavras a respeito!

Uma turnê que não deu lucros, mas que foi riquíssima em cultura. Assim que poderíamos definir os momentos experimentais vividos por Dylan e sua trupe em 1975. Um ano de crise nos EUA e no mundo, momento de protestos, de mudanças e de convulsões. Assim mesmo um ano rico em cultura, que provou que o valor das coisas não está no dinheiro, mas sim na qualidade da cultura, em seu sentido mais completo, que inclui experimentação, exotismo, exoterismo, protesto e vida vivida ao extremo - incluindo nesse caso os seus exageros ao estilo Rock'n'roll


Dylan e Baez

Mas, o documentário de Martin Scorsese não é só feito de realidade, há muito de encenação misturada. Ele é descrito como o registro da turnê em que o cantor levava o álbum Desire à cidades e lugares menores dos EUA, mas os encontros de bastidores são na verdade retirados do longa Renaldo and Clara, dirigido pelo próprio Dylan em 1978, e os depoimentos, em grande parte, são encenações. Assim, quando assistimos podemos achar, por exemplo, que a turnê de Bob Dylan envolveu o político Jimmy Carter, um encontro com Sharon Stone, e um registro por um tal de cineasta chamado Stefan Van Dorp - esse último nunca existiu. É difícil separar os relatos entre verdades e mentiras, mas esta é a genialidade por trás de tudo, já que o real é, muitas vezes uma questão de percepção - como historiadores como eu e alguns colegas aprendemos na faculdade.



De qualquer forma, a multiplicidade de corpos, símbolos e sentidos é o que Rolling Thunder Revue quer passar no final. Bob Dylan e Joan Baez liderando com suas vozes únicas, Allen Ginsberg dando o suporte místico e mais um grupo multifacetado de cantores e músicos dando vida ao projeto que tinha ares circenses. Tudo isso transformado em documentário-filme. 


Dylan e Ginsberg em visita ao túmulo de Jack Kerouac (On the road)

Mas voltemos ao que é "real". Como dissemos, a turnê não deu lucros. Bob Dylan e cia, dada sua afinidade com a experimentação, preferiram lugares menores, com público mais novo, com pouco dinheiro para gastar. Para se ter uma ideia, os ingresses dos shows de Dylan nesse ano custavam em média 8 dólares, enquanto os shows de Elvis Presley, que lotavam grandes espaços, custavam em média 10 dólares. O grupo de Dylan em alguns momentos, com dinheiro reduzido, teve que se adequar à situação, inclusive com alguns músicos tendo que se "rebaixar" à condição de ajudantes. Mas, enquanto os organizadores esperavam por lucros, essa não foi a intenção "essencial" de Dylan, que mostrou estar mais preocupado em fazer arte. 


Dylan em entrevista para o documentário

Bob Dylan estava preocupado também, na ocasião, com uma causa em particular: a de Rubin Carter, o Hurricane. Ele, negro, havia sido acusado e julgado por triplo homicídio qualificado pelo ocorrido em Lafayette Grill localizado em Paterson, New Jersey, em 1966. Desde então estava preso injustamente, sob flagrante motivação de racismo. Nos anos do julgamento, foram verificados diversas inconsistências nas acusações e controvérsias por parte da acusação. Dylan assumiu a causa e passou a conclamar seus fãs a defenderem Carter, pedindo sua libertação. Como não poderia deixar de ser, em Rolling Thunder Revue, o ex-promissor boxeador tem uma participação no documentário, com imagens da época e atuais. E, claro, com a música feita para sua defesa - Hurricane - sendo apresentada pela primeira vez no fim do ano ao público, como uma volta às músicas de protesto por parte do cantor. 


Em visita a Rubin Carter na prisão

Mas, Rubin Carter e sua música são apenas uma pequena parte da turnê. A playlist executada nos shows daquele ano é riquíssima, com muitos grandes sucessos, velhos e novos, tais como IsisBlowin' in the wind, One more cup of coffee, Like a womanThe lonesome death of Hattie Carroll e Hard rain.



Enfim, antes que eu comece a multiplicar o número de spoillers, só quero deixar como comentário qualitativo, quase parafraseando o nosso Raul Seixas, que esse documentário é denso, largo, profundo... e vale muito a pena!


Assista ao trailer:

No Direction Home
2 DVDs Deluxe Edition
livro raul seixas


Assista One more cup of coffee da turnê de 1975:
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quarta-feira, fevereiro 24, 2021

Não nascemos PRONTOS | A dúvida, o erro e o ato de aprender SOBRE SI | José A. Fernandes

 


A graça da vida é aprender, conhecer, construir a si mesmo!

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Livro sobre nada
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terça-feira, fevereiro 23, 2021

O prazer da escrita | José A. Fernandes


Escrever é uma arte, que exige dedicação, prática, aprendizado, criatividade e prazer.


Escrever é algo que pra muita gente é um prazer. E assim precisa ser. Quem dera todos entendessem a maravilha de transformar ideias em palavras, ainda que as palavras nem sempre traduzam fielmente as sensações e emoções que sentimos. Há quem diga que escrever é desenhar com palavras ou fazer pinturas. Ou ainda que quem cria uma história, põe nela elementos de si mesmo e do mundo a sua volta. Tudo isso é verdade. 

