Identidade 85

quarta-feira, julho 18, 2018

Hoje é dia de Mandela!


Nesse 18 de julho Nelson Mandela completaria 100 anos. O estadista sul-africano foi líder na luta na África do Sul contra a política de segregação racial conhecida como "apartheid" e ficou preso injustamente por 27 anos por lutar contra as injustiças de seu país. Solto em 1990, seguiu com o movimento que traria mais igualdade entre brancos e negros. Em 1993 ganhou o Prêmio Nobel da Paz.

Veja algumas fotos!




Confira uma seleção de livros sobre ele: amzn.to/2Nni0kW

A nossa sugestão:

 livro mandela
Nelson Mandela
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sexta-feira, julho 13, 2018

Dia do Rock ou o Rock do dia




Já passamos por tantos anos desde que o primeiro Rock foi gravado por Elvis e cia. Passaram-se também anos até que se institui-se um Dia Mundial do Rock. Aproveitemos então para fazer uma viagem pela trajetória do estilo mais vivo e duradouro do mundo!

Tudo começou (ao menos oficialmente) num 5 de julho de 1954, quando Elvis Presley entrou nos estúdios da Sun Records e com Bill Black e Scotty Moore gravou That's all right mama. Coisas interessantes vinham acontecendo antes disso; o mundo já conhecia Bill Haley and his comets e outros experimentadores que misturavam ritmos variados (Blues, Gospel, Country, etc.) e formavam um novo estilo, que, no entanto, ainda carecia de uma figura estelar máxima. Foi aí que entrou em cena o garoto de Tupelo, um branco que cantava como negro, que morava então em Memphis, onde ficava a gravadora de Sam Phillips. 

Não tardou para que ganhasse fama e os críticos o alçassem ao posto de Rei do Rock'n'roll!

Começaria aí a década do som que os puritanos classificariam entre as grandes obras do diabo. E olha que essa mesma década de 1950 ainda teria espaço para outros, como Jerry Lee Lewis, Carl Perkins, Little Richard... 

Lá se foram 65 anos desde aquele 5 de julho!

De lá pra cá já vimos surgir bandas estelares e cantores megatômicos. Nos anos 1960 os Beatles, Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin e Pink Floyd, além de outras tantas que brilharam e num piscar de olhos desapareceram, ao menos dos olhos do grande público - falo, por exemplo, dos Birds ou dos Monks (que conheci recentemente, que cantam I'm A Believer, música tema do Shrek). Vimos também surgir cantores como Bob Dylan, Jimi Hendrix, David Bowie, Janis Joplin e Eric Clapton (se bem que nessa época tocasse com a Cream), que deixaram marcas e ainda conseguem provocar estragos com suas letras e performances. Ainda nessa lista temos obrigação de acrescentar Raul Seixas, que faz sua estréia com Raulzito e os Panteras, em 1968, e ganha notoriedade sobretudo na década que viria a seguir, tornado-se o precursor do Rock Brasileiro.


álbum de estréia da banda Pink Floyd

Nas próximas décadas o Rock continuaria se reinventando, o que lhe deu força e um vigor que não pode ser igualado tão facilmente por outro estilo. Os subestilos de Rock parecem ilimitados (havy metal, psicodélico, progressivo, indie, punk, alternativo e por aí vai) -  daí uma limitação em dar conta de tantos deles por aqui.




Nesse sentido, temos a década de 1970, em parte resultado das experiências do fim da década de 1960. É a minha década preferida, até mesmo quando se fala de Elvis, um cantor já mais maduro, que por esse época críticos relegaram ao "brega" - esse brega que me parece o da crítica e não de Elvis, mas deixemos essa polêmica para outra hora. O fato é que algumas bandas que vinham dos anos 1960 se encorparam como nunca e outras surgem como sinal de um desabrochar de vigor sem fim. É a década de AC/DC, Deep Purple, The Runaways, Black Sabbath, Kiss e Queen...


