“Vai todo mundo perder” | Heitor Henrique ~ Identidade 85 ::

domingo, agosto 04, 2019

“Vai todo mundo perder” | Heitor Henrique



Quem perde atualmente com a situação política vivida no Brasil? Eis a pergunta que serve como ponto de partida desse novo artigo de Heitor Henrique.

"Não acho, que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder, vai todo mundo perder!” Essa frase dita pela ex-presidente da República Dilma Rousseff no ano de 2015 foi divulgada amplamente na internet e nas redes sociais como uma amostra dos seus discursos confusos e sem sentido, se tornando “meme” que divertiu a muitos brasileiros. Mas paremos pra pensar um pouco, será que tal colocação era tão sem sentido assim ou uma previsão do que aguardava o futuro político do país que hoje enfrentamos?

Fiquei bastante tempo sem escrever algo para o blog, pois vi que o tempo político atual é diferente e complicado, pautado na intolerância, no obscurantismo, no ódio ao que pensa diferente e na desinformação geral sobre o que nos rodeia. E diante disso me vi na obrigação de dar uma contribuição a vocês leitores da minha humilde opinião sobre o que ocorre.

Chegamos a um período em que o Brasil está dividido em duas polaridades politicas antagônicas representadas pela esquerda e pela direita. A discussão dos termos é algo para outro momento, mas que fique claro que ambos estão sendo utilizados de maneira indiferente e errônea em muitos casos. O Brasil atualmente é comandado por Bolsonaro que representa uma direita mais conservadora, enquanto a oposição é encabeçada pela esquerda, que tem o ex-presidente Lula como principal representante.

Um dos grandes problemas que se encontra hoje no Brasil é a divisão ao qual o país está mergulhado há algumas décadas e que só vem se acentuando nos últimos anos e no último mandato. E assim como os presidentes anteriores, o atual não consegue unificar as duas metades existentes, o que se nota é um afastamento ainda maior.

E quem perde com isso? Logicamente que é o povo brasileiro, que se perde em brigas familiares ou entre amigos pelo seu posicionamento político. Em ambos os lados se enxerga ataques ao próximo que votou diferente só para defender o seu lado, e para isso é utilizada uma imensidão de “Fake News” ou conteúdos que merecem uma maior apuração quanto a sua autenticidade.

É um período com uma imensa inversão de valores ou questionamentos de acontecimentos que já se passaram há tempos e com comprovação científica definida. Chegamos ao tempo de reescrita de fatos anteriores apenas para defender um determinado político e acusar um outro. Hoje se fala em “revolução” de 1964 em vez de golpe, se fala em Nazismo de “esquerda”, ou seja, se deturpam verdades históricas para a defesa de sua colocação política. Aqui fiz referência a dois regimes sanguinários perpetuados pela direita, porém não significa, com isso, a defesa da esquerda, que também já proporcionou acontecimentos, tão quanto, ou até mais sanguinários do que o Nazismo, vejam o exemplo do Stalinismo e do Maoísmo.

As pessoas não tem mais buscado o equilíbrio das coisas, falta se informar, falta ler e estudar mais, falta respeito ao próximo. Com isso volto ao início do texto e retomo a frase icônica da Dilma que a disse em um outro contexto, e com uma outra intenção, mas que pode muito bem caracterizar o momento atual que vivemos, onde, se continuarmos desta maneira, “vai todo mundo perder”.

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HEITOR ESPERANÇA HENRIQUE: É formado em História pela Universidade Estadual de Maringá, possui Mestrado pela mesma instituição. Inicia o seu doutorado pela Universidade Federal do Paraná em fevereiro de 2018. Atualmente atua como professor no departamento de História da Fafiman.

Antes de sair, assista ao nosso vídeo O que foi a Guerra Fria? Clique aqui ou na imagem abaixo!

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