Ainda é verdade entender a escrita como uma terapia. Se coloca o que se sente, expressa-se o que está no fundo. Desvenda-se e formula-se o que está escondido no subconsciente. Isso serve para o tipo de escrita poética, onde pode haver muito de psicólogico e subjetivo.

Escrever é viajar, assim como abrir um caminho que será percorrido pelo leitor. Um caminho que tem como guia o escritor, mas que pode ser passível de atalhos, levados os viajantes por sua própria curiosidade, por sua interpretação e vislumbre das cenas e personagens. 

É assim que muita gente se aventura, escreve poemas, poesias; procura meios de fazer pesquisas sobre temas mais sérios - através de uma universidade ou mesmo de memórias próprias, somadas às de outros. Cada um sentindo o prazer da escrita de uma forma diferente e com caminhos e ferramentas de ação que não são sempre os mesmos. Pode-se publicar em material físico, pode-se optar por meios digitais...

O certo é que o escritor é sujeito, tanto quanto é analista, avaliador dos mundos que descreve ou das histórias que "recupera". É criador de ideias, formulador ou re-formulador de conceitos, em muitos casos interlocutor... O escritor é "dialogador", é crítico, é refutador. Ele sente, reage, interage, desvenda, recria. Mesmo em temas mais sérios, objetivos, a mão do escritor-pesquisador se faz sempre sentir, partindo do mundo "real" em que vive, com o contexto em que se insere e as perguntas que tem em mente, antes, durante e depois de concluir a escrita. Assim é que se diz, por exemplo, que um historiador se insere no seu tempo, com as curiosidades e indagações de sua época.

Mas, pra ser um bom escritor é preciso também ser um bom leitor. Se não se tem alguma compreensão do mundo - ainda que o seu próprio - não há como criar, viajar, deslindar... Não há como encontrar respostas, nem mesmo saber quais perguntas fazer.

Isso é interessante, porque muita gente já pensou em publicar um livro - até coloca isso entre os objetivos de vida. Mas, muitos desses ficam só na intenção, nem gostam de ler... e mesmo que leem, não se veem sentados horas à fio na frente de um computador - que em outros tempos seria uma clássica e nostálgica máquina de escrever. As pessoas que desejam publicar algo não entendem o processo, não procuram saber sobre as etapas para publicar um livro ou parte de um. Não entendem os mecanismos da internet, por exemplo, e como fazer com que o que escreveu chegue aos leitores desejados. Muitos, quando começam a entender os processos e as dificuldades que envolve, se desencantam, desistem da empreitada ou abandonam no meio do caminho.

Mas, acredito que muitos, como eu, querem e põem em palavras o que pensam e sentem. De uma forma ou de outra. E fazem isso depois de terem lido um número minimamente adequado de livros, de ter viajado por mundos novos e fascinantes, por ter sentido raiva de personagens históricos que já morreram há séculos ou mesmo décadas. Gente que, como nós, é apaixonada por ler, mas não se contenta em acumular leituras, precisa espalhar, compartilhar o que entendeu e o que sentiu.

Essas pessoas entendem que não se aprende a viver, sem ler o mundo - mesmo que as palavras não estejam escritas, mas codificadas em pinturas rupestres ou esculturas antigas. Entendem que não se torna um escritor sem ler e praticar a escrita. Sem por em prática a imaginação e a criatividade. Sabem esses que não se pode julgar os bons e os maus sem conhecer sua história, especialmente o que deles ficou "escrito". Em meio a tudo isso precisa entender a beleza de se ler, o prazer da escrita e, ainda mais, de ser lido.
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segunda-feira, fevereiro 22, 2021

Da República Velha à Revolução de 1930 | José A. Fernandes

Até 1930 tivemos no Brasil a Primeira República, ou República Velha, como chamariam os revolucionários que derrubariam as velhas oligarquias cafeeiras e instaurariam uma nova fase na História do país.

Nesse processo, uma soma de fatos e eventos, dentre os quais o fim a política do "café com leite", a ação dos tenentes que se agitaram e promoveram revoltas, a Crise de 1929... Foi um período de agitação e transição, o país conheceu mais um golpe, instaurou-se a Era Vargas, que só terminaria em 1945. Foram momentos de mudanças, mas também de permanências, especialmente das elites no poder e do povo sob controle.



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Clique aqui!

Livros relacionados a esse vídeo:

Revolução de 1930, de Ítalo Tronca

A Revolução de 1930, de Boris Fausto

1930: Águas da revolução, de Juremir Machado da Silva

A Invenção do Trabalhismo, de Angela Maria De Castro Gomes 

Getúlio (1930-1945), de Lira Neto

Getúlio Vargas, de Boris Fausto

1932: São Paulo em Chamas, de Luiz Octavio de Lima

Brasil: de Getúlio a Castello (1930-64), de Thomas E. Skidmore

Copacabana: A Trajetória do Samba-canção (1929-1958), de Zuza Homem de Mello

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