Ozzy em pose "típica"

Veio então a década de 1980. Uma década que não me fascinava muito, ao menos até tempos atrás. É a década perdida para alguns, e de notoriedade para outros. De qualquer forma, só para citar algumas bandas brasileiras ganham espaço, temos: Os Paralamas do Sucesso, Titãs, Legião Urbana e Sepultura. Dos gringos temos o momento de The Cure, Guns and Roses, Iron Maiden, Metallica, Red Hot Chillie Peppers e por aí vai.



Na mesma década de 1980, mais exatamente em 1985, no dia 13 de julho, seria institucionalizado um Dia Mundial do Rock. Uma data que desde então celebra anualmente o Rock'n'roll, resultado de um desejo de Phil Collins e que foi escolhida por causa do Live Aid, evento beneficente binacional que aconteceu nesse dia, simultaneamente nos Estados Unidos e no Reino Unido. No evento participaram grandes artistas, tais como: Paul McCartney, Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood, Elton John, Queen, David Bowie, entre outros.


Phil Collins e Sting no Live Aid 1985

Mas, à parte a constelação que compôs o Olimpo daquele primeiro 13 de julho (naquele mesmo ano em que este blogueiro que vos escreve nasceu), as opiniões se dividem entre esta data e o 5 de julho acima mencionado. Os fãs de som mais pesado tem uma tendência à colocar de lado os feitos daquele "Rockzinho antigo, que não tem perigo de assustar ninguém". Preferem o som furioso, com guitarras potentes e batidas nervosas de bateria, que começou a aparecer já no ocaso dos anos 1960. Os mais "clássicos" preferem o som puro e simples, que conseguem entender, dos Anos Dourados e um pouco além. Aquele som que vinham acompanhando, dos cabelos entopetados, roupas que hoje alimentam o mercado vintage e que fazia (e ainda faz) as pessoas se prestarem às danças características e por que não dizer ritualísticas (fascinantes por sinal). 


Raul Seixas em show histórico em 1974, no 
Teatro das Nações em São Paulo

Em resumo, o que quero dizer aqui é que, independentemente do subestilo e da época que se prefira, o Rock'n'roll é o estilo que muitos ouvem e ganha nova, se bem que duvidosa, roupagem a cada metamorfose. Vejo no horizonte distante algo de positivo em tudo isso. 

E independente da data que você escolher (eu fico com 5 de julho...rs), o que vale é curtir o velho e bom Rock'n'roll!


Dica do Dia:

Rock And Roll - Uma História Social
de Paul Friedlander

 livro rock and roll
* As imagens dessa postagem são de reproduções, sendo difícil definir as suas autorias.


** Originalmente postado em 13/jun/2014.

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Sobre a escravidão no Brasil


O tema desta postagem é a Escravidão no Brasil, que, embora seja muito importante, não é tratado adequadamente por professores e os alunos sabem muito menos. Sobre isso, gostaria de falar com vocês brevemente sobre algumas informações que passam batidas

Em primeiro lugar, nos tempos da escravidão, os negros eram conhecidos pelos nomes dos portos ou regiões africanos de onde vinham e não por suas etnias. Por exemplo, se fosse embarcado no porto de Benguela, se diria: "ah, fulano de tal é Benguela".


Além disso, eram batizados com novos nomes ocidentais, perdendo seus nomes originais, havendo assim ao longo de nossa história muitos Joãos, Marias, Fortunatas e Sebastiões.  


Um pouco mais polêmicos são os casos de alguns personagens lembrados constantemente quando se estuda o tema, como, por exemplo, Zumbi e Chica da Silva. A maioria dos livros didáticos que conheço esconde o fato de que essas duas pessoas, além de outras, conforme muitos pesquisadores, também tinham escravos. Não que devamos aqui denegrir suas imagens ou que seja missão do professor desconstruir esses heróis (o dia da morte de Zumbi, 20 de novembro, foi estabelecido como nosso Dia da Consciência Negra), mas acho que seria mais construtivo se abríssemos o jogo com os nossos alunos e abordássemos a questão com essas informações, que para muitos (inclusive para alguns professores) é nova.


