Revolução Francesa | José A. Fernandes ~ Identidade 85 ::

sexta-feira, outubro 23, 2020

Revolução Francesa | José A. Fernandes

 


Para muitos o evento que fundou a contemporaneidade, que mudou a França e influenciou o mundo!.


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Na França até 1789, havia uma divisão em ordens:
Clero, Nobreza e Terceiro Estado.
Era o absolutismo,
Havia o feudalismo,
Havia a servidão,
A igreja Católica era soberana,
Havia privilégios.
Os privilegiados eram o Clero e a Nobreza,
Que não pagavam impostos,
E ainda cobravam de camponeses, servos, artesão, burgueses...

Os que pagavam a conta faziam parte do Terceiro.
Um grupo muito misturado, como deu pra perceber.
Um grupo que era a grande maioria da população.
Que em meados do século XVIII se sentia muito explorado.

Os camponeses por causa dos impostos e direitos que tinham que pagar.
Muitos no campo e nas cidades que sofriam com os preços dos alimentos, 
Havia fome e morte em momentos mais críticos.
Os burgueses começavam a se destacar economicamente, 
Mas não tinham quase espaço político.

Nesse mundo em ebulição, floresciam as ideias iluministas.
Os pensadores falavam em limites para o domínio da igreja,
Limites para o poder da monarquia, 
falavam em república!
Cresciam as ideias de liberdade:
Econômica, social e política.

O certo é que na década de 1780,
A França ia mau,
Havia crise em muitos sentidos,
Haviam as dívidas do Estado, 
O Rei Luis XVI era fraco e incapaz de governar,
A nobreza esbanjava,
O clero não era muito diferente
- pelo menos assim o Alto Clero.
Havia descontentamento popular,
No campo e nas cidades,
Havia os desejos de participação política da burguesia.

Isso levou a convocação dos Estados Gerais em maio de 1789,
Que o rei se viu obrigado a fazer, 
Mas sem querer.
Ali ficaram evidentes os conflitos de interesse.
O Clero e a Nobreza não queriam abrir mão de seus privilégios,
O Terceiro Estado não queria mais ser explorado!

Havia o voto por estado,
Não por cabeça, 
O que dava vantagem aos já privilegiados:
Já que somavam dois contra um.
Sem chegar a um acordo, 
A tensão foi crescendo,
Tornaram-se manifestações,
Que culminaram no movimento revolucionário.

O primeiro grande passo foi a derrubada da Bastilha,
Velha prisão, símbolo do absolutismo,
Posta abaixo em 14 de julho de 1789.
Dali em diante, foi uma sucessão de eventos,
Muitos deles violentos.
Eventos que colocaram monarquistas e republicanos cada vez mais em lados opostos.

Até tentou-se uma monarquia constitucional,
Onde o rei respeitaria as leis 
E trabalharia para o povo.
Mas, apesar de aceitar formalmente,
Ele nunca se contentou com a nova situação.
Procurou apoio nos reinos vizinhos,
Pensou em dar um golpe,
Voltar ao que era,
Tentou fugir para o exterior em de junho de 1791.

Ele foi capturado.
Tornou-se inimigo da revolução, junto com sua família.
E nos momentos seguintes, a monarquia foi abolida,
Instalou-se a república.
Em meio à fúria dos revolucionários, 
o ex-rei  e a ex-rainha (Maria Antonieta) foram guilhotinados!

Mas, a revolução seguiu,
Muitas mudanças foram feitas,
Algumas delas mais duradouras, 
outras passageiras.
Positivas ou negativas.

Acabou-se com o que chamaram de Antigo Regime.
Declararam-se os direitos do homem e do cidadão.
Puseram fim à servidão e ao feudalismo.
Em 1794, aboliram a escravidão nas colônias.
Promoveram-se, de uma forma ou de outra, as máximas de “liberdade, igualdade, fraternidade”.

Mas as ideias seguiram conflitantes,
Criando-se aquilo que viria a ser conhecido como “direita” e “esquerda” na política.
O voto ora foi censitário, de acordo com a riqueza e a “contribuição”,
Em algum momento o voto foi universal,
Mas, terminando a década revolucionária como começou, 
restrito a uns poucos eleitores e elegíveis.
Voto esse, aliás, que não era coisa pra mulheres. 
Que seguiram com sua participação na sociedade bastante restrita durante todo o período (e além). 

A igreja perdeu seus bens. 
Em determinado momento viu crescer o anticlericalismo.
Padres foram perseguidos, houve mortes.
Os monarquistas e antigos aristocratas também foram presos, 
foram guilhotinados ou fugiram da França.
Alguns voltaram mais tarde, outros nunca mais.

Entre idas e vindas,
Os revolucionários enfrentaram inimigos externos e internos.
No exterior se formaram coligações de países,
Monarcas e nobres com medo de que a ideia francesa se espalhasse.
No interior seguiram existindo movimentos anti e contrarrevolucionários.
Em geral, o inimigo interno foi sufocado, massacrado.
Ao menos os que eram declaradamente contra a revolução.
No exterior a guerra foi constante,
Com perdas e ganhos, 
Mas, em geral, resistindo os revolucionários
E mantendo a unidade nacional francesa.

Brigas se davam no interior do próprio movimento.
Sucederam-se no poder girondinos, jacobinos, girondinos outra vez.
Líderes vieram e foram, voluntariamente, mas também guilhotinados.
Houve o Terror, veio o Diretório, instalou-se o Consulado.
Foram muitos os golpes,
Sendo o último deles aquele dado pelo famoso Napoleão Bonaparte,

Era o chamado 18 de brumário, como se dizia no calendário adotado durante a revolução.
Ou, se preferirem, era 9 de novembro de 1799.
Começava então a Era Napoleônica,
Tinha fim a Revolução Francesa.

Uma revolução intensa,
Com momentos e ações questionáveis,
Mas também avanços importantes
E pontos positivos a serem considerados.
Infelizmente o povo, que tanto contribuiu no início,
Perdeu voz e lugar.
Lugar tomado com quase exclusividade pela burguesia.
Mas, muitas outras mudanças viriam com Napoleão,
Entre outras tantas, especialmente o retorno a uma monarquia, 
Nesse caso o Império.
Mas aí já é assunto pra outro vídeo.

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