Outro ponto polêmico é que a escravidão não é uma invenção ocidental, ela já era praticada entre os reinos e cidades africanos, inclusive entre aqueles convertidos ao Islamismo - assumindo claro formas diferentes ao longo da história. No caso africano já havia sim o comércio de escravos antes do contato com os europeus, se bem que em muitos reinos que assumiram o Islamismo como religião oficial houvesse espaço para os escravos em funções públicas e outros cargos burocráticos. 



Mercado de escravos no Yemen (1236-1237), Manuscrito árabe. 
Disponível no blog oridesmjr.blogspot.com.br

Sobre esses e outros aspectos da história afrodescendente brasileira e mundial podemos chamar a atenção ainda para outra questão que não é tradicionalmente abordada nas escolas: a das religiões e religiosidades originárias de várias etnias e reinos africanos. Neste caso, já está claro que na história que muitos de nós aprendemos há uma sobreposição das religiões dos povos "dominantes", sobretudo o Cristianismo e também, como mencionei antes, o Islamismo.


Assista ao nosso vídeo 


Caso esteja recebendo esse post por e-mail, clique aqui para assistir.

Por último, como dica de leitura quero deixar o livro A Enxada e a Lança, de 
Alberto da Costa e Silva.


 livro a enxada e a lanca
Clique aqui!

Foto do topo: Escravo de origem iorubá (grupo étnico da África Ocidental), com escoriações características. Foto de 1885, Coleção Tempostal, Salvador.

* Originalmente postado em 13/fev/2013.

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domingo, julho 08, 2018

VÍDEO: O que é escravidão? | da Antiguidade aos dias atuais [Jose A Fernandes]




Nesse vídeo procuro mostrar como a escravidão mudou ao longo dos séculos, desde que existe seres humanos na terra até as formas atuais de escravidão. 

Dou atenção especial para a escravidão negra no Brasil e nas Américas, procurando mostrar como se desenvolveram com o passar do tempo as ideias racistas e racialistas, que procuravam justificar a sujeição de alguns grupos classificados arbitrariamente como "inferiores" por outros que se auto-classificavam "superiores".


Caso esteja recebendo esse post por e-mail, clique aqui para assistir.


Dica do blog:
 livro a enxada e a lanca
de Alberto da Costa e Silva
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sexta-feira, julho 06, 2018

Elvis: a borboleta que inventou o Rock! por Sergio Biston



Ha exatos 64 anos, uma borboleta bateu asas no número 706 da Union Avenue. Era Elvis gravando That´s All Right Mamma

Apenas ele no violão, Scotty Moore na guitarra, Bill Black no baixo e Sam Phillips no gravador, testemunharam o bater de asas. Nenhum deles jamais podia imaginar o que iria acontecer, mas sabiam que o que tinham feito era algo muito, muito diferente. 

Nas palavras do biógrafo Peter Guralnick, era " algo que nunca havia existido antes neste planeta".Três dias depois,numa noite quente de verão o DJ Dewey Phillips, diretamente de uma pequena estação de rádio, fez o bater de asas virar um furacão.

O que aconteceu desde que Dewey disparou aquelas ondas de rádio está hoje nos anais da história, profundamente sulcado na memória de quem viveu aquele verão e daqueles que nasceram muitos verões depois. De Beatles a Led Zeppelin. De Bob Dylan a Cee Lo Green. De Bono Vox a Justin Timberlake. Nas palavras de Bob Dylan: "Ouvir Elvis pela primeira vez é como fugir de uma prisão." 

Acima de tudo, mudou meteoricamente a vida daquele jovem que tinha muitos sonhos e nenhum tostão no bolso.

Seja o rebelde revolucionário da década de 50, ou o galã dos filmes leves da década de 60, ou ainda o superstar de cabelos e costeletas compridas que lotava arenas na década de 70, existe um Elvis para cada um de nós. De That´s All Right até He´ll Have To Go, existe uma canção para cada gosto.

E já que as ondas de rádio podem viajar para muito além de nossa galáxia, quem sabe em algum lugar deste vasto universo um homenzinho verde esteja balançando seu quadril, ou quem sabe suas antenas, ao som daquela distante noite de verão no Tennessee.

 livro elvis
Peter Guralnick
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